O universo da DC Comics tem uma reputação bem estabelecida de escalar seus personagens em níveis que a maioria das outras editoras raramente alcança. Superman quebra planetas, o Espectro apaga civilizações inteiras e Darkseid é literalmente tecido na estrutura do cosmos. Mas existe um padrão curioso que percorre boa parte dos personagens mais poderosos da DC: eles raramente operam no limite real de suas capacidades. Seja por escolha consciente, por restrição narrativa ou por força de circunstância, os sete personagens abaixo carregam um potencial que as histórias mal arranharam.
1. Superman

O Homem de Aço não é apenas o personagem mais forte desta lista: é, canonicamente, o ser mais poderoso do multiverso DC, com suas energias alimentando a própria estrutura da metarrealidade ao redor dele. O problema de ser Superman é que o mundo onde ele vive foi construído para pessoas exponencialmente mais frágeis. Voar na velocidade máxima criaria ondas de choque capazes de destruir cidades inteiras. Um soco sem controle pode matar qualquer ser humano por acidente. Cada interação com o ambiente exige uma calibração constante e consciente de força, velocidade e presença. As poucas vezes em que Superman operou sem essa limitação, absorvendo energia solar de forma irrestrita ou enfrentando adversários realmente à sua altura, o resultado abalou a estrutura da realidade. Sua vida inteira é um exercício de contenção voluntária.
2. Darkseid

O Deus do Mal foi elevado à forma do Deus Final em DC K.O., o que lhe concedeu controle direto sobre a energia Ômega do universo primário e autoridade sobre a própria continuidade da existência. Uma morte de Darkseid é capaz de deformar o multiverso, o que diz tudo sobre o nível em que ele opera quando decide se comprometer de verdade. O Efeito Ômega, em plena capacidade, pode aniquilar praticamente qualquer ser vivo com um pensamento. A Sanção Ômega, que transforma um alvo num projétil viajante no tempo, é um recurso que ele usou uma única vez registrada nos quadrinhos. O fato de os heróis ainda existirem não é um acidente narrativo: é evidência direta de que Darkseid quase nunca usa sequer uma fração do que é capaz de fazer.
3. O Anti-Monitor

Crise nas Infinitas Terras, uma das mais famosas sagas da DC, foi inteiramente causa pelo Anti-Monitor, que destruiu universos inteiros com ondas de antimatéria, incluindo Kryptonianos. Era uma força da natureza sem precedente nos quadrinhos da DC. O problema é que, em cada reaparição subsequente, ele nunca mais chegou perto daquele nível. A versão dos Novos 52 destruiu apenas um universo e precisou de ajuda considerável para enfrentar Darkseid. A explicação pode ser narrativa ou cosmológica, dependendo do roteirista, mas o resultado é o mesmo: o Anti-Monitor atual é uma sombra quantitativa do que foi em sua primeira aparição, operando bem abaixo do seu teto estabelecido.
4. Perpetua

Perpetua é provavelmente o ser mais poderoso já introduzido no cânone DC em termos de escala bruta. Ela foi uma das Mãos responsáveis pela criação do multiverso DC, tendo moldado sua estrutura com a intenção de transformá-lo numa arma capaz de destruir outras Mãos e os Juízes da Fonte. Traída pelos próprios filhos, o Monitor, o Anti-Monitor e o Forjador de Mundos, ela passou eras aprisionada além do Muro da Fonte. Quando retornou, com Lex Luthor e a Legião do Perdão canalizando as Sete Forças Sombrias para restaurar seu poder, ela destruiu universos com facilidade, mas nunca recuperou a capacidade de criar multiversos, que era o núcleo do seu poder original. Ela voltou diminuída, e mesmo assim quase não houve como detê-la.
5. O Espectro

O Espectro é o Anjo da Vingança de Deus, uma das entidades mais antigas do cosmos DC, e sua capacidade teórica de poder não tem teto definido: ele pode moldar a realidade conforme sua vontade, assumir qualquer escala física que a situação exigir e atuar de formas que nenhum outro ser da continuidade consegue replicar. A limitação prática é o hospedeiro humano, que funciona como um filtro de foco necessário para direcionar esse poder. Sem hospedeiro, o Espectro solto contra aqueles que merecem vingança é uma das forças mais aterrorizantes do universo DC, capaz de varrer toda a comunidade mágica, incluindo forças ancestrais de escala cósmica. Com hospedeiro, ele sempre opera com freio de mão puxado.
6. Senhor Destino

O manto do Senhor Destino passou por várias mãos ao longo das décadas, de Kent Nelson a Khalid Nassour, e todos eles compartilham a mesma característica: nenhum chegou perto de explorar tudo que o Elmo do Destino oferece. O elmo abriga Nabu, um Senhor da Ordem com poder de alteração da realidade que transcende a maioria dos outros magos do universo DC. A Torre do Destino, onde o herói tem sua base, contém tomos mágicos e artefatos de poder cuja extensão nunca foi completamente mapeada, nem pelos próprios portadores do manto. O Senhor Destino é apresentado como o maior mago da DC, mas essa descrição se refere ao potencial do elmo, não ao que qualquer versão do personagem efetivamente demonstrou.
7. Alan Scott

Alan Scott criou o manto do Lanterna Verde na Era de Ouro dos quadrinhos, quando seu poder era explicado como uma chama mágica verde moldada pela força de vontade. Com o tempo, a mitologia evoluiu: sua lanterna e seu anel são na verdade o Coração das Estrelas, um artefato mágico de poder imenso, e Scott eventualmente absorveu esse poder completamente, tornando-se literalmente um ser de energia mágica pura. É uma transformação que deveria colocá-lo entre os seres mais poderosos do universo DC, mas nas histórias ele continua operando como se ainda fosse simplesmente um herói com anel e lanterna. O potencial de um ser construído de energia mágica consciente raramente é sequer tangenciado nas páginas onde ele aparece.
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