Boruto: Two Blue Vortex avança em ritmo acelerado, com lutas constantes e novos inimigos surgindo a cada capítulo. O arco atual, focado no embate contra os Shinju e no crescimento de Boruto Uzumaki, chamou atenção pelos confrontos intensos, mas também gerou críticas contundentes pela inconsistência no escalonamento de poder, que se agravou drasticamente nos capítulos mais recentes.
A luta contra Mamushi revelou o que muitos fãs já vinham comentando: o sistema de força do mangá perdeu toda a lógica interna, tornando-se impossível entender quem realmente é forte e quem não deveria ter chance alguma em batalha.
Shinju e os exageros de poder

A introdução dos Shinju, seres derivados dos Dez-Caudas com poder equivalente ou superior ao dos Otsutsuki, parecia elevar o nível de ameaça na série. Quando apareceram, até personagens como Code, com seus poderes desbloqueados, tiveram dificuldades em enfrentá-los. O próprio Boruto, mesmo treinado por Sasuke e Kashin Koji, demonstrou limitações diante deles.
No entanto, com o passar dos capítulos, personagens secundários começaram a derrotar os Shinju com facilidade injustificável. A gota d’água foi ver figuras como Konohamaru, que nem mesmo se compara a um Kage, quase eliminando um Shinju sozinho. Isso contradiz diretamente o que o mangá estabeleceu anteriormente sobre a escala de poder desses inimigos.
Mamushi e a clonagem que rompe a lógica
O caso mais grave envolve Mamushi, cujo ninjutsu de clonagem permite criar réplicas sem perda de poder ou chakra — apenas com redução na inteligência. O personagem chegou a gerar mais de 50 clones com poder total, cada um no mesmo nível de ameaça que um Otsutsuki.
Mas a incoerência se agrava quando Chocho, uma genin considerada fraca mesmo entre os novatos, derrota um desses clones com um simples jutsu de expansão. A explicação de que a inteligência dos clones foi reduzida não justifica tamanha fragilidade. Os Otsutsuki são retratados como entidades quase indestrutíveis, e uma técnica básica como essa jamais deveria funcionar contra algo nesse nível.
Escalonamento sem rumo e impacto no futuro da obra

Esse colapso no sistema de força compromete a credibilidade da narrativa. Em vez de manter uma progressão lógica de ameaças, Boruto: TBV se perde ao tentar equilibrar ação intensa com personagens menos preparados. Isso prejudica até mesmo os protagonistas: se Chocho derrota um Otsutsuki, qual o sentido de Boruto ou Sarada continuarem se esforçando tanto?
Ao mesmo tempo, essa inconsistência renova a esperança dos fãs de que Naruto e Sasuke, ao retornarem, reafirmem sua superioridade sem qualquer margem de comparação com os atuais ninjas. Contudo, a falta de coerência torna qualquer confronto imprevisível — não por tensão narrativa, mas pela bagunça generalizada no roteiro.
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Naruto Shippuden foi exibido entre os anos de 2007 e 2017 e contando a segunda fase do anime.
Nela, Naruto retorna após dois anos de treinamento com a missão de combater a Akatsuki e então resgatar Sasuke das garras de Orochimaru.
Enquanto isso, a Akatsuki começa sua busca pelas Bijuus e o mundo ninja está prestes a enfrentar a maior crise que já viu em sua história.
Ao todo, o anime tem 500 episódios (incluindo os fillers de Naruto Shippuden), e finaliza a história de Naruto, Sasuke, Sakura e Kakashi. Além disso, o anime prepara o terreno para a continuação direta da história.
Você pode acompanhar Naruto na íntegra no Crunchyroll.
