Monster Hunter Generations – Review

A Capcom tem uma franquia muito querida em Monster Hunter desde o lançamento do primeiro game para o PlayStation 2. Para homenagear essa década de história do game, nasceu Monster Hunter Generations, que promete não só trazer o melhor que a franquia já ofereceu, como atualiza-lo para o presente e adicionar novos conteúdos ao jogo, além de oferecer uma grande gama de customizações. Será esse então o Monster Hunter definitivo? É o que vamos descobrir.

Caso você nunca tenha jogado um Monster Hunter na vida, Generations tem uma história que basicamente repete a dos outros jogos: você é um novo caçador e deve explorar territórios novos e caçar monstros, basicamente. É claro que há mais objetivos dentro do jogo, mas o ponto principal de Monster Hunter sempre vai ser procurar uma presa gigantesca e enchê-la de porrada, e como Monster Hunter Generations é uma espécie de Greatest Hits da franquia, esse também vai ser o seu objetivo aqui.

Uma novidade do jogo em relação a outros games da franquia é que em Monster Hunter Generations, você pode viajar entre quatro vilas, ao invés da vila inicial do jogo, e também pode começar a explorar as localidades de caça bem cedo dentro do game. Em cada uma dessas vilas, você pega quests diferentes, que variam entre caçar monstros, coletar itens, e assim por diante.

Por ser um jogo focado no combate, o principal atrativo de Monster Hunter Generations é o enfrentamento contra os monstros, e Monster Hunter Generations não decepciona nesse quesito. Os combates são divertidos já desde o começo do game, e há vários estilos de combate que você pode adotar. Nem todos me agradaram tanto assim, mas esse é o tipo de coisa que varia de jogador para jogador.

Uma das principais novidades do game é introduzida no sistema de combate do jogo. Agora, o game tem Hunting Styles, que são uma espécie de postura que o seu personagem adota para usar as armas, dependendo do estilo adotado por você, o combate funciona de uma forma diferente, e, novamente, você vai acabar encontrando um estilo que se adeque ao seu gosto.

Vale ressaltar um ponto, apenas: caso você não tenha um Cyrcle Pad Pro, vale a pena investir num, já que o jogo fica muito mais fácil de ser jogado com o acessório. Sem ele, você tem que usar a tela de toque para manusear a câmera, já que o Nintendo 3DS normal não tem um segundo analógico dedicado para isso. Caso você tenha um New 3DS, não há problemas nisso. O pessoal que jogava Monster Hunter no PSP provavelmente não vai se incomodar tanto com isso, mas como esse não foi o meu caso, eu acabei achando muito mais difícil jogar o game sem o Cyrcle Pad Pro.

Como de costume na franquia, Monster Hunter Generations traz uma porrada de armas, armaduras e habilidades para você equipar o seu personagem. Ao todo, são quase 600 armas dentro do game, além de 150 habilidades que você pode aprender e cerca de 3100 peças de armadura que você pode equipar. O jogo é feito de números grandes, e a quantidade de conteúdo que Monster Hunter Generations oferece é o suficiente para colocar o número de horas jogadas dentro do game na casa das centenas.

Um dos pontos que eu mais gostei em Generations foi o fato do jogo te colocar para caçar monstrões logo de cara, ao invés de ficar enrolando com várias missões tutoriais antes do jogo “começar” de verdade. Ok, você ainda vai ter tutoriais pela frente e gastar a primeira hora e pouco nisso, mas logo em sequência, o ritmo do jogo acelera bastante, e aí sim você começa a ver a que o jogo veio, e ele não decepciona quando isso acontece.

Além da campanha tradicional do game, Monster Hunter Generations ainda tem um monte de extras que prolongam bastante a longevidade do jogo. Um dos melhores extras do game certamente é o modo multiplayer dele. Aqui, você e mais três jogadores juntam-se para caçar os mais diferentes monstros, tornando uma atividade já divertida em algo melhor ainda. Um ponto negativo é que, apesar de bastante conteúdo, ele tende a ser um pouco repetitivo de vez em quando, mas isso está na alma de Monster Hunter, afinal, o seu objetivo dentro da franquia é caçar monstros.

Graficamente, Monster Hunter Generations não introduz tantas novidades gráficas assim em relação aos antecessores, mas os gráficos do jogo funcionam de acordo com o esperado, sem lentidões mesmo com vários inimigos na tela. A trilha sonora do game também é boa, apesar de também não ser um grande destaque aqui.

Review elaborado com uma cópia do jogo para Nintendo 3DS fornecida pela Capcom do Brasil.

Resumo para os preguiçosos

Monster Hunter Generations é um “best of” da franquia Monster Hunter, e isso está longe de ser algo ruim. O jogo pega as melhores partes dos jogos anteriores da franquia, adiciona mais conteúdo em cima disso e resulta num jogo muito divertido e cheio de conteúdo. Fãs antigos da franquia vão adorar o game, e quem é novato provavelmente também vai gostar do que vai encontrar aqui.

Nota final

90
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Prós

  • Combate muito divertido
  • Toneladas de conteúdo
  • Multiplayer divertido

Contras

  • Sem legendas em português
Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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