5 Jogos com Finais Totalmente Inesperados

E aí, jovens videogameiros, mé que cês tão? Espero que estejam preparados para terem as cabeças explodidas, pois hoje vamos falar dos finais mais inesperados, incríveis e abridores de bocas (?) do mundo dos jogos. Sabe aquele jogo que no final acaba sendo um gigantesto MINDFUCK? Que deixa seu queixo lá no chão, tamanha surpresa que ele carrega? Pois então, esses mesmo.

Não preciso nem falar que tem SPOILERS agressivos, né? Preciso? Mesmo? Serião?

Ok, lá vai:

TEM SPOILERS.
PRA
CA-RA-LHO.
Não quero ninguém reclamando, hein? Vamos lá.

5. Metroid

Vou começar com um que todo mundo conhece, porque tô bonzinho e quero dar uma chance pros mamelucos que não leem o texto de abertura do artigo e aproveitar a chance pra avisar que tem SPOILERS. Pois bem.

Após algumas horas derrotando aliens cabulosos em uma armadura futurística e resolvendo profundas querelas no espaço, finalmente vencemos! Enfim podemos ver o cara que está dentro da armadura e…peitos?

Peraê… O cara é uma mulher?!

Pois é. Hoje pode parecer um pouco machista (um pouquinho) pensar que uma mulher não possa ser uma heroína salvadora de mundos, mas lá em 1986, isso foi um choque inacreditável para quem quer que chegasse ao final. Samus Aran (cujo segundo nome foi baseado no nome real do Pelé) é uma mulher. E se você fechasse o jogo em menos de três horas ainda via a loira pagar um biquini espacial.

E se você acha que um monte de pixels hoje não tem nada de sexy, saiba que na metade da década de oitenta essa mulher era o suprassumo digital.

Uma grande salva de palmas para a Nintendo e seu clássico final explodidor de cabeças.

4. The Last Of Us

Pela última vez, BEWARE THE SPOILERS. Daqui pra frente é só final intenso e recente.

O  aclamadíssimo The Last Of Us, vulgo melhor jogo da geração passada, tem uma grande parte de seu enorme sucesso baseado na história avassaladora.

Nessa história, o mundo está dominado por uma peste fúngica que transforma humanos em criaturas horrendas que apenas se preocupam em passar a infecção adiante e comer um pouco de carne humana. A doença não tem cura e o mundo não tem salvação, até que Ellie aparece. Essa garotinha de 14 anos foi contaminada pela doença mas não adoeceu, e sua imunidade é a solução para o mundo.

Eis que Joel entra na história e assume o controle de uma viagem em busca de um dos últimos times de cientistas no mundo que ainda buscam uma cura pra doença. Não que ele seja de todo humanista, mas o dinheiro era maneiro e quando sua parceira morre no meio da missão, a coisa fica bem pessoal.

Após passarem o próprio inferno para conseguirem, criarem um belo laço de pai e filha, e encontrar um monte de gente bizarra, eles finalmente conseguem.

Mas Joel descobre que o único jeito de se criar uma vacina é removendo o fungo inerte do cérebro de Ellie. E esse tipo de cirurgia onde se remove o cérebro costuma matar as pessoas. Joel se vê entre deixar a única pessoa que ele nutre algum sentimento morrer para salvar o mundo ou fazer algo a respeito.

Ele, claro, decide exterminar todo mundo que entrar no seu caminho para salvar sua nova “filha”.

Seja porque ele não vê salvação para os homens ou porque ele se tornou obsessivo pela sua nova “filha”, ele negou uma cura para o planeta todo. E quando a menina acordou da anestesia pré-cirurgia, ele teve a capacidade de falar que na verdade não precisavam dela e que existiam dezenas de outros imunes com os quais tentava se obter um tipo de cura ou vacina.

Se sua boca não tinha caído pela qualidade do jogo e outras situações intensas, esse final com certeza conseguiu te surpreender.

3. Red Dead Redemption

Que me desculpem os GTAs, mas o jogo com a melhora história da Rockstar, por enquanto, é o Red Dead Redemption.

Você é John Marston, um ex-bandido do velho oeste americano, que decidiu abandonar a vida criminosa após conhecer o amor de sua vida e ter com ela um filho. Mas ninguém esquece os pecados do passado e logo quando ele está prestes a se acertar de vez na vida, a policia da cidade resolve sequestrar sua família e, para que nada aconteça a eles, John precisa capturar seus velhos companheiros de crime.

Após atravessar infinitas intempéries para finalmente conseguir cumprir sua parte no acordo, sua família é devolvida e ele pode finalmente viver em paz.

