A Nintendo ganhou a E3 2017, quer você goste ou não

Fala, galera, tudo bom com vocês?

Passada a ressaca da E3 e todas as conferências de imprensa das grandes empresas, sejam elas produtoras de jogos, sejam elas fabricantes dos consoles que nós usamos para jogar, vamos ser honestos, a Nintendo ganhou essa E3, e ela fez exatamente da forma como muita gente fica louca da vida com ela: ao mostrar os mesmos jogos de sempre.

O Nintendo Switch foi uma verdadeira surpresa da companhia. Quando todo mundo achava que a Nintendo estava pronta para pedir arrego e quebrar de uma vez (ainda que erroneamente, já que ela tem dinheiro em caixa para operar com meio bilhão de prejuízo anual pelos próximos 40 anos graças ao Wii e ao DS), ela foi lá e mostrou um console com uma proposta simples e extremamente efetiva. Só faltavam os jogos, e eles estão começando a chegar aos pouquinhos.

Seja Super Mario Odyssey, que parece ser o Mario mais interessante desde o Super Mario Galaxy, seja o simples fato dela dizer que está desenvolvendo um Pokémon “de verdade” para o Switch, seja ela ter mostrando um JPEG de Metroid Prime 4, são todos anúncios extremamente acertados de um console que precisa de mais motivos para fazer as pessoas comprá-lo. O Switch tem vendido muito bem, e as pessoas querem mais e mais jogos para poderem jogar nele, mas, principalmente, as pessoas querem os jogos que elas querem jogar, ou seja, jogos relevantes dentro da Nintendo, e não Captain Toad, com todo o respeito ao Toad, e a Nintendo mostrou isso, além de trazer o excelente third party Rocket League, realizar o meu sonho de jogar Rocket League deitado pois eu sou preguiçoso.

Além da Nintendo, quem merece aplausos por essa E3 é a Ubisoft, seja por ter trazido Shigeru Miyamoto ao palco e mostrar um jogo que todo mundo estava pronto para fazer piadas a respeito, Mario + Rabbids: Kingdom Battle, e que acabou no fim das contas despertando interesse geral (afinal, o jogo é basicamente Mario XCOM), seja por parecer finalmente ter transformado o combate de Assassin’s Creed em algo interessante com profundidade, seja por trazer aquele jogo de piratas que todo mundo esperava, seja por terminar a conferência deles com Beyond Good and Evil 2 e fazer muita gente ter que pagar promessas absurdas, os franceses quebraram o pau e merecem aplausos pela E3 que tiveram.

Para completar, a Microsoft também merece aplausos. A Companhia parece ter visto os memes mil grau do Facebook com a pentelhação de que o Xbox One não tem exclusivos e foi lá repetir a palavra “EXCLUSIVE” umas 400 vezes durante a conferência deles só pra provar que, sim, o Xbox One tem exclusivos, e muitos deles são de qualidade, como Forza 7 (ainda que a anualização da série esteja me deixando cansado de Forza), State of Decay 2, Crackdown 3 e third parties que chegarão antes ao Xbox One, como PlayerUnknown’s Battlegrounds. Além disso, temos o Xbox One X, o novo poderoso do mercado. Tudo bem, faltou algum jogo incontestável na conferência deles, o famoso nota 10, mas ela foi cheia de jogos nota 7, 8 e 9, e cheia de exclusivos, e, de longe, a conferência com mais jogos.

Ah, claro, antes que eu esqueça, do lado positivo, ainda temos a Devolver Digital, que é o espírito livre do mundo dos games e fez uma conferência para tirar com a cara das conferências tradicionais da E3. Não fosse o fato dela ter sido às duas horas da madrugada de segunda-feira, ela mereceria só elogios, mas ainda assim, boa, Devolver, continuem com esse espírito pois vocês são extremamente necessários dentro da indústria de jogos.A conferência da EA foi “ok”. Um sete, ou seja, passou de ano, mas poderia ter ido melhor, ainda que tenha deixado um certo hype nos nossos corações por causa de Star Wars Battlefront 2 e Anthem, mas eu sinceramente não consigo ligar para Alex Hunter e para os modos campanha dos jogos de esportes da companhia. Pode ser só eu, mas enfim, ainda teve Need for Speed Payback, que parece ser o Need for Speed mais interessante da última década.

