O produtor Keith Fuller revelou em entrevista recente ao FRVR que desenvolver X-Men Origins: Wolverine foi um processo “assustador”, já que a Raven Software precisou criar o jogo enquanto o roteiro do filme ainda estava sendo escrito.
“Foi assustador passar por esse processo”, afirmou Fuller. “Se eles tivessem feito o filme primeiro e depois pedido o jogo, seria uma história diferente. O fato de que ainda estavam moldando o roteiro enquanto gravavam partes do filme e nós estávamos tentando fazer o jogo foi realmente difícil.” Mudanças repentinas de figurino, trocas de locações e alterações no elenco que seriam simples para o filme significavam semanas de retrabalho para a equipe de desenvolvimento, envolvendo esqueletos, modelos, texturas e captura de movimentos.
Um jogo melhor que o filme que o inspirou

Apesar do caos, Fuller acredita que X-Men Origins: Wolverine pode ser “o melhor exemplo de um jogo baseado em filme onde o jogo superou o filme”. A Raven Software embarcou no projeto simplesmente “porque é Wolverine”, mesmo sabendo que jogos de tie-in cinematográfico raramente resultavam em algo além do mínimo aceitável. O produtor reconhece que esse tipo de contrato garantia uma quantia garantida para o estúdio, mas quase sempre significava trabalhar com material de baixa qualidade sem espaço para fazer justiça ao projeto.
O jogo do PS3 ainda é lembrado com carinho por quem o jogou, e sua influência aparece claramente no combate de Marvel’s Wolverine, da Insomniac Games, quase 20 anos depois. Fazer um jogo memorável a partir de um filme problemático, sem nem ter o produto final como referência, é um feito que merece mais reconhecimento do que costuma receber.