Só que não.

Os policiais corruptos acham que ele simplesmente cumprir o acordo era pouco e que seus crime deveriam ser resolvidos com sangue. John antevê essa ação e consegue armar uma escapada para sua mulher e seu filho, mas para isso ele precisa ficar para trás e lutar.

Numa das cenas mais emocionantes do jogo, John Marston é fuzilado por aqueles que o sacanearam o jogo todo.

Mas esse ainda não é o final do jogo.

Após esse acontecimento fatídico, você agora vive os momentos da vida de Jack Marston, filho de John, e sua busca por vingança.

Nada no mundo é tão recompensador quanto caçar um-a-um os responsáveis pela morte de John e vingá-lo da maneira mais velho oeste possível: uns tiros bem dados na fuça.

2. The Walking Dead

Na primeira temporada do The Walking Dead, conhecemos Lee e sua história para resguardar Clementine enquanto eles atravessam um apocalipse zumbi. Depois de escapar de todos os tipo de ameaça e salvar a garotinha de oito anos inúmeras vezes, uma situação imbecil nos 45 do segundo tempo leva tudo pro caralho de maneira excepcional.

Lee acaba sendo mordido e agora tem pouco tempo de vida antes de se transformar num comedor de cérebros. E antes que ele consiga deixar Clem em um lugar a salvo, os dois acabam presos num lugar sem saída.

Nosso protagonista está a poucos momentos de morrer e se transformar num comedor de carne humana. Qual a única solução? Clementine matar ele.

Claro! No final da história, a nossa pequena heroína é obrigada a matar a única pessoa que se importou mais com ela do que consigo mesmo sob o risco de ser devorada!

E como isso acontece? Com a arma na qual Lee ensinou a pequena a atirar.

Essa foi a unica vez que eu fechei o olho e apertei um botão. Te amo, Telltale, mas eu te odeio.

1. Spec Ops: The Line

Ah, esse jogo. Uma das minhas histórias favoritas – senão A favorita – dos jogos, somos apresentados a história do Capitão Martin Walker e seus companheiros numa história complexa de guerras e interesses pessoais em uma Dubai isolada e destruída por tempestades de areia.

O jogo tem três finais distintos, que dependem de ações dos jogadores nas ultimas duas escolhas do jogo, porem não é disso que vou falar.

No jogo, você passa o tempo todo procurando por um velho companheiro de guerra de Martin Walker, John Konrad, que passa de um respeitado comandante para um vilanesco ditador, cujo qual você apenas conversa via rádio.

Mas nos últimos vinte minutos de jogo você descobre que John Konrad estava morto há semanas e que na verdade, Martin estava delirando devido aos acontecimentos anteriores no deserto, onde Walker mata CENTENAS de inocentes com fósforo branco (uma das mortes mais terríveis possíveis) por engano. Mesmo o rádio que Martin usava pra conversar com Konrad estava quebrado e sem pilhas. No final do jogo, a própria ilusão de Konrad mostra a loucura, os delírios e as visões insanas de Walker, voltando em momentos chaves do jogo, onde coisas que Martin enxergava simplesmente não existiam.

Tudo porque o protagonista do jogo – assim como você, jogador que o controla – quer ser o herói da situação e acaba fazendo tudo para o ser, quando na verdade causou apenas mais destruição e mortes – algumas delas tão terríveis que são brutais demais até para um jogo de videogame. O jogo grita com você, o seu time grita com você. Você se pega respondendo que não tinha opção, que o jogo não te deu escolha. Mas ninguém te forçou a jogar o jogo, a apertar os botões, a cometer as atrocidades que você cometeu. E sim, você jogador. No final do jogo a crítica é contra a matança desenfreada, onde você se fantasia como um todo poderoso com controle sobre a decisão de quem merece viver ou não. E o maior vilão é você.

A frase dita pela Konrad, ainda pelo rádio, pouco antes da grande revelação, é uma das sentenças mais poderosas que eu já ouvi na vida:

Os finais, que variam de acordo com o que você faz depois da revelação, são outras obras primas a parte desse excelente jogo. Tão bom que tem review meu aqui.

E olha que eu nem estou considerando a hipótese muito possível de na verdade Walker ter morrido num acidente de helicóptero no meio da missão e, no jogo, estar passando pelo próprio Purgatório. FODA.

Agora é hora de juntar os pedaços de cérebro pela parede que por hoje é só. Gostaram do artigo? Querem ver outros jogos com finais espantosos numa segunda parte? Deixem nos comentários!

E quem reclamar de spoiler vai apanhar de cinta.

Tico

Redator eventual, podcaster e negro maravilhoso.