5 animes de terror para quem gostou de Carrie

A série Carrie já está disponível no Prime Video e continua explorando temas como isolamento, bullying, fanatismo religioso e vingança. Para quem terminou a produção e procura histórias de terror com personagens perseguidos, comunidades cruéis e violência sobrenatural, o anime oferece opções que dialogam diretamente com esses elementos.

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As cinco indicações abaixo apresentam abordagens diferentes para o sofrimento e a transformação de pessoas vulneráveis em figuras assustadoras. Algumas apostam no horror psicológico, enquanto outras investem em sangue, monstros e dilemas morais.

5. Takopi’s Original Sin

Visual do anime Takopi’s Original Sin

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Produzido pelo estúdio Enishiya, Takopi’s Original Sin adapta o mangá de Taizan 5, publicado na Shonen Jump+ entre dezembro de 2021 e março de 2022. O anime tem seis episódios e estreou em 28 de junho de 2025.

A história acompanha Takopi, um extraterrestre vindo de um planeta onde a felicidade é o principal objetivo. Ao chegar à Terra, ele decide ajudar Shizuka Kuze, uma menina de nove anos que sofre bullying constante na escola e vive uma situação difícil em casa.

A relação entre Shizuka e Marina Kirarazaka lembra o conflito entre Carrie White e Chris Hargensen, mas a obra vai além da divisão simples entre vítima e agressora. O anime mostra como crianças podem reproduzir violências aprendidas com adultos e como a ausência de apoio agrava esse ciclo. O resultado é uma história perturbadora, sem heróis ou vilões fáceis de identificar.

4. Blood-C

Visual do anime Blood-C

Lançado em 2011, Blood-C tem 12 episódios e nasceu da colaboração entre Production I.G e o grupo de autoras CLAMP. A protagonista, Saya Kisaragi, é uma sacerdotisa que leva uma vida aparentemente comum como estudante, mas combate à noite os Elder Bairns, criaturas que se alimentam de seres humanos.

O vínculo com Carrie aparece quando Saya começa a perceber que sua realidade foi cuidadosamente construída por outras pessoas. A cidade inteira participa de uma mentira, movida por interesses que incluem dinheiro, fama e objetivos acadêmicos. Em vez de enfrentar um agressor específico, a personagem descobre que está cercada por uma comunidade que esconde a verdade.

Essa traição coletiva conduz a uma conclusão sangrenta. Assim como a destruição de Chamberlain, o desfecho de Blood-C transforma a cidade em palco de uma punição brutal, embora Saya não conduza diretamente uma vingança contra seus habitantes.

3. Elfen Lied

Imagem de Lynn Okamoto, criador de Elfen Lied

Entre as opções da lista, Elfen Lied é uma das mais próximas de Carrie. O mangá de Lynn Okamoto foi publicado na Weekly Young Jump entre junho de 2002 e agosto de 2005. Já o anime, produzido pelo estúdio Arms, estreou em 25 de julho de 2004, terminou em 17 de outubro do mesmo ano e teve 13 episódios.

Lucy possui poderes conhecidos como vetores, capazes de matar pessoas à distância. Assim como Carrie usa a telecinesia, ela é perseguida por ser diferente e acumula traumas ao longo da vida. Seu ponto de ruptura ocorre quando agressores matam seu cachorro diante dela, em uma cena que desencadeia consequências violentas.

As duas personagens também encontram alguma bondade em meio ao sofrimento, mas essas relações acabam cercadas pela tragédia. Tanto Lucy quanto Carrie são tratadas como monstros, embora as próprias experiências deixem claro que a crueldade dos outros teve papel decisivo em suas transformações.

2. Hell Girl

Visual do anime Hell Girl

Hell Girl, do Studio Deen, estreou em outubro de 2005, com uma primeira temporada de 26 episódios. A série acompanha Ai Enma, responsável pela Hell Correspondence, um site que pode ser acessado à meia-noite para enviar alguém ao inferno.

O processo é simples e assustador: o usuário escreve o nome da pessoa que deseja punir e recebe uma boneca com um fio vermelho. Ao puxá-lo, o contrato é firmado e o alvo é condenado. Em troca, quem fez o pedido também terá seu destino selado no inferno após a morte.

Cada episódio apresenta uma vítima, um agressor e a sequência de abusos que leva alguém a tomar uma decisão extrema. A conexão com Carrie está no desespero provocado por pessoas que deveriam oferecer proteção. A vingança de Ai é calculada, enquanto a de Carrie explode de forma impulsiva, mas nenhuma das duas obras trata a punição como uma vitória moral simples.

1. Shiki

Visual do anime Shiki

Shiki é a principal recomendação para quem quer observar o papel de uma comunidade na criação da violência. A história começou como uma novel de Fuyumi Ono, publicada em 1998, ganhou mangá ilustrado por Ryu Fujisaki a partir de dezembro de 2007 e foi adaptada para anime pelo estúdio Daume. A série foi exibida entre julho e dezembro de 2010, com 22 episódios.

Em Sotoba, uma vila isolada, mortes inexplicáveis começam a acontecer depois que uma família desconhecida se muda para uma mansão abandonada. O médico local, Toshio Ozaki, tenta entender o fenômeno, que inicialmente parece uma epidemia. Aos poucos, os moradores descobrem a existência dos shiki, criaturas que se alimentam de sangue e apresentam características semelhantes às dos vampiros.

A partir daí, a narrativa abandona a divisão confortável entre heróis e vilões. Os habitantes da vila organizam uma perseguição marcada por tortura e assassinatos, inclusive contra pessoas que antes faziam parte de suas próprias famílias. A crueldade dos perseguidores passa a rivalizar com a dos monstros, criando um paralelo forte com Carrie e com o fanatismo de Margaret White.

O maior mérito dessas obras está em não tratar o horror apenas como uma ameaça externa. Em todas elas, o medo nasce também da rejeição, da omissão e da violência praticada por pessoas comuns. Para quem se interessou pelo lado mais trágico de Carrie, essa seleção oferece histórias em que a pergunta central não é apenas quem é o monstro, mas quem ajudou a criá-lo.

Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.