A versão física de Assassin’s Creed Black Flag Resynced no PlayStation 5 exige conexão à internet para ser instalada, conforme indicado na embalagem das edições europeia e americana do jogo. A Ubisoft ainda não explicou oficialmente o motivo da exigência, mas a prática tem se tornado cada vez mais comum em lançamentos recentes.
Uma das justificativas mais comuns para esse tipo de decisão é o tamanho do arquivo do jogo, que pode exceder a capacidade de um único Blu-ray, obrigando os desenvolvedores a depender de downloads online para complementar o conteúdo físico. O caso de Indiana Jones and the Great Circle no PS5 é um exemplo recente: o disco funcionava basicamente como uma chave de acesso, com a maior parte do jogo sendo baixada pela internet.
Reação negativa e preocupações com preservação

A resposta dos jogadores tem sido amplamente negativa. Críticas apontam que um disco que exige download para funcionar perde grande parte do valor da mídia física, especialmente considerando o risco de o jogo se tornar inacessível caso os servidores da Ubisoft sejam desativados no futuro. O precedente mais citado é o encerramento dos servidores de The Crew, que tornou o jogo completamente injogável.
A situação chega em um momento de frustração crescente entre consumidores que preferem a posse física como garantia de acesso permanente ao conteúdo adquirido. A decisão da Ubisoft reflete uma tendência da indústria que coloca em xeque o conceito tradicional de propriedade de jogos em mídia física.
Apesar da polêmica em torno da instalação, a recepção ao conteúdo do remake em si tem sido positiva. Assassin’s Creed Black Flag Resynced promete seis horas de conteúdo inédito baseado em material cortado do jogo original de 2014, além de gráficos atualizados, sistema de combate reformulado e o retorno das mecânicas de parkour ausentes na era RPG da franquia. O jogo chega em 9 de julho de 2026.
Fonte: Gamerant


