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NBA 2K13 – Review

Esse não é simplesmente um jogo anual de basquete. É o jogo que fez a EA desistir de toda uma franquia! Em 2012 a EA anunciou que não laçaria nenhum jogo da NBA. Em nenhum momento deixaram claro se era o fim da franquia para sempre ou se eles só precisavam de mais tempo para produzir melhor e voltar imbatíveis mais pra frente, mas, vendo o produto que a 2k apresentou, acho difícil eles voltarem.

Mas enfim, NBA 2k13 é um jogo de basquete mas que, ao meu ver, traz um novo horizonte para todos os jogos de esporte num geral. Os gráficos são bons. A jogabilidade é boa. A inteligência artificial é boa. O jogo consegue simular e ser divertido ao mesmo tempo. Sem complicação, tudo de forma intuitiva e simples!

Quando liguei o jogo pela primeira vez tomei um susto. Era uma tela onde pedia pra eu criar um jogador, outra onde mostravam dois times aleatórios prontos pra algum jogo e outra onde indicava o começo da carreira. Só isso, junto com o nome da música que tocava no fundo e muita coisa pulando no pano de fundo. Cadê as opções? Cadê as informações? Cadê as ligas? Cadê até mesmo o botão de sair do jogo e voltar pro Windows? Apertei o botão bolinha no controle (sim, eu chamo de “bolinha” o círculo) e apareceram tudo isso. Mas por que esconder tudo isso? Até hoje ainda não entendi. E vai, e volta, e várias trocas de telas, várias opções de menu. Um saco! NBA 2k13 ganhou o título de piores menus que eu já tinha visto.

Mas não podia julgar o pobre jogo pelos menus, então fui jogar. Como todo jogo que eu jogo pela primeira vez, uma vez jogando, apertei todos os botões pra aprender o que cada um fazia. Foi muito rápido de aprender, tudo muito intuitivo, apesar da marcação ter sido um pouco difícil de pegar, mas isso porque eu sou meio alheio às regras do basquete, talvez quem já conheça há mais tempo tenha mais facilidade pra pegar. Depois do jogo, saí e fui pro campo de treinamento, onde ídolos como Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird e tantos outros, me ensinaram absolutamente todos os controles e macetes do jogo. Claro que é muito simples fazer no treinamento e um pouco mais difícil de reproduzir em quadra, mas quando um adversário me driblava 3 vezes seguidas, eu pelo menos entendia o que ele tinha feito.

Mas o que é legal mesmo é o modo carreira. Criei o Luis Priscilo (sim, eu sou fã do Joe do Ah, Negão!), um pivô de 7’11”, o que eu acredito que sejam mais ou menos 2,15m (correção do Eric, isso dá 2,41m) . Ele fica embaixo da cesta, derrubando os defensores pra os outros fazerem a cesta e pegando os rebotes pra fazer as próprias cestas. Veio o primeiro jogo, um jogo de teste com vários iniciantes como eu, aspirantes à NBA (como Fab Melo). Enquanto o Priscilo não jogava, eu podia acompanhar o jogo em uma visão de primeira pessoa dele sentado no banco. Como não sou lá muito paciente, pedi pro computador simular como estaria o jogo até a hora de entrar em quadra. Finalmente veio minha vez. Apareceu um círculo do lado direito do monitor com algumas instruções do técnico e logo depois, acima desse círculo surgiu uma barra pela metade e com um placar indicando nota C. Simples: fez algo de bom pro time, aumenta a barra. Fez cagada, diminui.

No começo foi difícil de pegar. É relativamente fácil de acertar, uma vez que o jogo computa absolutamente tudo que tu faz. Deu um passe certo? Aumenta um pouco da barrinha. Derrubou um marcador pra outro jogador fazer a cesta? Aumenta a barrinha? Se moveu direito pra cobrir a defesa? Mais um pouquinho na tua barrinha. A única coisa que não computa nada são as cestas. O jogo computa se tu fez uma boa escolha para arremessar, não importa se tu acertou ou não. Ou seja, às vezes dá pra fazer a cesta, mas diminuir a barra por ter escolhido o pior momento pra arremessar. E vice-versa. Mas lá ia eu, cometendo faltas, errando passes e perdendo rebotes.

