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Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter – Review

Sherlock Holmes é um dos detetives mais famosos de todos os tempos, e é natural que os jogos dele sejam sobre investigação. A principal questão, na maioria das vezes, para os jogos dele é “como a gente vai criar um jogo que seja desafiador para o jogador e ainda assim mostre que Holmes era um gênio?”. Bom, esse é o tipo de pergunta que a desenvolvedora do jogo já está acostumada a fazer, e o fez bem no jogo anterior de Holmes, Crimes & Punishments. Será que The Devil’s Daughter está à altura do antecessor? É o que vamos descobrir no nosso review.

Em Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter, você não joga um caso de detetive, e sim cinco casos, o que é uma ideia interessante, já que apenas um caso para um jogo todo, acabaria tornando a história monótona e cheia de partes onde você teria a nítida impressão de que o jogo está só tentando render mais, ao invés de prosseguir na história. Além dessa mudança, desta vez parece que a produtora do jogo pensou em criar algo menos linear, e dar mais liberdade de exploração ao jogador.

Desta vez, você poderá viajar pelas ruas de Londres, ao invés de seguir de um lado para o outro do mapa sendo segurado pela mão pela narrativa. Isso acaba afetando o jogo de maneira negativa, já que, ao invés de você aproveitar para conhecer o mapa do jogo, no fim das contas você só passa mais tempo olhando as longas telas de carregamento do fast travel do jogo e testando sua paciência.

Apesar dessa liberdade de exploração, contraditoriamente, Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter não permite a você matar as charadas sem passar por certos estágios obrigatórios. Ao invés do jogo dizer “foi X!”, você precisa seguir certos pontos obrigatórios da investigação, da resolução de puzzles e tudo mais e, apesar de eu não ser a melhor pessoa do mundo em resolver enigmas, até eu consegui matar alguns assim, e descobrir que não, eu não posso pular logo para o fim, eu tenho que seguir todos os passos pacienciosamente.

No fim das contas, isso acaba tornando o jogo numa repetição meio monótona de passos, onde você avança de sala em sala, procura por pistas, conversa com testemunhas e repete isso nas próximas salas, caso você já tenha entendido o que precisava entender para resolver esses enigmas, paciência, sinta-se como se você estivesse jogando um point and click, pois a experiência, apesar de não ter essa cara inicialmente, acaba sendo um adventure desse gênero.

Além das sequências de point and click, o jogo ainda conta com uma série de minigames que servem exatamente para quebrar um pouco da monotonia do jogo, como seguir uma possível testemunha, abrir um cofre e assim por diante. Mesmo que curtos, esses minigames são interessantes, exatamente porque a Frogwares se preocupou com matar um pouco da monotonia com eles, ainda que os mesmos sejam às vezes curtos demais. O game ainda conta com algumas cenas de ação também, que não são lá muito divertidas de se jogar. Na verdade, elas são bem estranhas mesmo, e algumas parecem ser colocadas simplesmente para fazer número no jogo.

Mesmo com esses pontos negativos, Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter provavelmente vai agradar quem gostou dos outros jogos da franquia, já que ele traz casos bem inteligentes e várias histórias interessantes, só é uma pena mesmo que essas histórias acabem enterradas pelas estruturas rígidas de resolução de enigmas e pelos longos tempos de carregamento.

Graficamente, o jogo não é feio, mas está longe de ser a oitava maravilha do mundo. Londres é uma cidade bonita e os modelos dos personagens também são bonitos. A trilha sonora do game é ok, mas a dublagem do jogo é simplesmente muito ruim, chegando a ser engraçada de ruim em alguns casos. Felizmente, o jogo conta com legendas em português, para você não perder nenhum detalhe dos mistérios.

Review elaborado com uma cópia do jogo para PS4 fornecida pela desenvolvedora.

Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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