Andy Muschietti apontou a pandemia de COVID-19 como um dos principais fatores por trás das críticas aos efeitos visuais de The Flash. O diretor explicou que a crise sanitária afetou diretamente o trabalho com empresas terceirizadas responsáveis pela pós-produção do filme da DC.
Durante uma participação no podcast The Diego Show, Muschietti e a produtora Barbara Muschietti comentaram as dificuldades enfrentadas pela equipe. Barbara resumiu o impacto do período ao afirmar que teria sido mais fácil concluir o projeto sem a COVID-19.
Andy Muschietti acrescentou que a produção enfrentou uma crise específica envolvendo fornecedores de efeitos visuais em diferentes partes do mundo. Segundo o cineasta, caso as filmagens tivessem acontecido em outro momento, o longa não teria encontrado o mesmo cenário de instabilidade na cadeia de pós-produção.
A pandemia provocou mudanças significativas no mercado audiovisual. Com a interrupção de atividades presenciais, produções tiveram problemas para obter e organizar o material bruto necessário para o trabalho de edição e efeitos. A migração para o modelo remoto também exigiu a transferência de grandes volumes de dados e a adaptação de equipes que antes trabalhavam nos estúdios.
O período ainda acelerou a adoção de tecnologias de produção virtual e aumentou a pressão sobre profissionais e empresas de efeitos visuais. Quando as atividades presenciais foram retomadas, muitos estúdios precisaram lidar com uma demanda acumulada, o que tornou os prazos de entrega mais apertados.
Embora a explicação ajude a contextualizar os obstáculos enfrentados por The Flash, ela não elimina as críticas ao resultado final. O longa chegou aos cinemas com expectativas elevadas em torno do retorno de personagens importantes da DC, e os efeitos visuais acabaram se tornando um dos aspectos mais comentados negativamente. A disponibilidade do filme no catálogo da HBO Max permite que o público avalie diretamente o trabalho de pós-produção e compare a ambição do projeto com sua execução.


