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4 novidades da nova geração que não deram tão certo assim até o momento

Fala, galera, tudo bom com vocês? Quem aí já tem um console de nova geração? Até o momento, como tem sido a experiência de vocês com eles? Eu ainda continuo encontrando problemas em achar jogos que sejam realmente de próxima geração e que não poderiam muito bem ter sido feitos com gráficos piores no Xbox 360 e no PlayStation 3, como muitos dos lançamentos atuais tem sido.

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Dito isso, o que diabos está acontecendo com a nova geração? Ela prometia uma porrada de novidades inovadoras que supostamente iriam revolucionar a forma como jogamos, mas… onde elas estão? No artigo de hoje eu vou recapitular algumas delas que não deram tão certo assim e que ainda existem, e outras que nem existem mais.

4. PlayStation Now

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A Sony anunciou o PlayStation Now já faz algum tempo e o serviço está em período beta de testes já faz alguns meses. Com o lançamento previsto para o fim desse mês, a ideia dele é fazer streaming de jogos de PlayStation 3 para o PS4, para o PS Vita, para televisores, tablets e smartphones.

A ideia em si é muito boa, mas por que ela não deu tão certo assim? Por dois motivos: delay e preço.

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Os jogos disponíveis para aluguel na PlayStation Now custam até vinte dólares pelo período de um mês, sendo que vários dos exemplos onde os jogos são alugados por 20 dólares já podem ser comprados por menos em diversos varejistas ou até pela própria PSN em promoções que a Sony vive fazendo.

O segundo problema é que a internet ainda não é tão perfeita assim para permitir o streaming de jogos, mesmo nos EUA, o que acaba fazendo que você espere uns bons 5 minutos fazendo buffering do jogo antes de poder inicia-lo e matando totalmente a precisão necessária em alguns jogos como The Last of Us, supostamente um dos vendedores desse serviço, que, só por acaso, está sendo lançado em versão atualizada para o PS4, tornando o aluguel do jogo totalmente redundante no PlayStation Now.

Para completar, quem diabos vai querer jogar um jogo de PS3 no celular? Primeiro que vai matar a bateria em segundos, segundo que a quantidade de botões e complexidade dos controles de jogos de PS3 é tão grande que torna o uso de joysticks virtuais algo totalmente impraticável.

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4. Remote Play

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O Remote Play foi uma função criada pela Sony para que o PlayStation 4 fizesse streaming de jogos para o PlayStation Vita. A ideia dele é basicamente um “PlayStation Now local”, onde o PS4 é o servidor do jogo e o seu PS Vita recebe o jogo. Na teoria, é lindo, afinal de contas, ele roda na sua rede sem fio, não é? Bom, nem tanto assim.

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O problema principal do Remote Play é exatamente a rede local. A menos que você tenha um roteador sem fios no mesmo cômodo do PS4 e em que você pretende jogar, prepare-se, pois as coisas vão começar a ficar bem ruins logo logo. O Remote Play até que funciona bem se o jogo é meio parado, mas é só a ação começar a pipocar na tela (tente jogar Resogun para ver o que acontece) que a imagem fica parecendo aquela de quando você bate na mesa logo do lado do decodificador da NET, cheia de explosões e quadriculamento.

Eu tentei jogar o Remote Play usando o meu PS Vita e o meu PS4 diversas vezes, e, quando não encontrava esse problema da imagem sumindo e do delay no jogo, encontrava outro: os controles do jogo não se adaptavam bem ao PS Vita, o que acaba tornando impraticável alguns jogos como Murdered: Soul Suspect e jogos de tiro em geral porque o PS Vita tem menos botões do que o PS4. Mirar e atirar vira um inferno, pois você tem que apertar o painel tátil do portátil e o shoulder button ao mesmo tempo, matando a precisão completamente.

Eu gostaria de ter um PS Vita TV para testar como o serviço funciona. Provavelmente a experiência melhore bastante com um controle de PS3 e uma conexão totalmente via cabos.

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2. TV

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A Microsoft prometeu que todo mundo iria se tornar um gordo no futuro mantendo-se ligado à televisão 24 horas por dia e com o Xbox One ligado, usando-o para controlar basicamente tudo o que girasse no mundo da televisão, dos jogos (afinal essa tralha em cima da minha mesa é um console) à programação interativa da TV (com um acordo de transmissão com a NFL que girou em torno de 1 bilhão de dólares, o suficiente para comprar algum dos times da liga). Além disso, a Microsoft também prometeu fazer séries exclusivas para o Xbox One, batendo de frente com serviços como Netflix e Hulu Plus.

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O que aconteceu até agora? Nada. Ou melhor, um documentário sobre futebol de rua, e só. O Xbox One realmente não funciona bem para controlar a televisão via Kinect (já falo sobre ele), as partidas da NFL ainda não são transmitidas de maneira super incrível e revolucionária no Xbox One e a Microsoft acabou de cancelar todas as séries do Xbox One exceto Quantum Break e Halo, num plano de reestruturação que botou 18 mil pessoas na rua.

No fim das contas, o Xbox One atualmente é tudo o que a Microsoft não anunciou que ele seria: um console com as mesmas funcionalidades do que o Xbox 360, mas com a desvantagem de ser inferior em termos de hardware em relação ao concorrente e ter uma boa distância de vendas para serem cobertas até alcança-lo.

1. Kinect

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Por último, o maior fracasso: o Kinect do Xbox One. O periférico, que foi enfiado goela abaixo das cinco milhões de pessoas que compraram o Xbox One com a promessa de que o Kinect seria indispensável para a experiência do console, pois ele controlaria tudo, teria comandos de voz para tudo, enfim, seria um grande facilitador do console.

O que aconteceu? O Kinect tornou-se uma âncora de 100 dólares a mais no preço do aparelho que fazia as pessoas não pensarem duas vezes na hora de escolher um console e decidir por ir de PS4. Não bastasse isso, por causa dessa exigência de funções de voz e tudo mais, o Kinect comia cerca de 10 a 15 por cento do poder de processamento do Xbox One, que já era inferior ao do PS4 (mesmo que marginalmente inferior SEM contar o que o Kinect comia de potência), fazendo as versões dos jogos de Xbox One serem claramente inferiores às do PS4 no departamento gráfico.

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O que aconteceu depois? A Microsoft finalmente se deu conta de que iria amargar o terceiro lugar, perdendo até para o Wii U, na corrida dessa geração e decidiu usar aquela boa e velha carta da “escolha do consumidor” ao botar a opção no mercado de um Xbox One sem Kinect.

E agora, o que eu faço com o meu? Eu não uso o Kinect pra nada. Aliás, o Kinect do Xbox One só servia para me atrapalhar enquanto eu jogava, pois ele tentava reconhecer os meus xingamentos como comandos de voz e ficava trocando minhas armas em Tomb Raider ou pausando o jogo em Dead Rising 3, só para citar dois exemplos.

Digamos que isso seja o suficiente para considera-lo um fracasso total, não é?

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Que outras novidades da geração atual não deram tão certo assim até o momento para vocês? Deixem seus comentários!

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Eric Arraché
Eric Arrachéhttp://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.