Encontrar um bom suspense na Netflix costuma significar esbarrar sempre nos mesmos títulos badalados, enquanto boa parte do catálogo segue esquecida logo depois da estreia. Entre filmes baseados em crimes reais e séries que resolveram fugir da fórmula tradicional, separamos cinco produções de suspense que talvez você nunca tenha ouvido falar mas merecem sua atenção
5) Ladrões

Dirigido por Darren Aronofsky a partir do próprio romance de Charlie Huston, Ladrões acompanha Hank Thompson, um ex-fenômeno do beisebol que aceita cuidar do gato do vizinho por alguns dias e acaba jogado no meio de uma disputa entre máfias completamente distintas em Nova York. O tom aqui foge do suspense mais sério e denso que Aronofsky costuma entregar em filmes como Cisne Negro, apostando em uma energia caótica e quase cômica que lembra o estilo de Guy Ritchie.
4) Bodies

Baseada na graphic novel homônima da DC Vertigo, escrita por Si Spencer, a minissérie britânica Bodies acompanha quatro detetives de quatro períodos diferentes, 1890, 1941, 2023 e 2053, todos investigando o mesmo corpo encontrado no mesmo ponto exato de Londres. Em vez de tratar isso como uma simples coincidência, a trama revela aos poucos uma conspiração que atravessa mais de um século, obrigando o espectador a prestar atenção redobrada em cada detalhe para conectar as pontas.
3) O Enfermeiro da Noite

Baseado no livro de não ficção de Charles Graeber, O Enfermeiro da Noite reconstrói o caso real de Charles Cullen, considerado um dos assassinos em série mais prolíficos da história hospitalar americana, e da enfermeira Amy Loughren, colega de turno que ajudou a polícia a prendê-lo usando um microfone escondido. Diferente da maioria das produções de true crime, o filme evita transformar o assassino no centro das atenções, concentrando o peso emocional da história na relação de confiança quebrada entre Amy e Charles.
2) The OA

Criada por Brit Marling e Zal Batmanglij, The OA acompanha Prairie Johnson, uma mulher que reaparece após sete anos desaparecida enxergando novamente, apesar de ter sido cega antes do sumiço, e passa a ensinar um grupo de desconhecidos a usar uma sequência de movimentos que ela alega abrir portais entre dimensões. A proposta é tão particular e arriscada que a série dividiu opiniões desde o início, mas justamente por isso construiu um dos universos mais originais já produzidos pela Netflix, sem medo de misturar ficção científica com temas pesados como trauma e perda. Cancelada após a segunda temporada, ainda no meio de um gancho crucial para a trama, a obra segue como um exemplo raro de ambição criativa que talvez nunca ganhe o fechamento que merecia.
1) Woman of the Hour

Na estreia de Anna Kendrick como diretora, Woman of the Hour reconstrói a história real de Rodney Alcala, serial killer que participou e venceu um episódio do programa de encontros The Dating Game em 1978, enquanto já acumulava um histórico obscuro de crimes. A protagonista, Cheryl Bradshaw, é a mulher que precisa escolher entre os candidatos sem saber que está prestes a marcar um encontro com um assassino confesso, e é esse contraste entre o clima descontraído do formato televisivo e o perigo real por trás das câmeras que sustenta toda a tensão do filme.
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