A segunda parte de Demon Slayer: Castelo Infinito pode deixar parte do público frustrada por um motivo bem específico: Tanjiro não deve ter participação relevante na trama. Enquanto a primeira parte do arco já tem estreia marcada no streaming após a passagem pelos cinemas japoneses, a continuação ainda não teve sua data divulgada, mas deve chegar ao mercado internacional em setembro de 2026.
No primeiro filme, Tanjiro divide o centro da ação com Giyu em uma batalha intensa contra Akaza, um dos confrontos mais pesados da franquia até aqui. A luta é tratada como um dos pontos altos da produção, justamente por colocar o protagonista em uma situação extrema ao lado de um dos Hashira. O resultado, no entanto, deixa o personagem fora de combate por boa parte do restante do arco.
É por isso que a ausência de Tanjiro na Parte 2 não chega a ser uma surpresa para quem acompanha a história. Segundo o material-base, existe até a possibilidade de ele nem aparecer no segundo filme. Isso acontece porque o Arco do Castelo Infinito avança por outros combates e momentos importantes enquanto o protagonista segue afastado da linha de frente.
A rivalidade entre Tanjiro e Akaza, aliás, vem sendo construída desde o Arco do Trem Infinito, quando o demônio matou Kyojuro Rengoku. A dor dessa perda e a revolta diante da postura de Akaza fizeram com que Tanjiro o enfrentasse diretamente mais tarde, em um duelo que também coloca em choque duas visões opostas sobre força e sobrevivência. Mesmo com o avanço do protagonista e com Giyu despertando a Marca de Caçador de Demônios, os dois só escapam porque Akaza recupera memórias do passado e decide se autodestruir.
O desfecho desse confronto explica por que a Parte 2 tende a seguir sem Tanjiro em destaque. Ao final da luta, ele e Giyu ficam gravemente feridos e perdem a consciência, enquanto os Corvos Kasugai demonstram preocupação com o estado dos dois. Na prática, isso empurra o personagem para um papel mais decisivo apenas depois, no terceiro filme da saga, quando Muzan entra em cena e Tanjiro volta ao centro da ação.
Essa escolha narrativa pode funcionar muito bem para a estrutura do arco, mas também tem um custo claro: parte do público pode sentir falta do protagonista justamente em um filme tão aguardado. Em uma franquia tão ligada à presença de Tanjiro, sua ausência prolongada tem potencial para dividir a recepção, mesmo que a história esteja apenas seguindo a lógica dramática já estabelecida pelo mangá.


