Nem todo anime acerta logo na estreia. Em alguns casos, a primeira temporada sofre com CGI mal integrado, episódios arrastados ou um elenco grande demais para ser aprofundado, e a obra só mostra do que é capaz depois de trocar de estúdio, de formato ou de foco. Separamos cinco animes que deram um salto claro a partir da segunda temporada e recompensam quem insiste.
1. Kingdom

Baseado no mangá de Yasuhisa Hara, Kingdom acompanha Shin, um órfão que sonha em se tornar o maior general da China no período dos Reinos Combatentes, ao lado de Ei Sei, o jovem rei de Qin. A primeira temporada, de 2012, produzida pelo Studio Pierrot, apostou pesado em modelos 3D que se misturavam mal ao 2D e travavam a movimentação dos personagens. O recurso diminuiu na segunda temporada e praticamente sumiu a partir da terceira, que estreou em 2020 com o reforço do estúdio Signpost e adaptou o arco em que vários reinos se unem contra Qin.
2. World Trigger

Em World Trigger, portais para outras dimensões se abrem na cidade de Mikado e despejam invasores, contidos pela organização de defesa Border. A primeira versão da Toei Animation foi exibida semanalmente entre 2014 e 2016 e, prevista para 50 episódios, terminou com 73, incluindo um arco original de 15 episódios que não existe no mangá de Daisuke Ashihara. A segunda temporada só chegou em 2021, com 12 episódios, formato sazonal e o diretor Morio Hatano no comando, e a terceira veio logo depois, encerrada em janeiro de 2022 seguindo o mangá de perto.
3. Record of Ragnarok

Em Record of Ragnarok, os deuses decidem exterminar a humanidade, e a valquíria Brunhilde propõe um torneio de 13 duelos entre divindades e campeões humanos para decidir o destino da espécie. A primeira temporada, lançada pela Netflix em junho de 2021 e animada apenas pela Graphinica, foi muito criticada por lutas cheias de quadros parados, mais próximas de uma apresentação de slides do que de um anime de ação. Na segunda, dividida em duas partes em 2023, a Yumeta Company entrou na produção e a animação melhorou, ainda que de forma modesta.
4. Bungo Stray Dogs

Produzido pelo estúdio Bones, Bungo Stray Dogs segue Atsushi Nakajima, um órfão que entra para a Agência de Detetives Armados de Yokohama, cujos membros têm nomes de escritores reais e habilidades inspiradas nas obras deles. A primeira temporada, de 2016, gasta boa parte do tempo apresentando a agência, a Port Mafia e uma série de casos episódicos, com Osamu Dazai mais lembrado pelas piadas do que pela história pessoal. A segunda abre com quatro episódios adaptados de uma light novel que volta à época em que Dazai trabalhava para a Port Mafia e, a partir daí, o tom fica mais sério, com o conflito entre três organizações tomando conta da trama.
5. Clannad

Produzido pela Kyoto Animation a partir da visual novel da Key, Clannad apresenta Tomoya Okazaki, um estudante desiludido que vive em conflito com o pai, entregue à bebida e ao jogo desde a morte da esposa. A primeira temporada, de 2007, mistura comédia escolar e romance enquanto Tomoya se aproxima de Nagisa Furukawa e de outras garotas da escola, cada uma com o seu próprio arco. Clannad: After Story, exibido entre 2008 e 2009, avança para os anos depois do colégio e troca o cotidiano escolar pela vida adulta, com Tomoya arrumando um emprego e encarando responsabilidades que a primeira temporada só insinuava.
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