Muito bem, agora os puxões de orelha. Começando pela Bethesda, esse é o segundo ano fraco da companhia na E3. Se ela quer brincar de ser uma das grandonas, ela precisa fazer mais jogos. Ela precisa de um sandbox, ela precisa de um jogo online, ela precisa de mais. E ela precisa parar de ordenhar a pobre vaca chamada The Elder Scrolls V: Skyrim. Só nessa E3 nós tivemos Skyrim para Switch, Skyrim Card Game e Skyrim VR. Ah, e ela também precisa parar de insistir em tentar nos enfiar The Elder Scrolls Online. Eu não sei quem força mais, ela com esse MMO ou o Will Smith com o filho dele. Enfim, Wolfenstein II: The New Colossus parece muito legal, mas esse foi o único ponto alto da Bethesda nesse ano.

E fechando com a grande decepção dessa E3: a Sony. Parece que a companhia não estava afim de participar da E3, e fez tudo de má vontade. Ninguém liga pra Uncharted: The Lost Legacy, o DLC de Horizon Zero Dawn não pareceu nada interessante e, finalmente, ninguém quer 20 minutos de conferência desperdiçados com VR. A Sony disse que os jogos japoneses iriam vir com tudo nessa E3 e o que nós menos vimos foram os tais jogos japoneses. Para não dizer que eu não vi nenhum na conferência dela, teve o jogo VR de Pesca de Final Fantasy XV, um dos momentos mais what the fuck da conferência, afinal, pescar não combina muito com metal pesado, mas eu ainda assim fiquei curioso para jogar esse jogo só pela diversão.

Mas voltando, porra, Sony, o que vocês têm na cabeça? Gran Turismo Sport, Crash N Sane Trilogy, The Last of Us II, Final Fantasy VII Remake, Kingdom Hearts III, Shemue III, Ni No Kuni II, Final Fantasy XII: The Zodiac Age e Dissidia: Final Fantasy NT são apenas alguns dos jogos que vocês poderiam ter mostrado no palco principal e não o fizeram. Tem jogos dessa lista que foram mostrados em 2015 e 2016 e desde então sumiram completamente do mapa. Tem jogos nessa lista que vão sair ainda nesse ano. Crash sai em duas semanas, como vocês não botaram nenhum trailerzinho dele pra gerar hype nas vendas já que os olhos do mundo gamer estão totalmente voltados pra vocês? Não dá pra entender o que se passou na cabeça da Sony nesse ano.

É verdade, teve 4 jogos interessantes: Monster Hunter, God of War, Days Gone e Spider-Man, mas ainda assim, a Sony era a companhia com mais armas para mostrar nessa E3 e, depois de anos espetaculares, pareceu que esse ano foi totalmente feito nas coxas, mesmo conosco sabendo que, sim, a Sony poderia fazer muito melhor do que ela fez nesse ano.

Ah é, eu tinha quase esquecido, mas teve a conferência do PC Gaming também, que foi bem sem gracinha, mas não tem como se decepcionar com algo do qual a gente não espera nada, não é mesmo? Pelo menos teve o anúncio da expansão de XCOM 2.

Ainda sobre a feira, e não sobre as conferências, Dragon Ball Fighter Z parece ser o melhor jogo de luta de Dragon Ball de todos os tempos. Não que a concorrência seja lá muito grande, afinal, os jogos de luta dos últimos 10 anos da franquia não têm profundidade nenhuma, mas esse jogo novo está parecendo ser espetacular, não é mesmo? Ah, e se vocês prestarem atenção no gif abaixo, o jogo é tão detalhista que o cenário se destrói quando o Goku reflete os ki blasts do Freeza.

Enfim, a E3 2017 está quase no fim, e as principais notícias já foram anunciadas. O que vocês acharam das conferências? Quem venceu pra vocês? Quem perdeu pra vocês? Deixem seus comentários!

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Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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