Death Note é considerado um dos maiores thrillers psicológicos do anime, mas apesar da genialidade de seus jogos mentais, a obra não é perfeita. Em meio a planos mirabolantes, personagens intelectualmente afiados e reviravoltas eletrizantes, o anime comete alguns deslizes que desafiam a lógica, e uma vez notados, é impossível ignorá-los. A seguir, listamos 7 furos de roteiro em Death Note que, mesmo não estragando a experiência, definitivamente comprometem sua imagem de perfeição.
Furos de roteiro em Death Note
7. O Reino dos Shinigamis é convenientemente entediante

Ryuk afirma que largou o caderno na Terra por puro tédio, mas o anime nunca explica por que o Reino dos Shinigamis está estagnado ou decadente. Existe um rei, existem maçãs, mas nenhum detalhe real sobre as regras ou motivações do mundo deles, mesmo sendo a origem de toda a trama.
6. Light se torna arrogante ao ponto de ser irracional

Após a morte de L, Light começa a agir de maneira impulsiva e pouco inteligente, o que contrasta com sua mente meticulosa demonstrada durante toda a série. O roteiro justifica isso como excesso de confiança, mas a queda brusca de desempenho parece forçada, só para Near e Mello parecerem superiores.
5. O plano da perda de memória de Light tem falhas graves

Light renuncia à posse do caderno para apagar suas memórias e manipular os acontecimentos, e o plano funciona perfeitamente. No entanto, L nunca considera seriamente a possibilidade de Light ter forjado a perda de memória, algo que seria óbvio para um detetive de seu nível.
4. A força-tarefa nunca testa o caderno em busca de digitais

Com acesso a análise forense, câmeras escondidas e até ajuda do FBI, é absurdo que ninguém analise o caderno em busca de impressões digitais. Embora a intenção seja manter o foco nos jogos mentais, ignorar procedimentos básicos de investigação compromete a credibilidade da trama.
3. Confiar o caderno a Mikami foi o maior erro de Light

Light sempre foi solitário e controlador, então entregar o passo final de seu plano para Teru Mikami, um fanático previsível, contradiz seu comportamento anterior. Isso permite que Near o manipule com facilidade e transforma uma jogada de mestre em um erro básico de julgamento.
2. Os pais de Light ignoram todos os sinais

Soichiro Yagami é um chefe de polícia experiente, mas nunca desconfia do comportamento de seu próprio filho, que fala sozinho, tem acessos de riso sinistro e longos monólogos sobre justiça. A confiança cega é explicada emocionalmente, mas logicamente, é uma negligência inaceitável para um detetive experiente.
1. O caso de Naomi Misora deveria ter encerrado a trama

Naomi Misora, ex-agente do FBI, suspeita de Light, o confronta diretamente, desaparece logo depois e ninguém abre uma investigação formal sobre o último contato da agente com um suspeito direto. Isso é menos um furo e mais um buraco narrativo gritante que desafia qualquer lógica investigativa.
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