A autora de Gachiakuta, Kei Urana, se pronunciou no X em 20 de abril de 2026 sobre o debate de pirataria de mangá, adotando uma postura equilibrada mas firme.
O que Urana disse
I’ve spent the past few days researching the circumstances in different countries, including financial situations.
I understand that for many people, pirate sites are the only way they can read manga.
I also understand that prices can be higher overseas.
I’ve even seen people…— 裏那圭◾️KEI URANA (@KEI_URANA) April 20, 2026
Antes de publicar sua declaração, a mangaká afirmou ter passado dias pesquisando as condições econômicas e de acesso ao mangá em diferentes países. Ela reconheceu abertamente que, para muitos leitores internacionais, sites piratas são a única forma de acessar o conteúdo, e que os preços fora do Japão costumam ser mais elevados.
Apesar da compreensão, Urana rejeitou diretamente o argumento de que “ler de graça não prejudica as vendas”. Em suas palavras: “O ‘grátis’ desvaloriza as coisas. Quando as pessoas se habituam a obter algo de graça, deixam de procurar as versões legítimas.” Ela enfatizou que sua maior preocupação não é apenas a compensação financeira, mas a desvalorização cultural do mangá como obra criativa.
Soluções em andamento
A autora também revelou que, junto ao colaborador artístico Ando Hideyoshi e às editoras, está trabalhando em alternativas para que leitores sem acesso legal possam chegar ao mangá de forma legítima, pedindo paciência enquanto as soluções são desenvolvidas.
Contexto mais amplo
O debate se intensificou no cenário de dados alarmantes: o Ministério da Economia do Japão registrou que as perdas com pirataria de anime e mangá saltaram de 2 trilhões de ienes em 2022 para 5,7 trilhões de ienes em 2025 (aproximadamente R$38 bilhões), incluindo o Brasil entre os países afetados. Urana também pediu que os fãs internacionais tentassem entender a perspectiva dos criadores e da cultura japonesa, em vez de reagir com hostilidade.



