As Individualidades são a base do mundo de My Hero Academia, mas nem todas parecem ter sido criadas para funcionar de maneira coerente. Enquanto algumas oferecem vantagens práticas ou grande poder de combate, outras dependem de situações muito específicas, são pouco úteis ou simplesmente ultrapassam os limites estabelecidos pelo próprio sistema da obra.
Entre os casos mais curiosos estão poderes praticamente inúteis no cotidiano, habilidades que exigem constrangimento extremo e até uma Individualidade artificialmente fabricada em laboratório. Confira os exemplos que mais se destacam.
Whiteline depende de ruas bem conservadas

Usada pelo vilão Ending, Whiteline permite controlar as faixas pintadas no asfalto como se fossem tentáculos. As linhas podem imobilizar pessoas, prender alvos e até levantar ou arremessar um carro. O criminoso utilizou a habilidade para capturar o filho de Endeavor, movido pela obsessão que tinha pelo herói.
O problema é que Whiteline só funciona em locais com ruas adequadamente sinalizadas. Em áreas rurais, terrenos naturais ou regiões com pavimentação precária, o poder perde praticamente toda a utilidade. Além disso, alguém precisa ter pintado as faixas antes para que Ending possa manipulá-las.
Shame transforma vergonha em fonte de poder

A Individualidade Shame converte o constrangimento do usuário ou das pessoas ao redor em força. Teruo Hazukashi costuma tirar a roupa em público para provocar a situação necessária à ativação do poder, mas a habilidade nunca teve seu potencial completo mostrado no anime ou no mangá, já que ele foi derrotado por Hawks antes de conseguir utilizá-la plenamente.
Embora a ideia possa funcionar como uma piada, o preço psicológico é alto demais. A necessidade de provocar humilhação pública para lutar torna Shame pouco prática e potencialmente devastadora para a saúde mental de quem a possui.
Whole-Body Lens é uma câmera humana obsoleta

Taneo Tokuda consegue criar lentes fotográficas em diferentes partes do corpo com Whole-Body Lens. Ele também pode imprimir as imagens diretamente pelo peito e, aparentemente, armazená-las por tempo indeterminado.
Em um mundo moderno no qual praticamente todos carregam uma câmera no celular, a habilidade perdeu grande parte de sua razão de existir. Ela não oferece defesa ou ataque e transforma o usuário em uma espécie de câmera portátil incapaz de fazer ligações, enviar mensagens ou acessar a internet.
Squirmy Fingers faz pouco além de aperfeiçoar dedos flexíveis
David Smith usa Squirmy Fingers para controlar os próprios dedos com precisão extrema. A Individualidade permite dobrá-los em qualquer direção e manipular objetos com velocidade e habilidade, algo que combina com seu trabalho na criação de equipamentos de suporte para heróis profissionais.
Ainda assim, o poder se aproxima mais de uma forma avançada de articulação dupla do que de uma habilidade extraordinária. Máquinas poderiam realizar as mesmas tarefas com eficiência. Dedos capazes de assumir funções adicionais, como ferramentas, tornariam a Individualidade muito mais versátil.
Telescopic oferece uma defesa que deixa a usuária vulnerável
Tatami Nakagame pode retrair partes do corpo para dentro do próprio tronco com Telescopic, em um movimento semelhante ao de uma tartaruga escondendo a cabeça e os membros no casco.
A habilidade não tem função ofensiva e poderia servir para evitar ataques. No entanto, embora a retração seja rápida, o retorno das partes do corpo à posição normal demora mais. Isso deixa Tatami exposta durante o processo e enfraquece justamente a principal vantagem defensiva do poder.
New Order ultrapassa os limites do sistema de poderes

New Order, usada por Star and Stripe, permite estabelecer novas regras sobre pessoas, objetos e elementos do ambiente. Para isso, a usuária precisa tocar o alvo e dizer seu nome. A habilidade pode enfraquecer um adversário até deixá-lo próximo da morte, fortalecer a própria usuária, manipular o ar e até controlar energia pura.
O poder também consegue remover o ar de uma área, criar uma enorme figura feita de atmosfera e destruir outras Individualidades em determinadas condições. Apesar de possuir limitações, New Order é tão poderosa que parece romper a escala de força da série. No confronto decisivo, a solução mais eficaz contra ela foi fazer com que a própria habilidade se destruísse.
Decay foi criada artificialmente em laboratório

Decay é a Individualidade de Tomura Shigaraki e está entre as habilidades mais letais de My Hero Academia. Originalmente, ele precisava tocar um alvo com todos os dedos para desintegrá-lo. Depois do despertar do poder, a destruição ficou muito mais rápida e passou a se espalhar por tudo que entrasse em contato com o alvo inicial.
Durante a Guerra Final, foi revelado que Decay não surgiu naturalmente. Doctor Garaki criou a habilidade a mando de All For One a partir de uma cópia de Overhaul, removendo a capacidade de restauração e deixando apenas o efeito destrutivo. Por isso, além de ser extremamente perigosa, Decay contradiz a própria ideia de que as Individualidades aparecem de forma natural.
Os sete casos mostram como My Hero Academia equilibra poderes absurdamente fortes com habilidades tão específicas que parecem ter sido criadas para uma única situação. New Order e Decay são os exemplos mais problemáticos para a lógica interna da obra, enquanto Whiteline, Shame e Telescopic revelam o outro extremo: Individualidades que exigem condições tão incomuns que quase deixam de ser úteis.

