Anime

4 problemas que a nova série dos Cavaleiros do Zodíaco do Netflix tem

O Netflix apresentou nesse domingo o primeiro trailer de Cavaleiros do Zodíaco, o remake que a companhia está fazendo em conjunto com Masami Kuramada com exclusividade para o serviço.

Ao recomentar a história de Seiya e companhia, a gigante do streaming decidiu fazer algumas mudanças e adaptações na história, e tem sido alvo de diversas críticas por causa disso.

No post de hoje, falaremos sobre 4 problemas que nós encontramos na série.

1 – Andrômeda Mulher

O produtor da série, Eugene Son, decidiu que o formato original do anime estava datado, e que cinco garotos defendendo uma deusa não seria legal de se fazer em pleno século de 2010, então o que ele fez? Pegou o único personagem com uma personalidade diferente das outras e transformou numa mulher.

A ideia por si só já é contestável (afinal de contas, qual o problema? Tem tantas outras produções com elencos diversos por aí, vai realmente fazer um grande mal ter uma só com protagonistas garotos? eu duvido muito, mas enfim) mas no fim das contas a escolha de personagem para ter seu gênero trocado realmente foi a mais infeliz possível.

Se a ideia era mostrar que “garotas também podem ser um cavaleiro”, o produtor do anime acaba passando também a ideia de que homens não podem ser sensíveis, afinal de contas, não, Shun não era homossexual nem nada do tipo, ele simplesmente não gostava de lutar e era um cara sensível. Que mal tem nisso? Por acaso todo cara sensível necessariamente é homossexual? Não. Por acaso todo cara sensível pode secretamente ser uma mulher? Menos ainda.

O pior de tudo é que o produtor se meteu numa bela arapuca, afinal de contas, se tem alguém que é mais salvo do que a Atena no anime, essa pessoa certamente é o Shun. E agora, vão alterar as lutas todas em que Shaun participa para ela não ser salva ou vão tomar pedrada do público que eles tentarem agradar ao fazer essa mudança?

2 – Visual Infantilizado

Ao escolher um visual infantilizado, parece que o Netflix decidiu que o público alvo desta animação 3D não é o público que cresceu assistindo ao anime Saint Seiya, e sim a crianças.

Eu não sei vocês, mas eu realmente não gostei desse estilo visual adotado, e olha que eu nem estou falando da qualidade da animação em si, porque isso merece um item próprio de desenvolvimento.

3 – Animações feias demais

Apesar da mudança no personagem Andrômeda estar dominando a discussão sobre o anime, ele tem outro grande problema: cara, que animação mais porca de feia é essa?

Fala sério, parece até que o Netflix deu 30 reais pra Toei de orçamento e eles que se virassem contratando alguém que fez literalmente uma aula de modelagem 3D. É verdade que modelagem bonita é algo caro, mas a qualidade do que foi mostrado no trailer é simplesmente ruim demais.

Para vocês terem uma ideia, se pegarmos screenshots ou até mesmo cutscenes em movimento de jogos como Saint Seiya: Brave Soldiers, de PS3, temos animações mais bonitas. A Toei literalmente podia ter pego emprestado os modelos 3D de jogos da franquia do Kuramada por aí que ela teria conseguido fazer um trabalho mais bem feito, além de ter economizado uns trocos.

É verdade que Cavaleiros do Zodíaco nunca foi um marco de qualidade de animações, o anime original tem vários problemas de proporção, animações toscas e afins, mas estamos em 2018. Dava pra ter feito um serviço mais caprichado.

4 – É uma animação do Netflix, então espere poucos episódios

Até o momento, só vimos informações e teasers sobre o comecinho do anime por aí, e vocês sabem o motivo disso? É claro que o Netflix sendo o Netflix vai querer estender esse anime ao máximo possível, o que significa que teremos temporadas de 12 ou 13 episódios.

Logo, a primeira temporada provavelmente vai cobrir os arcos da Guerra Galáctica e do Roubo da Armadura de Ouro, a segunda temporada vai acabar cobrindo ou uma parte ou todo o arco dos Cavaleiros de Prata, a terceira mais Cavaleiros de Prata e assim por diante até que tenhamos 200 anos de Cavaleiros do Zodíaco e ou o anime nunca seja concluído, ou ele fique tão arrastado que acabemos largando ele de mão.

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