Blue Lock conquistou muitos fãs com sua primeira temporada, lançada com sucesso absoluto, prometendo rivalizar com clássicos como Haikyuu!! e Kuroko no Basket. No entanto, algo deu muito errado na segunda temporada: a qualidade da animação sofreu uma queda tão perceptível que gerou inúmeras críticas por parte dos fãs.
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Se na primeira temporada os espectadores foram brindados com cenas dinâmicas e movimentos fluidos, agora tudo parece mais estático, artificial e apressado. Mas afinal, quais são as causas desse declínio?
Os principais problemas da segunda temporada de Blue Lock
Excesso de quadros estáticos e uso exagerado de CGI
Um dos primeiros sinais preocupantes veio já no trailer da segunda temporada, onde predominavam cenas paradas em vez das movimentações ágeis típicas de um anime de esporte. A falta de ação dinâmica, substituída por quadros estáticos, levantou dúvidas entre os fãs, que se confirmaram com o lançamento oficial.
No episódio inicial, “Tryouts”, até houve um pequeno destaque positivo, especialmente na cena de flashback mostrando o duelo entre Rin Itoshi e seu irmão, Sae, mas isso acabou destacando ainda mais a fragilidade das cenas seguintes. Já no episódio 2, “The Assassin and the Ninja”, o problema ficou escancarado: as movimentações dos jogadores eram mínimas, as transições pareciam bruscas, e o abuso de CGI deu uma aparência artificial ao episódio. Isso levou fãs a compararem o anime com uma “apresentação de PowerPoint”.
Ótimo roteiro, mas péssima execução técnica
Um fato frustrante é que o roteiro e o desenvolvimento dos personagens continuam excelentes. A história segue interessante, o conflito psicológico entre os jogadores permanece envolvente, e a arte dos quadros individuais ainda é bonita. Entretanto, a animação pobre prejudica muito a experiência, quebrando completamente a imersão durante os momentos que deveriam ser mais empolgantes.
O motivo real por trás da baixa qualidade da animação
Equipe de animação sobrecarregada e mal paga
A razão dessa drástica redução de qualidade vai além de escolhas técnicas e passa por sérios problemas nos bastidores. Recentemente, Martin Reyes, um animador chileno que trabalhou nos primeiros episódios da segunda temporada, revelou detalhes importantes sobre o ambiente de produção.
Em uma postagem no TikTok, Martin expôs as péssimas condições enfrentadas pela equipe de animação: prazos absurdamente curtos, baixa remuneração e interferências constantes da equipe de produção. Segundo ele, muitas animações já prontas foram cortadas ou substituídas por quadros estáticos devido ao tempo reduzido para finalização. Essas condições levaram Martin a abandonar o projeto após o episódio 2, mesmo tendo contrato para trabalhar em mais episódios.
Falta de planejamento afetou diretamente a qualidade final
Com animadores deixando o projeto, o estúdio precisou recrutar rapidamente novos profissionais, o que resultou em uma queda ainda mais evidente na qualidade das cenas entregues. O excesso de pressão e a desorganização da produção refletiram diretamente no resultado que chegou ao público.
A qualidade pode melhorar nos próximos episódios?

Pequenas melhoras, mas nada garantido
Embora o episódio 4, “Chameleon”, tenha mostrado um pequeno avanço em relação aos anteriores, o cenário ainda é pouco otimista para o restante da temporada. Muitos fãs especulam que talvez as melhores cenas estejam reservadas para jogos decisivos, como a esperada partida contra o Sub-20, mas não há nenhuma evidência concreta disso. Inclusive, se esse fosse o caso, provavelmente essas cenas teriam aparecido no trailer inicial da temporada.
Esperança real fica para uma terceira temporada
Considerando os problemas relatados por Martin Reyes, dificilmente a segunda temporada terá uma recuperação significativa. Para os fãs, resta esperar que a equipe de produção aprenda com esses erros, fornecendo melhores condições de trabalho e mais recursos para a equipe de animação em futuras temporadas.
Até lá, quem curte Blue Lock precisará lidar com uma temporada tecnicamente abaixo das expectativas, mantendo o foco principalmente na narrativa e nos personagens.
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Blue Lock acompanha a intensa jornada de Yoichi Isagi, um jovem jogador de futebol que busca se tornar o melhor atacante do Japão. Após uma eliminação frustrante em um campeonato escolar, Yoichi é convidado a participar de um projeto controverso chamado Blue Lock. Esse programa, idealizado pelo misterioso Jinpachi Ego, reúne os melhores atacantes do Japão em uma instalação de treinamento rigoroso, com o objetivo de criar o atacante definitivo que levará o Japão à vitória na Copa do Mundo. No entanto, apenas um dos jogadores poderá alcançar o topo e se tornar o grande artilheiro do país.
Ao longo da série, Yoichi e seus companheiros enfrentam desafios extremos, testes psicológicos e confrontos acirrados, onde precisam superar seus limites para sobreviver no projeto. Com uma narrativa focada em ambição, rivalidade e a busca pelo sucesso, Blue Lock apresenta uma perspectiva única sobre o futebol, onde o trabalho em equipe é substituído pela busca implacável pelo gol e pela evolução individual. Em um cenário onde só os mais fortes podem avançar, Yoichi enfrenta o dilema entre ser um jogador altruísta ou um atacante implacável, redefinindo a essência do futebol em sua jornada.
No post de hoje, listamos os personagens principais de Blue Lock. Você pode assistir ao anime no Crunchyroll.