InícioAnimeAfinal, o que os vilões de Naruto têm em comum?

Afinal, o que os vilões de Naruto têm em comum?

Os vilões de Naruto possuem motivações, poderes e histórias variadas, mas compartilham um ponto essencial em comum: quase todos são ninjas que romperam com seus vilarejos de origem. Ao longo das duas fases do anime — Naruto e Naruto Shippuden — esses antagonistas são apresentados como figuras que abandonaram o sistema ninja tradicional. Essa escolha narrativa não apenas define o tom moral e político do universo criado por Masashi Kishimoto, como também funciona como contraponto direto à jornada do protagonista.

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Desde o primeiro arco da série original, com Zabuza Momochi, o anime estabelece a figura do nukenin, ou ninja fugitivo. Zabuza é apresentado como um inimigo mortal, mas seu arco revela uma figura mais complexa, marcada por desilusão com o funcionamento do seu vilarejo. Esse tipo de abordagem se repete em diversos momentos da história, reforçando o padrão: os inimigos mais marcantes são aqueles que rejeitaram a estrutura de poder das aldeias.

O caso de Orochimaru reforça essa ideia. Ex-membro da Vila da Folha, ele representa o desejo de poder absoluto e a rejeição total das regras impostas pelos sistemas ninja. Sua traição não é apenas uma escolha estratégica, mas uma declaração ideológica: ele acredita que o sistema limita o potencial individual. Com isso, ele se torna uma ameaça recorrente não só pela força, mas pelo que representa.

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O embate de ideologias

A presença constante de ninjas desertores como vilões contribui para um dos principais conflitos da obra: o embate de ideologias. Enquanto Naruto Uzumaki insiste na importância dos laços, do trabalho em equipe e da lealdade, seus oponentes frequentemente representam a solidão, o ressentimento e a busca por poder a qualquer custo. Isso é evidente no confronto com Sasuke Uchiha, que também abandona Konoha em busca de vingança e força. A rivalidade entre os dois torna-se um confronto filosófico tanto quanto físico.

O exemplo mais simbólico é Pain (Nagato), que compartilha origens semelhantes às de Naruto, mas trilhou um caminho oposto. Ambos órfãos e alunos de Jiraiya, um acreditou na transformação pelo diálogo, o outro pela dor. Quando se enfrentam, o choque entre suas visões sobre como alcançar a paz se torna o centro da narrativa. Pain também é um ninja que rompeu com seu vilarejo, ampliando o padrão.

Vilões à margem do sistema

A escolha de fazer dos vilões ninjas desertores também tem uma função prática dentro da construção do mundo de Naruto. Personagens vinculados a uma vila carregariam implicações políticas e diplomáticas que poderiam complicar a narrativa. Já os ninjas que romperam com seu lar operam à margem do sistema, permitindo conflitos mais diretos sem envolver a estrutura política dos grandes vilarejos.

Além disso, esses personagens servem como alertas narrativos para os protagonistas. Eles mostram o que pode acontecer quando se perde a fé no sistema, quando se cede ao ódio ou quando se busca o poder a qualquer custo. Cada vilão representa um possível futuro para os heróis da história, funcionando como espelhos distorcidos de suas jornadas.

Confira também:

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Naruto Shippuden foi exibido entre os anos de 2007 e 2017 e contando a segunda fase do anime.

Nela, Naruto retorna após dois anos de treinamento com a missão de combater a Akatsuki e então resgatar Sasuke das garras de Orochimaru.

Enquanto isso, a Akatsuki começa sua busca pelas Bijuus e o mundo ninja está prestes a enfrentar a maior crise que já viu em sua história.

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Ao todo, o anime tem 500 episódios (incluindo os fillers de Naruto Shippuden), e finaliza a história de Naruto, Sasuke, Sakura e Kakashi. Além disso, o anime prepara o terreno para a continuação direta da história.

Você pode acompanhar Naruto na íntegra no Crunchyroll.

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Giácomo
Giácomo
Apaixonado por Counter-Strike e Souls-Like, escrevo sobre games e animes no Critical Hits. No meu tempo livre, gosto de assistir séries e jogar basquete.