One Piece – Oda pode abandonar o Haki na batalha final da obra

O arco final de One Piece está em andamento e, ao que tudo indica, Eiichiro Oda está sinalizando uma mudança de rumo importante: o Haki pode não ser o fator decisivo na batalha final. Após mais de uma década servindo como ferramenta universal de resolução de combates, o Haki parece estar prestes a perder o protagonismo para as Frutas do Diabo, armas ancestrais e segredos do Século Perdido.

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Essa mudança é sutil, mas já vem sendo notada pelos fãs mais atentos, especialmente após eventos recentes envolvendo personagens como Bonney, Emet e Joy Boy. A mensagem é clara: só Haki não basta mais.

Por que o Haki pode não ser suficiente na batalha final

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Desde o timeskip, o Haki se tornou a principal resposta para quase todos os confrontos da série. A habilidade de endurecer o corpo, prever movimentos e impor força de vontade foi essencial para equilibrar usuários e não usuários de Frutas do Diabo. Mas no arco final, Oda tem apresentado elementos que escapam das regras tradicionais do Haki.

O exemplo mais claro é Emet, o Gigante de Ferro, que liberou um ataque de Haki do Conquistador armazenado por Joy Boy há 800 anos. Mesmo assim, a narrativa indica que algo além do Haki será necessário para derrotar os verdadeiros inimigos, especialmente os chamados Cavaleiros de Deus.

Frutas do Diabo com efeitos que ignoram as regras do Haki

Outro indício é a valorização de Frutas do Diabo com efeitos incomuns. Personagens como Urouge, cuja fruta transforma dano em força, podem se tornar peças-chave em combates onde o Haki não resolve. Já Blackbeard, com a Yami Yami no Mi, representa um dos maiores desvios das regras estabelecidas, podendo anular habilidades e manipular sombras e gravidade.

Teorias recentes sugerem que algumas Frutas do Diabo funcionam fora das limitações do Haki, como se fossem exceções que burlam as regras naturais do mundo. Isso abre espaço para estratégias envolvendo combinações de técnicas, feitiçaria, rituais ou manipulação de almas — elementos que já apareceram em momentos isolados da obra, mas que agora ganham mais relevância.

A verdadeira guerra será ideológica e histórica

Oda também parece determinado a resgatar as origens e os mistérios do mundo, como o Século Perdido, o Reino Antigo e as Armas Ancestrais. Com isso, o confronto final pode girar em torno de conhecimentos proibidos, legados de Joy Boy e heranças que escapam do domínio físico ou espiritual do Haki.

Além disso, personagens como Shanks, Bonney e Imu estão ligados a segredos que ultrapassam o entendimento comum. A própria existência dos Cavaleiros de Deus, com corpos imortais e regeneração misteriosa, levanta a hipótese de que rituais, técnicas ocultas ou até mesmo “fraquezas narrativas” serão mais importantes do que força bruta.

O uso do Haki continuará relevante, mas deixará de ser a solução principal. Em vez disso, Oda parece preparar o terreno para uma batalha de conhecimento, legado e quebra das estruturas do mundo. A guerra final não será vencida apenas com golpes: será decidida por tudo aquilo que One Piece construiu em silêncio ao longo de décadas.

Confira também:

One Piece conta a história de Monkey D. Luffy, um jovem com poderes de borracha cujo sonho é tornar-se o Rei dos Piratas, e da tripulação deles, os Piratas do Chapéu de Palha.

Ao todo, o anime conta com mais de 1000 capítulos, e ainda é exibido no Japão, sendo uma das séries mais populares de todos os tempos.

De longe, uma das melhores características deste anime são as Sagas de One Piece, que constantemente puxam elementos introduzidos centenas de capítulos para trás e mostram como essa é uma história ambiciosa e bem pensada.

Atualmente, o anime está partindo para o arco de Egghead, após a conclusão de Wano e Luffy finalmente tornar-se um dos quatro Yonkou após vencer Kaidou em um combate épico.

A história de Luffy e seus amigos pode ser acompanhada na íntegra no Crunchyroll, em japonês com legendas em português ou na Netflix com as primeiras grandes sagas dubladas.

Valteci Junior
Valteci Junior
Me chamo Valteci Junior, sou Editor-chefe do Critical Hits, formado em Jogos Digitais e escrevo sobre jogos e animes desde 2020. Desde pequeno sou apaixonado por jogos, tendo uma grande paixão por Hack and slash, Souls-Like e mais recentemente comecei a amar jogos de turno e JRPG de forma geral. Acompanho anime desde criancinha e é um sonho realizado trabalhar com duas das maiores paixões da minha vida.