Goro Miyazaki, diretor conhecido por Contos de Terramar e filho do lendário Hayao Miyazaki (A Viagem de Chihiro, O Menino e a Garça), recentemente defendeu o legado artístico do seu pai diante da crescente polêmica sobre o uso de Inteligência Artificial (IA) para reproduzir o estilo visual icônico das animações do Studio Ghibli.
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Em uma entrevista recente, Goro abordou a rápida evolução da IA dentro da indústria cinematográfica. Segundo ele, não seria surpresa que dentro de poucos anos surgisse uma animação inteiramente produzida por inteligência artificial. Ainda assim, o diretor reconheceu que, apesar dos desafios, a tecnologia também poderia oferecer oportunidades inéditas para novos talentos.
O futuro do Studio Ghibli sem Hayao Miyazaki
Durante a conversa, Goro também refletiu sobre o futuro do estúdio, destacando sua preocupação com o inevitável afastamento de Hayao Miyazaki e Toshio Suzuki, ambos fundadores do Studio Ghibli e figuras fundamentais para o sucesso global do estúdio.
“Se esses dois não puderem mais criar anime ou não conseguirem mais trabalhar, então o que acontece? Não é como se eles pudessem ser substituídos”, afirmou Goro Miyazaki.
O impacto histórico nas obras de Miyazaki e Takahata
Para Goro, o que torna as obras do Studio Ghibli únicas é a experiência de vida que tanto Miyazaki quanto Isao Takahata, diretor de O Conto da Princesa Kaguya, tiveram ao crescer em meio à guerra. Essa vivência conferiu aos filmes um tom mais sombrio e adulto, uma característica que Goro acredita ser impossível de replicar através da inteligência artificial.
Ele menciona um “cheiro de morte” presente nas produções do estúdio, algo profundamente ligado às experiências pessoais dos diretores originais.
“Esses elementos tornam as obras profundas e únicas”, explicou Goro, enfatizando que tais efeitos não podem ser reproduzidos artificialmente.
O desafio da Inteligência Artificial ao estilo Ghibli
A controvérsia recente surgiu quando fãs e artistas começaram a usar IA para recriar imagens com o estilo artístico característico dos filmes do Studio Ghibli. Esse uso gerou intensos debates sobre ética, autenticidade e preservação da arte tradicional.
Diante desse cenário, a declaração de Goro Miyazaki reforça a importância de respeitar o legado artístico deixado por seu pai, destacando que há elementos fundamentais que nenhuma máquina pode substituir ou replicar totalmente.
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