Até que consegui dar um passe de ponte aérea para uma cesta muito bonita de um companheiro. Apareceu então o logo da Sprite, o narrador anunciou e o replay foi passado, indicando o grande passe de Shorty (Baixinho, o apelido como o narrador chama o Priscilo). Achei impressionante a maneira como parecia que eu estava assistindo um replay direto de uma partida da NBA transmitida na ESPN, não num videogame. Os jogadores tinham expressão, sorriam por ter feito a cesta de uma maneira tão espetacular, se abraçavam e comemoravam com dancinhas estranhas. No meio do jogo, o intervalo foi anunciado pela empresa Sprint, dando números do jogo, mostrando o melhor em quadra até o momento e me dando a opção de fazer apostas no bolão dos jogos da semana. Veio o segundo tempo e até consegui uma cesta, mas mais faltas do que qualquer coisa. Ainda o treinador me deu a incumbência de marcar uma cesta pra virar o jogo no final do jogo, mas não consegui. Saí de quadra com uma nota C-.

No fim do jogo, Priscilo estava no vestiário de cabeça baixa, enquanto minha pontuação era calculada. Por ter dado um passe de ponte aérea que apareceu nos melhores momentos do jogo, recebi alguns pontos. Mas por meu time ter perdido, ter tirado uma nota C- e eu não ter realizado a missão dinâmica (fazer a cesta de virada no final), acabei não ganhando nenhum ponto.

O jogo voltou pra tela inicial e 3 diretores de times diferentes queriam me entrevistar. Joguei mais de uma vez pra confirmar: são sempre um time bom, um time ruim e um mediano. Me impressionei quando vi que haviam várias opções de resposta pras perguntas que eles faziam! Sim, eu ia decidir o futuro do meu personagem conforme o que estivesse falando! 4 opções, uma pra cada botão do controle, cada uma com um resultado diferente. Me impressionei ao ouvir a voz de Luis Priscilo respondendo além do simples que eu tinha escolhido, quase como Mass Effect, Game of Thrones ou Dragon Age 2. Ele não era uma montanha de pixels com alguns atributos que faziam ele jogar melhor. Ele é um personagem! O draft começou. Fui escolhido como o 25º jogador pra jogar no Atlanta Hawks. Lá começava minha jogarnada. Logo no começo recebi uma carta do presidente do clume, me dizendo que eu estamparia uma campanha do time. E lá estava o outdoor dos Hawks com o Priscilo bem no meio! E no twitter do @Luis vários fãs comemoravam a vinda dele! Fantástico!

Depois de alguns jogos esse twitter foi mostrando como ele influencia no jogo de uma maneira perturbadoramente real. Quando os fãs te xingam, te dá vontade de ir lá e pegar 20 rebotes no outro jogo, só pra calar a boca deles. Quando os fãs te dão os parabéns, dá uma sensação de dever cumprido indescritível! E receber um reply do Michael Jordan, dizendo que é uma honra te patrocinar, é lindo de ver!

O som do jogo é o que mais me incomodou. A narração é perfeita (ouviu, Fifa? Não adianta botar Tiago Leifert e a mecânica da narração ser ruim!), e algumas das músicas são bem legais, com Coldplay, Rihanna e U2. Mas o jogo foi produzido pelo Jay-Z, então ficou claramente com a influência dele. É muito rap nas músicas, o que até não é ruim. Mas a voz do personagem da carreira é sempre a mesma! Ele fica parecendo um personagem de GTA sem os palavrões. Não que eu quisesse um personagem falando como o Kaká nas entrevistas, mas, se eu fosse jogador de basquete, eu não ia sair falando “C’mon, men, the T deserves the W, ‘caus we made the most beautiful D, man!”.

O jogo é sensacional, os controles são fáceis de dominar, o jogo é envolvente e viciante. Mas, acima de tudo, pra mim o jogo mostra que Konami e EA tem que se cuidar. Parece que, se não fossem as licenças exclusivas de jogadores e ligas de Fifa e PES, a 2k já teria lançado o seu jogo de futebol. E, com isso, aberto a porta pra dominar de vez o mercado dos jogos de esporte.

Nota final

90
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

 

  • Envolvente e viciante
  • Controles fáceis de dominar
  • Poder de decidir o futuro do personagem
  • Visual belíssimo

 

Contras

  • Estilo de dublagem incomoda

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