The Witcher 3: Wild Hunt – Review

A CD Projekt RED anunciou The Witcher 3: Wild Hunt há cerca de dois anos e deixou muita gente boquiaberta com o jogo, e logo depois decepcionada, por causa do adiamento dele para 2015 para priorizar a qualidade. Com o intuito de ser um dos maiores jogos de mundo aberto de todos os tempos, eu só tenho uma coisa a dizer: The Witcher 3 realmente consegue, é um dos maiores tanto em tamanho quanto em qualidade.

Vamos começar pelo elefante na sala: The Witcher 3 é grande. Imensamente grande. Pra cacetemente grande. Sério mesmo, o jogo é absurdamente grande, mas da forma correta. Só o prólogo do game pode durar até umas 4 ou 5 horas, caso você permita que isso aconteça, e isso está longe de ser realmente um problema, já que todos os momentos são muito agradáveis e realmente divertidos.

No jogo, você controla Geralt de Rivia, um Bruxeiro, digo Bruxo, que está à procura de Ciri, uma antiga pupila que está sendo caçada pela Wild Hunt. O jogo obviamente vai muito além disso, e apresenta uma série de outras histórias que muito bem poderiam ser um jogo próprio, de tão profundas que elas são, tanto em desenvolvimento de personagens quanto em investimento de tempo que você vai fazer.

No começo do jogo, eu decidi fazer algumas quests opcionais só porque eu queria aumentar um pouco o nível de Geralt antes de seguir em frente com a história. Quando eu vi, estava com 3 ou 4 horas seguidas de jogo e ainda fazendo missões opcionais, algo que eu realmente odeio fazer nos jogos de mundo aberto (sem apontar dedos para quais) porque elas não costumam contribuir em nada.

Só por isso, você já pode notar a quantidade de cuidado que a CD Projekt RED colocou em cima do jogo. Tudo nele não está ali só para torturar as pessoas que são complecionistas e sim porque essas coisas realmente importam. Você não tem quests idiotas de ficar caçando penas pela cidade, ou ainda 20 repetições do clássico “Vá até A, fale com B, retorne para C, receba o prêmio”.

Não só as quests passam essa impressão, mas o próprio mundo do jogo é assim. As casas são diferentes entre si, o layout das vilas também é, o mundo do jogo é realmente orgânico e foi trabalhado nos mínimos detalhes para oferecer o máximo de imersão possível, seja num pântano lodoso, seja numa cidade grande. Até os NPCs andam na velocidade que você definir. Pode até parecer um detalhe besta, mas a quantidade de detalhes que foram colocados nesse jogo pensando nos jogadores é absurda. Se o diabo realmente mora nos detalhes, The Witcher 3 é um jogo do capeta, simplesmente.

Mas retornando ao personagem principal, o que diabos faz um Bruxo? Bom, um Bruxeiro é um humano fora do comum que caça bestas em troca de recompensas. Para tanto, não basta você ir pra cima do inimigo brandindo uma espada. Essa é a forma mais rápida de parar na tela de game over. Há toda uma preparação para caçar um inimigo, óleos, armadilhas, magias, enfim, cada inimigo do jogo tem uma forma única de ser enfrentado, e cada um deles é uma experiência única.

O jogo realmente não gasta tempo nenhum em colocar você contra um animal grande, e esse é apenas o primeiro de muitos que vão aparecer pela frente. O combate do jogo também não brilha apenas pela preparação, mas pelo próprio combate em si. The Witcher 3 tem um combate bem mais profundo do que você imagina inicialmente, e bastante imperdoável também. Eu estou jogando o jogo na dificuldade normal e volta e meia encontro problemas para vencer os desafios. Agora imagine quem joga na dificuldade mais alta. Deve ser um martírio.

Conforme você avança no jogo, luta mais e dá level up, Geralt pode ir melhorando as próprias habilidades de combate ou de magia, e cada um pode fazer a build que quiser no personagem, já que há muito mais habilidades para melhorar do que espaços disponíveis para evoluir o personagem.

Lembra quando eu falei que The Witcher 3 era grande? Então, eu verifiquei agora e ele continua sendo bem grande. Em grande motivo, aliás, por causa da história dele, que poderia rivalizar muito bem com Game of Thrones. Aliás, essa é a melhor representação que alguém poderia fazer de Game of Thrones dentro do jogo, num sandbox estilo The Witcher 3. Seria absurdamente legal, assim como é explorar o mundo do jogo. A grande maioria dos personagens são interessantes, assim como as relações entre eles.

Por falar em relações, sim, o jogo tem relações com mulheres, não, não são como as de Mass Effect, por exemplo, onde você faz meia dúzia de quests idiotas até chegar no grande prêmio final que é o sexo, elas vão além disso. Geralt pode ter relações com várias mulheres durante o jogo. Eu não sei se existe um troféu por pegar todas das DSTs do mundo, mas se existir, Geralt certamente está atrás dele. Ah, e as cenas de sexo são bem menos frequentes do que você imagina. Dá pra jogar o jogo na TV da sala numa boa.

Mas voltando um pouco à história, ela realmente importa, e ela é muito bem escrita. Sabe aqueles jogos que dizem que as suas escolhas importam no desenrolar da trama? Em The Witcher 3 isso realmente acontece. Às vezes, os atos mais bestas podem acabar gerando consequências desastrosas, ou muito boas, sem você se dar conta. É necessário ter bastante cuidado na hora de decidir o destino de alguém, pois muitos outros eventos podem (e estarão) ligados a isso.

Tudo então é perfeito? Não, há alguns problemas, principalmente de performance. The Witcher 3 deve ser um jogo realmente pesado para os consoles de nova geração, porque ambas as versões apresentam alguns engasgos em certas cenas. Outro problema que eu encontrei foi o texto extremamente miúdo no jogo. Meu deus, eu não uso óculos e nem preciso, mas tive que colar a cara na tela da televisão para ler certas partes do jogo. Parece que a CD Projekt RED consertou esse problema no PC via patch lançado nessa semana, mas isso ainda persiste nos consoles.

Aproveitando que estamos falando de gráficos, como são os gráficos de The Witcher 3: Wild Hunt? Lindos. O jogo é realmente impressionante e muito bem feito, seja o próprio cenário, sejam os detalhes dos personagens. The Witcher 3 é geralmente impressionante graficamente.

A trilha sonora do game também é muito competente, apesar de não ser tão variada assim (e eu já meio que ter enchido o saco da música de batalha do lelelê leleleleilei) e a dublagem (tanto em português quanto em inglês) é muito boa. Aliás, ponto positivo também pro fato de você poder jogar com o áudio em inglês e as legendas em português. Isso é realmente um alívio.

Review elaborado com uma cópia digital do jogo para PlayStation 4 fornecida pela publisher

Resumo para os preguiçosos

The Witcher 3 é um jogo grande. Absurdamente grande. E que não deve ser jogado às pressas. Jogue, aproveite e maravilhe-se com essa belíssima experiência, pois o jogo realmente vale cada minuto investido nele, seja por causa da história, seja por causa do combate, seja por causa do imenso mundo, vasto de atividades que lhe aguardam. O jogo até tem alguns problemas de performance, mas nada que realmente tire o brilho dessa belíssima obra.

Nota final

100
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Prós

  • Vasto mundo repleto de atividades
  • Personagens carismáticos e interessantes
  • Quests que realmente valem a pena ser feitas
  • Muitos jogos dentro do próprio jogo

Contras

  • Alguns problemas de performance que fazem o jogo engasgar em certos lugares
Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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