Os 5 jogos que eu gostaria que ganhassem uma sequência

Fala, galera, tudo bom com vocês? Que jogo vocês gostariam que ganhasse uma sequência? Eu tenho uma pequena lista com cinco títulos que vivem dentro do meu coração e que eu certamente estaria na fila de lançamento caso ganhassem uma sequência.

5. Road Rash

Motocas velozes e customizáveis, velocidade, violência em duas rodas e mulheres bonitas ao fim de cada partida. Quem não gosta disso? Sério mesmo, Road Rash é um dos jogos que eu realmente não entendo porque ainda não ganhou uma sequência. O último jogo que saiu para a série foi no PlayStation (chamado de Road Rash 3D) e eu lembro de ter gostado bastante do jogo.

Não precisa nem fazer algo muito complexo, a diversão do jogo estava pela simplicidade de tudo, era só correr, bater, juntar dinheiro, comprar uma moto nova, fugir da polícia e pronto. Aposto que venderia feito água se fosse lançado digitalmente pro Xbox 360, PS3, Vita e 3DS.

4. Dino Crisis

Um belo dia, alguém dentro da Capcom deve ter aberto uma porta e gritado RESIDENT EVIL COM DINOSSAUROS e todo mundo achou essa ideia boa o suficiente para criar exatamente isso, um Resident Evil com os nossos queridos e extintos répteis. A pergunta que eu quero fazer para você, Capcom, é por que diabos vocês pararam de lançar sequências para essa série? O último capítulo de Dino Crisis 2 saiu para o falecido Dreamcast e, ok, eu admito que não joguei, mas bem que gostaria de ver algum jogo de ação envolvendo dinossauros de qualidade. Dino Crisis 3 seria um forte candidato para o posto.

3. Demon’s Crest

Esse foi um dos meus jogos favoritos no Super Nintendo. Você é Firebrand, lorde do mundo dos demônios, e está prestes a conquistar o poder supremo, não fosse por um pequeno problema: seu rival, Phanlax, se aproveita da cansativa batalha entre você e o dragão demônio para lhe atacar e roubar todos os brasões elementais de você, deixando-o para a morte.

O plano de Phanlax quase dá certo, pois Firebrand fica por mil anos desaparecido, até recomeçar a sua busca pelos brasões e por vingança. Uma história interessante, não? O jogo funciona num estilo “Metroidvania” (mistura de Metroid e Castlevania) um pouco mais simplificado, com um mapa mundi e diversas fases com áreas bem grandes para serem exploradas. Uma sequência, ou remake desse jogo seria muito legal.

2. Tactics Ogre

Tactics Ogre, o “pai de Final Fantasy Tactics”, como é conhecido, é um dos meus jogos favoritos. Lembro de tê-lo comprado e ter odiado o jogo a princípio pela tosquice de seus gráficos e música monótona, mas superado isso, o jogo oferece uma história muito bem trabalhada que envolve política, limpeza étnica e fantasia medieval.

Para completar, temos um sistema de luta sólido e uma jogabilidade difícil pra cacete. Esse é daqueles jogos que faz você sangrar se fizer uma besteira que seja. Felizmente ele não foi totalmente esquecido pela Square Enix após adquirir a Quest. O jogo foi totalmente retrabalhado e lançado para o PSP há uns dois anos, com seu sistema de batalha e equipamentos atualizados, mas eu queria mais do que isso. A saga Ogre Battle tem sete ou oito capítulos e nós conhecemos apenas quatro deles (Ogre Battle do SNES, Tactics Ogre do PSX, Tactics Ogre do GBA e Ogre Battle 64 do Nintendo 64, sendo que o Tactics Ogre do GBA é um spin-of da série).

Já tá mais do que na hora da Square Enix colocar um time para continuar a saga, que seja com um orçamento pequeno, mas lancem um novo Ogre Battle, para o sistema que seja, não importa, e vocês terão o meu dinheiro.

1. Final Fantasy Tactics

Eu lembro como ontem no dia em que eu comprei esse jogo pela primeira vez. Eu fui ao centro de Porto Alegre com a minha mãe e, como de costume, pedi para passarmos nos camelôs (é, amigos, eu comprei jogos piratas, me processem) para comprar algum jogo de PlayStation para mim. Lembro que na época os jogos custavam 5 reais, ou 4,99 no “Rei do Play”, que era uma das bancas que eu mais ia. Lembro de ter comprado dois jogos, Street Fighter Zero 2 e um que eu nunca tinha ouvido falar, mas comprei por ser um Final Fantasy. “Peguei esse pra quebrar a cabeça” disse para a minha mãe. Não me arrependo nem um pouco de ter sido meio masoquista e ter comprado algo para quebrar a cabeça.

Algo curioso sobre essa compra: o jogo era em japonês e mesmo assim eu lembro de ter me apaixonado por Final Fantasy Tactics. Tá certo que eu não entendia nada do que estava acontecendo nos diálogos, mas as lutas eram tão legais que compensavam esse fato. Com o tempo eu fui aprendendo o que cada uma das magias fazia e tudo mais, mas acabei trancando na penúltima batalha do terceiro capítulo (contra Wiegraf, aquele desgraçado).

Depois disso, consegui uma cópia em inglês e finalmente joguei do início ao fim. Desde então, acho que terminei Final Fantasy Tactics umas 5 ou 6 vezes, seja no PlayStation, via emuladores, no iOS (sim, eu paguei 16 dólares pelo jogo), seja no PSP e agora no Vita (sim, eu comprei o jogo esse número de vezes, Square Enix, por favor, não me processe).

Eu sei que ele ganhou sequências para o Game Boy Advance, mas convenhamos, elas não se comparam ao Tactics original de PlayStation. O jogo combina um enredo maduro a um sistema de batalha muito bem feito (tá bom, ele pode ser totalmente quebrado com a profissão Calculator ou fazendo algumas ignorâncias do tipo Monk com Two Swords, mas isso faz parte da diversão). Mesmo hoje, eu ainda me apego aos pequenos detalhes que motivaram cada um dos personagens a fazer o que fizeram, seja Delita, que teve a morte da sua irmã como um propulsor para a sede de poder, seja Ramza, o herói que acabou se perdendo na história, seja Vormav, o vilão que se aproveitou do poder das Zodiac Stones.

Enfim, esse jogo ainda hoje me faz perder um bom tempo brincando na frente do dispositivo que seja. Eu gostaria muito de uma sequência dele com um sistema semelhante e uma Ivalice nova, não aquela usada nos Tactics do GBA. Muito mais do que um remake de Final Fantasy VII, eu acho que esse sim iria imprimir dinheiro na conta da Square Enix como nunca. Por que diabos eles ainda não começaram?

Enfim, essa é a minha lista. E a de vocês, qual é?

Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.