One Piece está na Saga Final, e com o arco de Elbaph ganhando contornos cada vez mais épicos e a presença de Imu se tornando mais concreta, uma teoria antiga voltou a circular com força entre os fãs: o arco de Skypiea pode ter sido, desde sempre, um microcosmo de toda a história de One Piece, e Enel pode ter sido um protótipo narrativo do vilão maior da série.
A comparação entre Enel e Imu não é nova, mas nunca fez tanto sentido quanto agora. Os dois personagens compartilham uma estrutura quase idêntica: ambos reivindicam a condição de divindade sobre seus domínios, governam pelo medo, exercem um poder quase intocável e representam a opressão disfarçada de autoridade sagrada. Enel dominava os céus de Skypiea com mão de ferro, autoproclamado deus daquele reino flutuante, com o objetivo final de ascender à lua, sua terra sagrada. Imu, por sua vez, senta no topo do Trono Vazio e governa o mundo inteiro nas sombras, posicionado como o verdadeiro deus do universo de One Piece.
Skypiea como ensaio geral para o arco final

O que torna essa teoria especialmente convincente é que ela vai além de temas abstratos e se manifesta em design, simbolismo e função narrativa. Os anéis em forma de tambor de Enel e o design simbólico e perturbador de Imu evocam imagética divina de formas distintas, mas com a mesma intenção visual. Oda raramente faz escolhas estéticas por acaso.
O poder de Enel o tornava praticamente invencível dentro do contexto do arco. O poder de Imu ainda não foi completamente revelado, mas o Capítulo 1180 introduziu Omen, uma habilidade que se mostrou ainda mais aterrorizante do que Domi Reversi, deixando claro que derrotá-lo parece, por ora, algo impossível.

Se Skypiea foi o rascunho, o confronto final com Imu será a versão definitiva da mesma ideia: liberdade contra controle. Oda passou décadas construindo esse paralelo em silêncio, e só agora, na reta final, os leitores estão conseguindo enxergar o quadro completo. Difícil imaginar que tudo isso tenha sido coincidência.


