Seiichi Samura é um dos personagens mais trágicos e profundos de Kagurabachi, marcado por culpa, sacrifício e redenção. Ex-portador da lâmina encantada Tobimune, Samura é um espadachim cego que retirou os próprios olhos para não testemunhar mais os horrores que cometeu na guerra. Sua trajetória representa o peso do passado e o esforço por redenção até seu último suspiro no capítulo 111.
O passado de Samura em Kagurabachi
Antes da Guerra de Seitei, Samura fez-se cego para tentar apagar as memórias das mortes que causou. Tornou-se sensorial, criando o alter ego conhecido como o Monge Cego, numa tentativa de se afastar da dor. Durante o conflito, lutou ao lado de outros cinco portadores de espadas encantadas, incluindo Akemura Soga, que massacrou mais de duzentas mil pessoas na Ilha Shokoku. Incapazes de impedi-lo, os seis forjaram uma mentira para esconder os crimes de Soga. Esse segredo corroeu Samura por quase duas décadas.
Habilidades e a espada Tobimune

Samura é reconhecido como o espadachim mais rápido já visto por Kunishige Rokuhira. Mesmo sem visão, ele utiliza ecolocalização, sentidos aguçados e percepção refinada para rastrear seus inimigos. Sua espada Tobimune concede técnicas poderosas:
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Corvo: permite teletransporte instantâneo até penas invocadas.
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Coruja: amplia seus sentidos para detectar movimentos em cidades inteiras.
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Suzaku: gera chamas negras com poder de cura, podendo até ressuscitar mortos ao custo da própria energia vital.
Samura usou essas habilidades não para matar, mas para proteger os portadores, libertando-os dos contratos que ligavam suas espadas encantadas ao mal.
O pacto com Yura e a luta contra o passado

Três anos antes do presente da história, Samura firmou um acordo com Yura: ele mataria os portadores restantes em troca de informações sobre os Hishaku e as lâminas. Apesar da aparência de traição, seu plano era assassinar apenas Soga, o verdadeiro responsável pelas Maldições, e proteger os demais.
Ao confrontar Yoji Uruha, Samura afirmou que os Portadores de Espadas eram piores que os Hishaku, por terem causado destruição sob o pretexto de heroísmo. Contudo, a influência de Chihiro e a memória restaurada de Iori o ajudaram a mudar sua visão e buscar redenção.
Última batalha e morte de Samura
No capítulo 111, Samura enfrenta Soga e usa Suzaku para curar seus olhos, simbolizando a decisão de encarar seu passado. Em combate, ele tenta impedir Magatsumi, a espada de Soga, de drenar a energia vital de tudo ao redor. Mesmo ferido, Samura abre caminho para Chihiro escapar, mas acaba sendo cortado ao meio por Soga, agora mais poderoso do que nunca.
Antes de morrer, Samura reconhece que a guerra destruiu suas vidas, que Soga se tornou um monstro, e que não podia sequer encarar sua filha. A libertação proporcionada por Chihiro o permite morrer em paz, acreditando que até Soga pode ser salvo.
Com a morte de Samura, a espada Tobimune perde seu portador, restando agora apenas quatro lâminas encantadas fora do controle inimigo. Já Soga, com Magatsumi, busca assimilar a consciência de Yura e unificar Hishaku e Kamunabi em uma ditadura totalitária.
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