Imu é tudo o que Kaguya não foi em Naruto

O debate entre fãs de One Piece e Naruto reacendeu com a comparação entre Imu e Kaguya, dois vilões que emergem na reta final de suas respectivas histórias. A semelhança superficial — ambos serem revelados tarde — tem levado muitos a discutir quem foi melhor construído. Mas, quando analisamos o contexto narrativo e a execução de cada personagem, fica claro que Imu representa tudo o que Kaguya não conseguiu ser: uma revelação coerente, construída com foreshadowing, e que amplia o significado dos conflitos anteriores.

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Imu teve tempo para se consolidar como ameaça

Ao contrário de Kaguya, que surgiu de forma abrupta nos últimos capítulos de Naruto, Imu foi apresentado em One Piece há mais de 250 capítulos. A série ainda está em andamento, e o vilão não apareceu para substituir os anteriores, mas sim para contextualizá-los. Enquanto Kaguya apagou a importância de Madara e alterou bruscamente o rumo da guerra ninja, Imu não anula a relevância de figuras como Akainu, Gorosei ou os Dragões Celestiais — pelo contrário, ele reforça a lógica por trás das ações deles.

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Imu atua como o centro oculto de um sistema corrupto que já era explorado desde o início da série. A opressão do Governo Mundial, o mistério do Século Perdido e a manipulação histórica sempre apontaram para um poder maior, cuja existência não surgiu do nada. Isso torna a sua revelação orgânica e inevitável, diferente da introdução forçada de Kaguya.

Kaguya introduziu perguntas em vez de responder

Em Naruto, a chegada de Kaguya não serviu para fechar arcos narrativos, mas para abrir novos que não tiveram tempo de serem desenvolvidos. Sua origem alienígena, o conceito de chakra cósmico e o clã Ōtsutsuki foram apresentados sem preparo prévio e diluíram a construção de vilões já estabelecidos. A transição de Madara para Kaguya foi abrupta e prejudicou o impacto do clímax da história.

Já Imu não reescreve o conflito central de One Piece, ele o aprofunda. A série sempre questionou quem realmente controla o mundo, e Imu representa a resposta a essa pergunta. Em vez de introduzir conceitos desconexos, sua presença dá sentido a diversos elementos que estavam presentes desde os primeiros arcos, como a censura de informações, a repressão dos D. e a busca por Laugh Tale.

Imu revela o verdadeiro alcance do Governo Mundial

O surgimento de Imu não muda o rumo da história, mas revela quem sempre esteve no controle. Isso transforma a percepção dos leitores sobre o que foi visto até agora, sem anular os personagens anteriores. Vilões como Spandam, Doflamingo e os Gorosei ganham nova dimensão à luz da existência de um líder supremo. Imu não é um substituto, mas o último elo lógico do poder global de One Piece.

Enquanto Kaguya foi um erro de escala e timing, Imu é um exemplo de como se introduz um vilão final com planejamento, coerência e impacto. Em vez de quebrar a narrativa, ele fortalece tudo o que veio antes.

Confira também:

One Piece conta a história de Monkey D. Luffy, um jovem com poderes de borracha cujo sonho é tornar-se o Rei dos Piratas, e da tripulação deles, os Piratas do Chapéu de Palha.

Ao todo, o anime conta com mais de 1000 capítulos, e ainda é exibido no Japão, sendo uma das séries mais populares de todos os tempos.

De longe, uma das melhores características deste anime são as Sagas de One Piece, que constantemente puxam elementos introduzidos centenas de capítulos para trás e mostram como essa é uma história ambiciosa e bem pensada.

Atualmente, o anime está partindo para o arco de Egghead, após a conclusão de Wano e Luffy finalmente tornar-se um dos quatro Yonkou após vencer Kaidou em um combate épico.

A história de Luffy e seus amigos pode ser acompanhada na íntegra no Crunchyroll, em japonês com legendas em português ou na Netflix com as primeiras grandes sagas dubladas.

Valteci Junior
Valteci Junior
Me chamo Valteci Junior, sou Editor-chefe do Critical Hits, formado em Jogos Digitais e escrevo sobre jogos e animes desde 2020. Desde pequeno sou apaixonado por jogos, tendo uma grande paixão por Hack and slash, Souls-Like e mais recentemente comecei a amar jogos de turno e JRPG de forma geral. Acompanho anime desde criancinha e é um sonho realizado trabalhar com duas das maiores paixões da minha vida.