5 vilões que merecem jogos próprios

Como funciona um jogo, meus caros leitores e gamers? É facil. É mais ou menos como um filme padrão aonde há um herói que é o cara legal cheio de moral positiva e boas intenções ou então um anti-herói, que apesar de não ser lá muito amado por tudo que está a sua volta, ainda assim é aatormentado por questões éticas, que no fim das contas o leva a fazer a coisa correta, do ponto de vista moral. Em contrapartida temos o antagonista – vulgo vilão – que não possui valores positivos e só quer ver o mundo pegar fogo, ou as vezes, de forma mais complexa, apenas acabar com seu algoz que é o nosso herói do filme.

A mesma prática se aplica à jogos, afinal, querendo ou não na grande parte deles somos o cara legal que vai fazer o que é certo para acabar com o que te atormenta (excluam casos como GTA V, Manhunt e afins, ou melhor, excluam qualquer coisa da Rockstar), porém assim como filmes, algumas vezes somos tão cativados pelo antagonista, que as vezes até mesmo torcemos para ele e ficamos com raiva pelo mocinho tê-lo punido, e sentimos vontade de até mesmo jogar com esse personagem para ter um outro ponto de vista.

Pensando nesse conceito, trazemos para você cinco vilões que nós gostamos tanto que queremos um jogo que conte mais sobre ele, e mostre seu ponto de vista, afinal, para odiar é necessário que alguém ou algo ensine a odiar.

Boa leitura!

General RAAM – Gears of War

Sem dúvida Gears of War é um dos meus títulos favoritos de todos os tempos. O sistema de defesa e a inteligência dos personagens, sem que você precise ficar recoordenando eles me deixou fascinado e foi amor a primeira vista. Ao jogá-lo pela primeira vez finalmente me recostei à cadeira e suspirei “estamos na nova era dos jogos”.

Título após título, joguei feliz e sempre pensei como poderia ser um spin-off desse jogo, porém contado do outro lado do campo de batalha: os Locuts. Como seria legal conhecer a louca e violenta vida dessa raça subterrânea antes de vir à tona e enfrentar os COG, e poderíamos focar fortemente em um dos personagens favorito da saga, que está somente no primeiro jogo da série: General RAAM.

Tudo bem, já temos o DLC RAAM’s Shadow, mas de longe isso fala um pouco sobre a vida desse monstrengo, muito pelo contrário, o pouco que se joga com o general não fala absolutamente nada sobre sua vida.  Então que tal um Spin-Off que comece com o treinamento, ascensão e (literalmente) subida? Isso sim seria uma apresentação digna de um antagonista marcante na história dos games.

Ghots – Pac Man

Japão, 22 de maio de 1980. Pela primeira vez o mundo vê um dos maiores icones relacionados não somenta a games do mundo, mas também por conceitos culturais: Mr. Pac Man, uma bola amarela que come “pac-dots” em um labirinto enquanto é perseguido pelos fantasmas Blinky, Pinky, Inky e Clyde.

Se você ainda não sabe, cada uma dessas graciosas criaturinhas fantasmagóricas é dotada de personalidade propria, assim como a técnica para “capturar” pac man muda de um para outro. Por exemplo, Inky é tímido e tentará evitá-lo as vezes, enquanto que Blinky atua mais pelos flancos tentando encurralá-lo e Pinky lhe persegue diretamente, mas a grande pergunta é: porquê a bola amarela comilona é atormentada por fantasmas? O que os motiva? PORQUÊ?

Vinte anos se passaram desde que vimos Mr. Pac Man pela primeira vez e ainda assim pouco sabemos sobre essas adoráveis criaturas. Seria legal um jogo exclusivo (e oficial) para sabermos a origem desses seres fantasmagóricos, o porquê de suas características, e porquê perseguem pac man.

E não me venham falar come-come, se não vou encher a cara de vocês de alegria.

