Morre Tetsuya Chiba, criador de Ashita no Joe, aos 87 anos

Tetsuya Chiba, artista responsável pelo mangá Ashita no Joe, morreu em 22 de outubro, aos 87 anos, vítima de síndrome mielodisplásica. A morte foi anunciada em 27 de outubro e provocou homenagens de importantes nomes e editoras da indústria japonesa de mangás.

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A informação foi confirmada por Sachiko, esposa de Chiba, em um comunicado publicado no site oficial da revista Big Comic. Segundo ela, o artista morreu às 18h. A família realizou um funeral privado e informou que não aceitará visitas de condolências, flores, presentes ou telegramas.

Em sua mensagem, Sachiko agradeceu aos leitores e profissionais que acompanharam a carreira de Chiba, que se estendeu por aproximadamente 70 anos. Ela também afirmou que o marido teve uma vida afortunada por continuar trabalhando e receber o apoio de tantas pessoas.

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Tetsuya Chiba

Artistas lembram a influência de Chiba

Yasuhisa Hara, autor de Kingdom, contou que havia se encontrado com Chiba em fevereiro e afirmou ter dificuldade para acreditar na notícia. Hara iniciou a carreira profissional depois de receber o Prêmio Tetsuya Chiba, criado pela Kodansha para apoiar novos artistas. Ele também destacou que o veterano continuou acompanhando sua trajetória depois de sua estreia.

George Morikawa, criador de Hajime no Ippo, publicou uma breve mensagem de agradecimento. Já Shinobu Kaitani, autor de Liar Game, citou Harris no Kaze e Ashita no Joe como obras que marcaram sua formação, além de elogiar a maneira como Chiba conduziu a própria vida.

Nariaki Narita, responsável por Subaru the Invincible, estudou na Bunsei University of Art, onde Chiba lecionava. Ele lembrou que o artista aceitou ser conselheiro na criação de um clube de basquete e acompanhou partidas da equipe durante eventos esportivos da universidade. Para Narita, Chiba foi o mangaká de maior humanidade que conheceu.

Ami Shibata, autora de Nangoku Shonen Papuwa-kun, afirmou que Ashita no Joe influenciou sua forma de construir cenas de batalha. Ela destacou ter aprendido com a obra a importância de retratar não apenas os vencedores, mas também os personagens derrotados.

Uma carreira de sete décadas

Nascido em Tóquio em 11 de janeiro de 1939, Chiba estreou profissionalmente em 1956, com Fukushu no Semushi Otoko. Dois anos depois, começou a publicar séries em revistas com Butokai no Shojo.

Ashita no Joe, escrito por Asao Takamori e desenhado por Chiba, foi serializado na Weekly Shonen Magazine entre 1968 e 1973. O artista também ficou conhecido por trabalhos como Harris no Kaze, I’m Teppei, Ashita Tenki ni Naare e Noritari Matsutaro.

Kodansha, Shogakukan e Shueisha ressaltaram o papel de Chiba na formação de novas gerações. A Kodansha também destacou que o prêmio que leva seu nome existe há 46 anos. Até o fim da vida, Chiba continuou trabalhando em Hinemosu Notari Nikki, mantendo uma participação ativa no desenvolvimento do mangá japonês. Seu legado combina obras influentes e uma contribuição direta para a formação de novos autores, o que explica a dimensão das homenagens após sua morte.

Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.