Com o episódio especial “More” encerrando oficialmente a história de My Hero Academia, muitos fãs se veem diante de um vazio que não é fácil de preencher. A série de Kohei Horikoshi passou uma década construindo um universo com personagens memoráveis, uma mitologia de poderes elaborada e um protagonista cuja determinação sincera é difícil de replicar. Ainda há o curta “I am hero too” chegando ainda este ano, mas para quem já quer algo novo para acompanhar, alguns animes conseguem oferecer experiências próximas, seja pelo estilo, pelo tom ou pela estrutura de mundo.
1. My Hero Academia: Vigilantes

O substituto mais natural para quem sente falta do universo criado por Horikoshi é uma série que nunca saiu dele. My Hero Academia: Vigilantes funciona como uma série independente ambientada no mesmo Japão de Quirks, mas contando uma história bem diferente: a de Koichi, um jovem com uma habilidade considerada inútil para o heroísmo profissional que decide atuar nas ruas mesmo assim, sem licença e sem reconhecimento.
A série tem um tom mais adulto e um olhar mais cético sobre a Sociedade de Heróis que a série principal romantizava, o que a torna uma leitura fascinante para quem quer entender melhor como esse mundo funciona nas margens. Há aparições de personagens conhecidos, e a segunda temporada do anime já foi ao ar neste início de 2026.
2. One-Punch Man

Para quem se interessava especialmente pela forma como My Hero Academia trata o heroísmo como profissão regulamentada, com rankings públicos, licenças obrigatórias e uma hierarquia institucional, One-Punch Man oferece uma versão alternativa dessa mesma ideia. A Associação de Heróis da série tem uma estrutura muito similar à de UA, com heróis ranqueados por desempenho e visibilidade pública.
A grande diferença é o tom: onde My Hero Academia acredita genuinamente nos seus heróis, One-Punch Man desmonta a mitologia do super-herói com uma sátira afiada protagonizada por Saitama, um homem tão poderoso que o combate perdeu todo o sentido para ele. A primeira temporada é considerada um dos melhores animes da última década, e o mangá continua sendo uma leitura sólida caso o anime decepcione nas temporadas seguintes.
3. Jujutsu Kaisen

Jujutsu Kaisen compartilha com My Hero Academia uma série de elementos estruturais: protagonista comum que herda um poder extraordinário de origem sombria, escola como palco principal das primeiras aventuras, amizades forjadas em combate e professores que funcionam como figuras paternas complexas. A diferença de tom é significativa.
Jujutsu Kaisen é mais escuro, não tem medo de matar personagens relevantes e trata as consequências emocionais do combate com uma brutalidade que a série de Horikoshi raramente alcançou. Itadori Yuji carrega em si o Rei das Maldições Sukuna, o que adiciona uma tensão existencial que Deku, com todo o peso de One For All, nunca precisou enfrentar da mesma forma. É uma transição natural para fãs que querem o mesmo formato com bordas mais afiadas.
4. Demon Slayer

A sobreposição de público entre Demon Slayer e My Hero Academia não é coincidência: as duas séries compartilham um coração similar, construído em torno de protagonistas movidos por uma motivação clara, um núcleo de personagens carismático e sequências de ação que o Studio Ufotable eleva a um nível técnico raramente visto no meio.
Tanjiro possui a mesma resiliência empática de Deku, só que numa batalha mais pessoal: ele quer curar a irmã transformada em demônio enquanto extermina os outros. Demon Slayer está encerrando sua história com uma trilogia de filmes no cinema, o que também interessa a quem acompanhou os longas de My Hero Academia. Com dois filmes ainda por vir, é um bom momento para começar ou rever a série.
5. Sentenced to Be a Hero

Para quem quer algo que empurre ainda mais longe a premissa de heróis como produto social, Sentenced to Be a Hero oferece uma subversão radical do conceito. Nesse anime, ser chamado de herói não é uma conquista, é uma sentença: criminosos são forçados a adotar o papel e enviados ao front de batalha contra ameaças sobrenaturais como forma de punição.
A série questiona o que o heroísmo significa quando é imposto, e apresenta personagens mais moralmente ambíguos do que qualquer figura central de My Hero Academia precisou ser. Com apenas uma temporada disponível e uma segunda já confirmada, Sentenced to Be a Hero ainda está construindo seu universo, mas o que existe até agora é promissor o suficiente para chamar atenção de fãs em busca de algo diferente dentro do mesmo território temático.
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