Sephiroth – Final Fantasy VII

Claro que ele, o melhor vilão de todos os Final Fantasy (e visto por muitos como o proprio melhor vilão de todos os tempos em games)  não poderia faltar aqui. Se algum fã da série FF não tem esse nome na cabeça, ele não é um fã de verdade.

Criado para ser o antagonista principal de FF VII, Sephiroth é um perfeito contraste do personagem principal do jogo, Cloud Strife. Pertencente ao temido esquadrão SOLDIER e conhecido por ser o melhor entre todos, e também por ser o único capaz de portar com maestria a katana Masamune, que aliás, recebe esse nome em homenagem ao lendário ferreiro japonês Goro Nyudo Masamune, cujo katanas são tesouro lendário japonês.

O personagem é tão rico em detalhes, e tão bem construído, que a única pergunta que me resta é: por que não foi feito nenhum jogo que fala sobre sua vida, desde seu prematuro nascimento até os acontecimentos que antecedem FF7? Bom, ainda não temos resposta, mas que gostaríamos de usar sua lendária katana em suas proprias mãos, há gostaríamos!

Coringa – centenas de jogos

Como falar da história dos vilões apenas dos games, sem passa pelo que é sem dúvida um dos maiores vilões da história? Simples, não dá, mesmo porquê Coringa desponta em trilhares de jogos dos mais diversos estilos, e a não ser em jogos de luta, ainda não conseguimos um gameplay decente com o Coringa.

Como seria belo acordar e ver que finalmente alguém irá lançar um jogo completamente dedicado a um dos maiores vilões do mundo. Até hoje as informações sobre sua origem são falhas e confusas. Ao total temos três versões diferentes sobre seu passado, e nenhuma delas jamais foi confirmado. Eu sei que soa como um tanto quanto audacioso, mas porquê não arriscar um “Joker: The Origins” para colocar, mesmo que não m ponto definitivo em seu passado, ao menos algumas informações para cobrir lacunas.

Mesmo que não seja nada disso, apenas façam algo com uma história digna de coringa que o tenha como personagem principal e explore muito bem suas habilidades, principalmente as psicológicas.

Vaas – FarCry 3

FarCry 3 chegou com tudo no mercado, trazendo todas as possibilidades de Far Cry 2 só que muito, muito melhorado mesmo, e um ambiente muito mais interessante que a savana. Não bastasse tudo isso, o personagem principal ainda é envolto em uma excelente história que, basicamente se consiste em transformar um moleque com as fraldas cagadas em um assassino em série de piratas modernos e herói de povos ribeirinhos que sofrem com a ação dos bandidos. Falando de forma curta e grossa, FarCry 3 é sobre enfrentar seus medos e se transformar em algo melhor, acima de nossas expectativas, mesmo quando somos assombrados por sombras tão grandes, que cobrem a sua por completo e achamos que jamais iremos suceder isso, quando na verdade a resposta básica para esse dilema é apenas se aproximar ainda mais da luz, e se afastar das sombras, como é o caso do protagonista assombrado pelo assassinato de seu irmão no começo do jogo. Bonito não?

Mas é claro que ninguém sucederá nada se não tiver um elo contrário ao seu, que, metaforicamente ou não, pode ser representado por qualquer coisa como medo de baratas, fantasmas, camas desarrumadas, escuro e etc. Nesse caso, temos Vaas, um líder pirata maluco e atormentado e principal algoz do protagonista.

Vaas é um dos principais exemplos de como um personagem do lado mal do jogo deve ser construído para se trabalhar com o enredo principal, onde suas forças e fraquezas dão motivo à existência do protagonista. O personagem é tão bem construído e detalhado que merece um jogo para si, afinal, durante o gameplay pouco aprendemos sobre ele.

Seria muito legar saber as origens desse que eu considero sendo um lendário vilão dos games. Trabalhem nisso, Ubisoft.

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E assim encerramos nosso artigo de segunda feira. Tem alguma opinião? Algum outro vilão que merece destaque? Então deixe aí sua mensagem para nós e seja feliz.

Até a próxima!

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