My Hero Academia encerrou sua trajetória no anime com o episódio especial “More”, que chegou à Crunchyroll em maio de 2026 e deu ao romance entre Deku e Uravity o desfecho que os fãs esperavam há anos. Com a série principal concluída e Kohei Horikoshi sem anunciar novos capítulos ou continuações, o universo criado pelo mangaká permanece cheio de pontas soltas e histórias que mal foram tocadas. São elas que tornam a franquia tão frustrante de deixar para trás.
1. A origem da UA

A escola de heróis mais famosa do Japão existe há décadas no universo de My Hero Academia, mas sua fundação permanece praticamente um mistério. O que se sabe é que os Quirks transformaram o mundo num lugar caótico antes que qualquer estrutura organizada de heróis existisse, e foi nesse contexto de instabilidade que a UA surgiu como resposta institucional à desordem.
Vigilantes, espiõe e combatentes improvisados vinham tentando conter a violência muito antes de qualquer diploma ser expedido. Ver como a ideia de uma escola oficial de heróis tomou forma, quem foram seus fundadores e quais eram as regras morais dessa época funcionaria muito bem como uma série de época dentro da franquia.
2. O futuro dos vilões

Com All For One e Shigaraki mortos ao final da série, fica a pergunta inevitável: quem serão os próximos grandes antagonistas? My Hero Academia deixou claro que a maldade não depende de um mentor para surgir, já que personagens como Toga, Stain e Twice desenvolveram seus próprios caminhos para o crime sem influência direta de All For One.
A Teoria da Singularidade dos Quirks, apresentada pelo Dr. Garaki, sugere que as habilidades seguem ficando mais poderosas a cada geração, o que significa que futuros vilões podem ser ainda mais imprevisíveis do que tudo que a Sociedade de Heróis já enfrentou. Uma história ambientada nesse futuro teria a vantagem de explorar antagonistas sem o peso de comparações com o passado.
3. Os anos de formação de All Might

Toshinori Yagi passou de um adolescente sem Quirk para o maior herói da história, mas esse percurso foi contado apenas em fragmentos. Nana Shimura o encontrou jovem, sem poderes e com um pedaço de cano como arma, e ainda assim enxergou nele o potencial para carregar One For All.
A trajetória entre esse momento e o surgimento do Símbolo da Paz, incluindo seus primeiros anos nos EUA e as batalhas que moldaram sua visão de heroísmo, renderia uma série inteira por si só. Considerando o quanto a figura de All Might funciona como pilar emocional de toda a franquia, explorar suas origens sem o peso da decadência seria uma mudança de tom bem-vinda.
4. A ascensão de Nana Shimura

Poucos personagens de My Hero Academia carregam tanto peso narrativo com tão pouco tempo de tela quanto Nana Shimura. A sétima usuária de One For All foi mentora de All Might, perdeu o marido em combate e tomou a decisão devastadora de abandonar o filho Kotaro para protegê-lo de All For One, uma escolha que, de forma trágica, acabou criando as condições para que o neto Tenko se tornasse Tomura Shigaraki sob influência do próprio vilão que ela queria manter longe da família.
Sua história conecta as origens do maior herói e do maior vilão da série, e merecia muito mais do que flashbacks espalhados pela narrativa principal.
5. A próxima geração de heróis

O epílogo de My Hero Academia mostra um mundo mais pacífico, com Deku atuando como professor na UA e a Turma 1-A bem-sucedida como profissional. Mas a Teoria da Singularidade dos Quirks sugere que as habilidades continuarão evoluindo em formas imprevisíveis, assim como aconteceu com Toga, cuja capacidade de copiar a aparência de alvos eventualmente evoluiu para absorver os Quirks deles também.
Uma série sobre a geração seguinte de estudantes da UA teria o benefício de operar num contexto já estabelecido enquanto constrói personagens completamente novos, sem a obrigação de repetir a fórmula do shonen de origem.
6. Um quinto filme

My Hero Academia tem quatro filmes no catálogo, todos dentro da continuidade principal, o que é uma raridade entre produções baseadas em shonen. Com a série concluída, um quinto longa teria liberdade narrativa para se passar inteiramente no período adulto dos personagens, funcionando como despedida definitiva para quem acompanhou a turma desde o colégio.
O Studio BONES construiu uma reputação de qualidade técnica com esses filmes, e o apelo emocional de ver Deku e companhia já formados e atuando livremente seria grande o suficiente para justificar o projeto comercialmente.
7. Tudo sobre o All For One

O maior vilão da história de My Hero Academia foi mostrado em doses estratégicas ao longo de oito temporadas, mas sua trajetória completa, da origem à derrota final, jamais foi contada de forma linear. All For One está por trás de praticamente cada evento relevante da franquia: moldou Shigaraki, perseguiu Nana Shimura, interferiu na história de All Might e apareceu até em My Hero Academia: Vigilantes como uma sombra que precede cada crise.
Ver o universo pelos olhos do vilão significaria reinterpretar toda a cronologia da série a partir de uma perspectiva que a narrativa principal nunca teve coragem de adotar por completo.
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