A saga continua avançando no arco de Elbaph com novos capítulos de One Piece, que aprofundam o passado de Brook, revelando-o como o personagem mais trágico entre os Chapéus de Palha. Embora a obra nunca tenha afirmado isso explicitamente, as múltiplas tragédias que moldaram a história de Brook são destacadas de forma clara, superando a maioria dos outros membros do grupo em sofrimento e solidão.
A trajetória de Brook já era marcada desde antes de sua entrada na tripulação. Ele morreu vítima de ferimentos causados por veneno durante uma batalha no perigoso Triângulo Florian, retornando à vida um ano depois graças aos poderes da Fruta Revive-Revive, que transformou seu corpo em um esqueleto. Sua existência solitária se prolongou por 50 anos na névoa do Triângulo Florian, tempo em que manteve uma relação tocante com a baleia Laboon. Contudo, a revelação mais recente mostra que as tragédias de Brook começaram ainda na infância.
Os detalhes do passado de Brook expõem sua série de perdas

Conforme a nova narrativa apresentada, Brook perdeu seus pais e irmão por fome em seus primeiros anos de vida, vivendo em extrema dificuldade até os onze anos. Sua situação mudou com a intervenção do príncipe Reuven, do Reino Esperia, que lhe proporcionou educação, estudo musical e treinamento em esgrima. Brook cresceu e se tornou um soldado de destaque e protetor da filha do príncipe, Shuri.
No entanto, a paz durou pouco. Um conflito envolvendo os Cavaleiros de Deus forçou Shuri a matar seu próprio pai, e Brook precisou abandonar seu reino para tornar-se um pirata. Esta sucessão de eventos mostra que ele enfrentou longos períodos de isolamento e perda, circunstância que nenhum outro Chapéu de Palha apresenta com tal intensidade.
Além disso, um aspecto trágico é que Brook pode ser o último Chapéu de Palha a continuar vivo no futuro da história, pois sua imortalidade física o impede de envelhecer, enquanto seus companheiros podem morrer pela idade. A série destaca a personalidade alegre e brincalhona de Brook, mas por trás disso está uma solidão profunda originada dos traumas acumulados.

