Hiroya Oku, criador de GANTZ, afirmou que um possível reboot do anime exigiria um estúdio disposto a encarar uma produção especialmente complexa. Em uma publicação no X feita em 29 de outubro de 2026, o mangaká comentou que recebe pedidos frequentes de fãs de vários países por uma nova adaptação.
Na avaliação de Oku, o volume de trabalho necessário para animar a obra pode explicar por que nenhum estúdio assumiu o projeto até agora. Ele declarou que uma empresa interessada precisaria ter “muita coragem” para enfrentar o desafio, em referência à exigência técnica e ao nível de detalhamento do mangá.
“Pessoas do mundo todo continuam pedindo um reboot do anime de GANTZ. Será que os estúdios não querem assumir porque sabem como seria trabalhoso em termos de animação? O estúdio que aceitasse teria de ser uma empresa com muita coragem”, escreveu Oku.
O comentário reacende o interesse por uma adaptação mais fiel ao material original. Produzido pela Gonzo, o anime de GANTZ estreou em 2004, mas tomou rumos diferentes dos eventos do mangá e terminou antes de adaptar toda a história.
A série de televisão também passou por forte censura, com cortes de violência gráfica, gore e nudez. As versões lançadas em DVD apresentaram o conteúdo sem esses cortes. Além disso, a qualidade da animação foi alvo de críticas entre os fãs.
Em uma entrevista de 2021, Oku já havia apontado obstáculos semelhantes. Segundo ele, a violência e a nudez do mangá dificultariam uma adaptação fiel, enquanto os designs realistas dos personagens exigiriam mais linhas e consistência dos animadores. O autor também afirmou que produzir GANTZ demanda mais tempo e esforço do que outras obras com orçamentos comparáveis.

A situação ainda envolve questões relacionadas aos direitos da franquia. Na mesma entrevista, Oku revelou que uma empresa de Hollywood possuía os direitos para projetos de anime e live-action. Mais tarde, Sony Pictures associou Julius Avery, diretor de Overlord, ao filme em live-action, com roteiro de Marc Guggenheim e produção da Temple Hill. O projeto estava em estágio inicial e não tinha data de início de produção anunciada.
Até outubro de 2026, não havia confirmação pública sobre uma atualização do filme ou sobre a situação atual desses direitos.
Publicado na revista Weekly Young Jump entre junho de 2000 e junho de 2013, o mangá de GANTZ foi reunido em 37 volumes. A franquia também ganhou o spin-off Gantz: E, em publicação desde janeiro de 2020, dois filmes japoneses em live-action lançados em 2011 e o longa em CGI GANTZ: O, de 2016, que adaptou o arco de Osaka.
As declarações de Oku deixam claro que o interesse por um reboot continua existindo, mas também reforçam que uma nova versão precisaria superar não apenas as limitações de censura, como os desafios técnicos dos traços e da violência característicos da obra.
