Assassination Classroom, um dos animes e mangás mais marcados por controvérsias, chega ao catálogo da Netflix nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026. A chegada do título ao streaming reacende debates que acompanham a obra desde antes, especialmente nos Estados Unidos, onde a série chegou a ser banida em salas de aula.
A história ganhou fama por unir um tema de aparência provocativa com um tom de comédia e ação leve, que aos poucos evolui para momentos mais intensos. O próprio nome da obra chama atenção por misturar “assassinos” e “sala de aula”, uma combinação que pode soar estranha à primeira vista, mas o conteúdo, de acordo com a descrição divulgada no material-base, não foi apontado como algo facilmente ofensivo para a maioria do público.
O enredo começa com a Terra em colapso: 70% da Lua é obliterada e o satélite passa a ficar permanentemente com a forma de um crescente. Pouco depois, surge uma criatura amarela com tentáculos, que se apresenta como responsável pelo fenômeno. Ela se diz invulnerável aos governos do mundo graças a um arsenal de habilidades, incluindo regeneração acelerada, clonagem visual, pele quase impenetrável e mobilidade extrema, com capacidade de se mover e voar a Mach 20.
A criatura afirma que, dentro de um ano, destruirá o planeta. Para evitar esse destino, ela propõe um acordo: lecionar para a turma 3-E da Escola Secundária Kunugigaoka. A partir daí, cada aluno ganha a oportunidade de tentar matar a criatura, que passa a ser apelidada de “Koro-sensei”. A série tem 47 episódios, o que, na prática, favorece uma maratona durante o período de estreia.
Além de Assassination Classroom, o material-base também cita outras novidades previstas para a Netflix, como a segunda temporada de Dorohedoro, a terceira temporada de Spy x Family e a nova adaptação da Weekly Shōnen Jump, Akane Banashi.
Há ainda um dado de contexto mencionado: um relatório recente da GEM Partners Corporation aponta a Netflix como principal serviço de streaming de anime em sete dos nove países pesquisados, incluindo Estados Unidos, França e Reino Unido. Para quem acompanha esse tipo de conteúdo, a inclusão de um título com histórico de proibições reforça como o catálogo continua ampliando o alcance de obras que, em algum momento, geraram controvérsias.



