Os 5 piores reboots de jogos

Muitas vezes, para seguir numa serie, você precisa reiniciar a franquia. Seja porque ela não funcionaria bem nos dias de hoje, seja porque a história dela ficou uma bagunça muito grande ou mesmo para dar novos ares naquele universo que todo mundo gosta.

E algumas vezes o resultado é positivo. O DmC está aí pra provar isso (apesar dos fanboys não serem lá muito fãs desse ultimo jogo sobre o filho de Sparda).

Mas muitas vezes a ideia não sai exatamente como o planejado e temos jogos muito, muito, mas MUITO ruins. E para aproveitar o clima de Helloween (que só foi a três dias atrás, bobeira), vamos falar de cinco reboots tenebrosos, daqueles de arrepiar qualquer um.

5. Golden Axe: Beast Rider (2009)

Nessa screenshot parece até legal. Não é.

Um dos beat’em up mais amados dos 8 Bits retornava aos videogames após um hiato de muitos anos sem ver versões novas. E como o estilo envelheceu, decidiram renovar o jogo para um hack’n’slash em 3D. O que eu achei uma ideia foda, pra ser bem sincero.

Mas eles erraram. E feio. Com o nome de “Beast Rider” seria de se esperar que houvesse bastante montaria, mas essa acaba sendo uma das partes mais incomodas do jogo, já que controlar os bichos é complicado e ser tirado deles é muito fácil.

Com um dos piores sistemas de detecção de ataque que eu já vi, Golden Axe: Beast Rider deveria montar numa capivara e voltar do lugar d onde veio.

4.  Space Raiders (2004)

Alguém realmente pensou que isso iria funcionar?

Poucos jogos são tão marcantes e facilmente reconhecidos como Space Invaders. Aquele jogo  onde as fileiras de alienígenas vão descendo e atirando e você tem que destruir elas e tal, lembra?

Pois quatro anos antes desse jogo virar trintão – ele foi lançado em 1978!- resolveram rebootar a serie. E ao contrário da maioria dos reboots, onde pelo menos a ideia é boa, Space Raiders era ruim desde o primeiro momento.

O jogo era uma tentativa fraca de colocar uma situação dramática na história de Space Invaders, onde você controlava uma mulher num campo de tiro em 3D, mas onde você apenas podia se mover lateralmente, enquanto enfrentava hordas de aliens que caíam do céu.

Com continues infinitos e uma jogabilidade mais repetitiva que de seu antecessor, Space Raiders foi um fracasso total. Merecidamente.

3. Bionic Commando (2009)

Para a chatice infinita… e além! Ou até a primeira parede invisível.

Eu poderia gastar o tempo todo aqui falando da jogabilidade porca e repetitiva, dos gráficos não tão felizes para sua época ou até mesmo da descaracterização do personagem principal.

Mas eu vou resumir tudo no plot twist absurdo onde o seu braço biônico na verdade é sua esposa desaparecida. E não é desse jeito que vocês estão pensando.

2. Sonic The Hedgehog (2009)

SÉRIO MESMO, SEGA?

Eu pensei bastante se esse jogo era mesmo um reboot ou não.  Mas como ele está cagando pra toda a mitologia do ouriço azul mais rápido e adorado do mundo e ainda tem como nome somente “Sonic The Hedgehog” eu vou contar como reboot sim. Principalmente para não perder a oportunidade de falar mal dessa aberração.

O jogo já era ruim como jogo mesmo. Controles horríveis, câmeras que apenas atrapalhavam e tantos bugs e glitchs que eu nem sei como tiveram a coragem de publicar o jogo. Ainda mais com esse nome e com esse personagem tão querido. Só pra vocês terem uma ideia, os caras foram tão preguiçosos na hora de montar as fases que o famoso loop do Sonic só era possível porque a gravidade do jogo (?) era alterada. Ou seja, você podia fazer um loop ANDANDO. Filhos da puta!

E quando a história envolve o relacionamento entre Sonic, um ouriço azul meio antropoformizado com uma princesa totalmente humana que se mete mais em apuros do que a Peach… Bem, nada sobra para salvar esse terrível jogo do segundo lugar.

1. Bomberman: Act Zero (2006)

Quem conseguiu chegar ao Round 02?

Imagino como foi feita a reunião empresarial para decidir como seria esse belo jogo.

– Hey, precisamos fazer um jogo novo do Bomberman. Mas novo mesmo! Vamos parar com esse negócio de robozinho legal enfrentando outros num ambiente divertido e leve.

– Já sei, chefe! Vamos colocar uma história bem dramática e ruim, colocar ele nuns cenários bem dark, algumas missões chatas pra cacete no modo história e cagar o multiplayer local! E vamos transformar o Bomberman num ciborgue assustador. As crianças adoram.

– Mas… isso parece… EXCELENTE!

E assim nasceu Bomberman: Act Zero.

Esquecemos algum reboot ruim? Vocês gostaram de algum desses jogo logo acima? Ou queriam apenas ter o poder de desver ou desjogar tais atrocidades? Use a área de comentários com sabedoria. Ou não.

Tico

Redator eventual, podcaster e negro maravilhoso.