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Live a Live vale a pena? Análise – Review

Todo mundo já se imaginou numa viagem do tempo, podendo ir para lugares como O Velho Oeste ou a Pré-história, e apesar desse tópico não ser exatamente o abordado por Live a Live, o jogo oferece uma série de cenários distintos em épocas marcantes da humanidade, como os citados acima. Mas será que o jogo vale a pena?

Em Live a Live, você joga sete diferentes cenários a princípio, sendo cada um deles focado em uma era marcante da história da humanidade, como o Japão do final da era Edo, o Velo Oeste, a Pré-história e até mesmo com uma futurologia no meio, como um futuro distante.

Cada um desses cenários são como “mini campanhas” de RPG, onde você geralmente tem uma missão definida, como salvar um prisioneiro de um castelo, ou impedir que uma tribo inimiga fique com a sua amada, e cada um também tem suas particularidades.

Reprodução: Square Enix

Um exemplo disso é na campanha dos homens das cavernas, onde você tem que caçar para manter a sua tribo alimentada, e como a língua falada ainda não havia sido inventada, os personagens desse cenário se comunicam por grunhidos e os balões de diálogo mostram apenas figuras, como o rosto do personagem com o qual você tem que conversar ou carinhas de feliz ou triste, para representar como os personagens estão se sentindo em relação ao que aconteceu.

Cada cenário tem alguma característica assim, e o jogo faz um ótimo serviço em não ser o JRPG clássico onde você só tem que andar por uma dungeon, descer o sarrafo nos inimigos que aparecerem no sistema de batalha e acabar com o chefe ao final dela para ver um pouco mais de diálogo e repetir. Muito pelo contrário, se tem uma coisa que Live a Live faz muito bem é oferecer variação para o jogador, e você dificilmente vai ficar entediado ou se sentir fazendo sempre a mesma coisa.

Aliás, tem cenários até onde você não tem sistema de level up, tendo o mesmo nível do começo ao fim dele, e tendo que se virar nos 30 e usar a cabeça para vencer os desafios propostos por ele. Esse é inclusive um dos pontos que eu gostaria de destacar sobre Live a Live: o jogo não é aquele passeio no parque que um Final Fantasy seria, por exemplo: eu perdi a conta do número de vezes em que eu morri em todos os cenários. Não teve um que eu não assisti à tela de Game Over. Felizmente, o jogo salva constantemente o seu progresso conforme você sai de telas.

Reprodução: Square Enix

Esses cenários têm uma duração variada, indo de uma a três horas, e depois que você concluir cada um dos sete cenários iniciais, o jogo desbloqueia mais dois que fazem a ligação dos eventos dos cenários que você jogou, apesar de que dá para ir pegando algumas pistas do por que estamos jogando em diferentes eras depois de jogar o suficiente delas.

Além da boa história, Live a Live conta com um sistema de combate bem interessante também. O jogo tem uma evolução do Active Time Battle, ou seja, ao invés de você só carregar a sua barra de ação e escolher o ataque que você vai usar, você navega o seu personagem por uma matriz quadrada onde você deve estar na posição correta para executar o seu ataque, e se você se mover demais, a máquina vai agir antes que você possa completar a sua ação.

Dessa forma, é possível proteger personagens mais fracos, escolher uma formação mais ofensiva, e assim por diante. Ao fim da luta, o seu personagem pode ganhar experiência, dependendo da era em que você estiver jogando, além de itens que podem ser usados, também dependendo da era, para criar novas armas ou para você equipar o seu personagem.

Reprodução: Square Enix

Graficamente, Live a Live vem com os visuais batizados como 2D HD pela Square Enix. Esse tipo de estilo de arte ficou muito bonito e combinou com o jogo, oferecendo visuais de tirar o fôlego, e eu torço para que a companhia adapte mais e mais jogos da geração de ouro dos JRPGs usando ele.

A trilha sonora de Live a Live é bem interessante. Cada uma das fases conta com seu estilo de música, apesar de alguns casos não parecerem muito combinar com o que está rolando na tela. Um exemplo disso é o da Pré-História, com uma guitarra elétrica que parecia até mesmo saída de um disco do Santana. Não é exatamente ruim, só ficou estranho mesmo no meio de um monte de homens das cavernas e mamutes.

Além disso, vale ressaltar que o jogo vem com dublagem em japonês e em inglês, e menus e diálogos em diversos idiomas, mas infelizmente o português não foi um deles, o que é sempre uma pena. Tomara que a Square Enix lembre do Brasil numa atualização futura do game.

Mas e aí, Live a Live vale a pena?

Reprodução: Square Enix

Live a Live é um JPRG muito interessante que estava trancado na biblioteca japonesa do SNES desde os anos 90. Essa versão do jogo para o Nintendo Switch não só faz justiça ao jogo, mas também traz uma versão incrível dele, com uma boa tradução, dublagem, opções de qualidade de vida não presentes no jogo e uma excelente apresentação. O jogo é mais do que recomendado para quem é fã do gênero, e até mesmo quem não é tão fã de JRPG pode acabar se aventurando aqui e encontrar algo que goste.

Review elaborado com uma cópia do jogo para o Nintendo Switch fornecida pela Square Enix.

Resumo para os preguiçosos

Live a Live é um JPRG muito interessante que estava trancado na biblioteca japonesa do SNES desde os anos 90. Essa versão do jogo para o Nintendo Switch não só faz justiça ao jogo, mas também traz uma versão incrível dele, com uma boa tradução, dublagem, opções de qualidade de vida não presentes no jogo e uma excelente apresentação. O jogo é mais do que recomendado para quem é fã do gênero, e até mesmo quem não é tão fã de JRPG pode acabar se aventurando aqui e encontrar algo que goste.

Nota final

85
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Excelentes gráficos
  • Bastante variação de gameplay, cada cenário é praticamente um JRPG único
  • Boa história
  • Opções de qualidade de vida não presentes no jogo original
  • Boa dublagem

Contras

  • Falta de legendas e menus em português
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Tags: Live a Live

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