Em 26 de abril de 1989, Dragon Ball Z estreava no Japão e dava início a uma das maiores revoluções da cultura pop do século XX. Trinta e sete anos depois, o impacto da série de Akira Toriyama ainda se faz sentir em cada novo anime que domina as paradas globais.
Dragon Ball Z chegou como sequência direta de Dragon Ball, retomando a história de Goku cinco anos após os eventos da série original. O protagonista agora era pai, e a estreia do programa trouxe imediatamente uma reviravolta que mudou a escala da franquia para sempre: Goku era, na verdade, um alienígena pertencente a uma raça de guerreiros conquistadores. A chegada do seu irmão para recrutá-lo desencadeou uma série de batalhas cada vez mais épicas contra invasores espaciais, imperadores, androides e até deuses.
O anime que atravessou fronteiras antes da internet
Enquanto outros animes haviam conseguido algum espaço fora do Japão antes, Dragon Ball Z foi o primeiro a realmente se consolidar como fenômeno mundial. A fórmula era diferente do que o público ocidental estava acostumado: uma narrativa serializada que exigia acompanhamento semanal, com personagens que cresciam, sofriam derrotas e evoluíam ao longo de anos de história. Ver até onde Goku conseguia chegar era um convite irresistível para uma geração inteira.
Quando a série foi licenciada para a América do Norte, o interesse gerado foi tão grande que acabou abrindo espaço para que o Dragon Ball original também fosse ao ar na região, apesar de uma tentativa anterior de dublagem ter sido abandonada antes do fim. Por muito tempo, houve uma geração de fãs que simplesmente não sabia que existia uma série inteira antes de Z.
Dragon Ball Z normalizou o que hoje é padrão em séries como Demon Slayer e Jujutsu Kaisen: narrativas longas, payoffs emocionais construídos ao longo de temporadas e personagens que se tornam símbolos culturais. Super Saiyajin, Kamehameha e Goku são reconhecidos globalmente por causa dessa série, e sua influência segue moldando o anime como meio décadas depois do último episódio.


