A morte de Yosuke Tamori, criador do mangá Popolocrois, foi confirmada pela Associação de Quadrinistas do Japão. O mangaká e escritor faleceu no dia 10 de abril, aos 74 anos, em cerimônia restrita à família. A causa da morte não foi divulgada.
Tamori iniciou sua trajetória no final dos anos 1970, ainda como estudante da Universidade Keio, com Osamu Tezuka como uma de suas principais influências. Em 1978, ainda durante a graduação, lançou sua primeira obra comercial: Popolocrois Monogatari, publicada inicialmente com poucos capítulos na revista Dakkusu, da editora Zassosha. A série ganhou fôlego em 1981, quando migrou para o jornal infantil da Asahi, onde se consolidou como uma das obras mais queridas do público jovem japonês.
A trajetória de Popolocrois além dos quadrinhos

A franquia alcançou um novo patamar em 1996, quando foi adaptada para o PlayStation. O jogo abriu caminho para outros títulos lançados ao longo dos anos seguintes, tanto em consoles quanto em smartphones. A expansão da franquia também incluiu duas séries animadas: uma em 1998 e outra em 2003.
O primeiro anime chegou ao Brasil pelo Cartoon Network, estreando na TV paga em dezembro de 2001. Menos de um mês depois, em janeiro de 2002, a obra passou a ser exibida na TV aberta pela Globo, apresentando Popolocrois a uma geração inteira de crianças brasileiras.
Além de Popolocrois, Yosuke Tamori foi autor de dezenas de livros e mangás ao longo de décadas, sempre com foco no público infantil. Sua morte encerra uma carreira dedicada a contar histórias para crianças, e representa uma perda significativa para o quadrinho japonês. Para os fãs brasileiros que cresceram assistindo ao anime na televisão, a notícia carrega um peso afetivo particular.


