Games: Histórias, lendas e bizarrices – Parte 30: Zé Punheta Nos Games

Olá amigos conhecidos e haters.

Faz tempo que eu não escrevo, mas o ano começou faz duas semanas e vamo tirar o pó desse lugar aqui.

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Zé Punheta nos Games

Dias atrás minha colega de site, a Isabelle Benlolo, fez um texto em duas partes sobre 5 mitos das garotas gamers (parte 1 e parte 2) e acredito que esse material vai ao encontro. Desde que me conheço por jogador de videogame, meninas infelizmente são vistas como desconhecedoras de games, “café com leite”, “ela não conta”, “fase bônus” quando era em jogos de luta, etc.

Mas com o surgimento de MMORPGs, surgiram homens que se dizem cavalheiros, mas na verdade conseguem ser o exemplo claro de algo que eu desprezo muito: Zé Punhetas.

Certo, você já ouviu/leu esse termo por aí e talvez não esteja familiarizado com ele. Ou até esteja, mas dificilmente ouvia ele por ai. Vou dar uma refrescada  sobre o que significa esse tipo de cara:

– Zé Punhetas são seres com a finalidade de única e exclusivamente xavecar uma menina achando que estão fazendo a obrigação deles. É o paga-pau, é o cara que vai parar a campanha do jogo porque viu uma personagem andando pela cidade e só por causa do nome dela, que é de mulher. Vai deixar o grupo de lado e ir tentar puxar assunto no melhor estilo Don Juan de Marco.

Dado a descrição do ser, vamos aos pontos que complica nos jogos. A primeira vez que percebi um Zé Punheta nos games, foi jogando Ragnarok. Enquanto eu procurava lugares para ganhar XP, dinheiro e itens, via que existiam personagens que sempre que viam uma menina no mapa, ficavam puxando assunto com “Oi, tudo bom, sua linda?” ou “O que uma pessoa tão perfeita faz por aqui?” e por aí vai.

Só que com isso, algumas coisas foram acontecendo. As moças mais espertas começaram a ver que podiam pedir itens valorosos pra esses pseudo-galanteadores. Já que eles queriam agradar de alguma forma, fariam de tudo para ganhar a atenção das senhoritas. Então as vezes você via personagens iniciantes femininos com armaduras de lvl 80, graças à esses “gênios”.

Eis que agora com jogos como Call of Duty, Battlefield, Halo, etc, existem caras que CONVERSAM COM AS MENINAS DURANTE O JOGO COMO SE FOSSEM LEVAR ELAS PRO ALTAR ALI MESMO! Não, cara. Não. Ali é local de jogar. Quer xavecar a menina, pede user dela, e-mail, twitter, sei lá. Mas não vá dar uma de falso pegador na frente de todo mundo e constranger a moça.

Outro ponto, se você é um hardplayer usuário de internet, sabe que na grande rede, não existem mulheres nem crianças, apenas homens fingindo serem mulheres e crianças. Regra 29.

Claro que existem desenvolvedores de jogos que são desse mesmo calibre, onde personagens do mesmo level, com as mesmas armas e mesmas armaduras, são completamente diferentes quando são de sexos diferentes. Homens ficam apenas com o rosto aparecendo, enquanto mulheres só tapam o bico das tetas e a xereca. E ELES ESTÃO USANDO A MESMA ARMADURA.

Claro que vai ter gente reclamando e dizendo coisas como “ah, meu deus, é apenas um jogo”. Mas isso ajuda na imagem e no fortalecimento do Zé Punheta.

Por outro lado, empresas como a Eidos, desenvolvedora do Tomb Raider, entendeu a dica começou a produzir jogos onde a protagonista não é mais aquela atriz de filme pornô com seios enormes, etc. Tentaram humanizar ela ao máximo e colocar em pauta questões atuais de discussões, como lesbianismo e feminismo.

Claro que existe também jogos galhofas como Saints Row IV que ironiza tudo. Mas lá não são apenas mulheres correndo peladas, tem homens também. É palhaçada, então não conta.

Finalizando, se você é assim, tem amigos assim, por favor dê um jeito de parar. Isso não é legal, chega a ser irritante. Quando estou em algum jogo e vejo que o foco muda quase que por completo porque tem uma menina jogando, é extremamente irritante. Pega o Facebook da moça e xaveca depois. Não é errado fazer isso. Mas faça lá.

Ps: Aqui tem uma definição melhor de Zé Punheta

Então pessoal, era isso.

Até semana que vem!

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Abração!

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