O capítulo 1181 de One Piece, intitulado “Deus e Diabo”, trouxe um momento aparentemente pequeno que pode ser o mais significativo de todo o arco de Elbaf: um único painel que sugere que Nerona Imu e Joyboy não foram sempre inimigos, mas compartilharam uma proximidade que pode ter sido a semente do conflito mais importante da história do mundo de Oda.
Na superfície, o capítulo acompanha a batalha entre Imu e Loki se intensificando, com o Rei do Mundo demonstrando seu poder e explicando sua filosofia de dominação. É durante esse momento que Joyboy é brevemente evocado na mente de Imu, um flashback de uma única imagem que recontextualiza completamente a relação entre os dois personagens mais fundamentais da mitologia de One Piece.
Uma guerra que pode ter nascido de emoções humanas

Até agora, Imu e Joyboy eram apresentados como opostos ideológicos: o primeiro pirata buscava liberdade enquanto Imu perseguia a dominação. O que o capítulo 1181 insinua é que essa rivalidade pode ter raízes muito mais pessoais do que filosóficas, possivelmente em uma amizade que se rompeu de forma irreparável durante o Século Vazio.
Uma teoria que ganha força dentro do fandom envolve Nefertari D. Lily como catalisador do conflito. A obsessão de Imu com Lily, evidenciada pela foto que ele guarda e pela fixação em capturar Vivi como representante de sua linhagem, somada à aliança de Lily com Joyboy, sugere que ciúme ou desgosto pessoal pode ter sido o estopim da guerra de cem anos. One Piece já demonstrou anteriormente que conflitos de escala épica, como o Incidente de God Valley, têm origens em emoções profundamente humanas.
A conexão entre Imu e Joyboy pode se revelar como o coração emocional de toda a narrativa de One Piece, a chave que explica por que o mundo é como é e por que Luffy, como herdeiro da vontade de Joyboy, representa a maior ameaça ao reinado de Imu.


