Horizon Zero Dawn (PC) – Review

Horizon Zero Dawn foi um dos maiores lançamentos do PlayStation 4 em 2016, e agora ele finalmente chega ao PC. Mas em que estado? No review de hoje, nos focaremos em como a versão do game roda na plataforma. Partes deste review vieram diretamente do nosso review original de 2016.

Em Horizon Zero Dawn, você controla Aloy, uma garota que vive num futuro distante, onde a humanidade como conhecemos desapareceu. O mundo foi retomado pela natureza e por dinossauros robôs, e a humanidade regrediu aos estágios iniciais da civilização, juntando-se em tribos e em pequenas cidades estado semelhante àquelas que você deve ter estudado nas aulas de história.

Aloy é uma garota de uma dessas tribo, os Nora, mas ela é um pouco diferente dos outros: como ela não nasceu de uma mãe normal, a garota foi expulsa da tribo, e é criada por Rost, outro homem que também foi expulso da tribo. Aloy tem uma série de perguntas sobre o passado dela e, para respondê-las, Rost a treina para que ela vença A Provação, um evento onde ela e outros jovens competem para tornarem-se guardiões dos Nora.

Quem vence o desafio recebe ainda um benefício extra: ter qualquer desejo seu atendido. Como Aloy sempre quis saber quem ela era e qual era o passado dela, ela se dedica a vencer esse desafio e ter essas e outras dúvidas respondidas. O problema é que, como você logo vai descobrir, o mundo é muito maior do que apenas a tribo dos Nora, e Aloy parte numa jornada em busca de respostas não só sobre ela mesma, mas sobre o mundo todo que rodeia o jogo e por que as máquinas dominaram tudo.

Logo no começo do jogo, você já percebe que o mundo de Horizon Zero Dawn é simplesmente muito grande, e que você provavelmente investirá muitas horas nele para tirar tudo o que o jogo tem a oferecer. Esse é um ponto forte e um ponto fraco do jogo ao mesmo tempo. Ao ter um mapa tão grande assim, é claro que você vai poder passar muito tempo desviando-se dos objetivos principais do game, mas também é claro que você vai levar um tempão para ir de um objetivo a outro , e parece que sempre o próximo objetivo fica a no mínimo 2 mil passos do local onde você está atualmente. Para quem gosta de longas jornadas, isso é excelente, mas se você é daqueles que prefere jogar um jogo de 8 a 10 horas, com começo meio e fim bem definidos, já fica o aviso: Horizon não é um desses.

Caso você esteja procurando uma definição rápida do jogo comparada a outros, é como se tivéssemos um mundo fortemente inspirado em The Witcher 3, com um sistema de combate análogo ao de Tomb Raider e também mecânicas de craft e caçada no estilo Far Cry. Nesse sentido, Horizon Zero Dawn não traz nenhuma grande inovação por assim dizer, mas se ele executar bem estas três influências dele, teremos um bom jogo.

Destas três, o ponto onde o jogo realmente se destaca é no combate. Praticamente contra quase todo o inimigo você vai ter que usar o cérebro, seja porque os dinossauros são muito mais fortes do que você (e você vai morrer em 2 ou 3 tapas se não se ligar) seja porque os humanos sempre estão em maior número e vão te fuzilar se você der mole para eles.

Como o jogo exige que você tenha uma abordagem mais indireta, você precisa se preparar antes das lutas, seja colocando armadilhas, seja usando bombas, ou o arco e flecha ou ainda a lança de Alloy. Cabe a você encontrar o seu estilo favorito, e perceber que nem sempre é a hora de enfrentar novos inimigos, já que, principalmente no começo do jogo, você vai acabar encontrando robôs que são muito mais fortes do que você.

Enfrentar inimigos mais fortes do que você sempre é uma experiência muito divertida e que certamente vai marcar muita gente, ainda mais quando você enfrenta o seu primeiro robô gigante. Se tem uma coisa em que Horizon acerta em cheio é nessa parte de combate. Pouca coisa poderia ser feita para melhorar essa experiência.

O jogo ainda conta com um sistema de crafting que vai lembrar os sistemas usados em Far Cry e em Assassin’s Creed. Nele, você precisa caçar criaturas (de verdade desta vez) para conseguir pele e outros itens da natureza para dar upgrade nas suas bolsas de itens, em certos equipamentos e assim por diante, afinal de contas, estamos falando de uma moça que consegue sobreviver sozinha na natureza selvagem se assim ela quiser, certo?

Finalmente, temos o mundo de Horizon Zero Dawn, e aqui temos o ponto onde o jogo mais peca. Apesar de Alloy ser uma personagem com uma história interessante e bem construída, ela é praticamente o único exemplo assim do jogo. Todo o resto dos personagens são simples, unidimensionais e extremamente esquecíveis.

Outro ponto fraco do jogo são as cenas de conversas entre os personagens. Algo que foi bastante criticado quando o jogo foi lançado em 2016 consegue ficar mais estranho ainda hoje em dia, se comparado com lançamentos mais recentes até da própria Sony como The Last of Us Parte 2 e Ghost of Tsushima.

Apesar desses diálogos, no mínimo, estranhos, Horizon conta com uma série de quests e subquests muito interessantes e divertidas, e aí parece mesmo que a Guerrilla Games aproveitou um pouco da inspiração puxada de The Witcher 3 para trabalhar nelas. A maioria das quests não estão no mapa simplesmente para fazer você gastar mais tempo dentro do jogo. Elas estão lá para contribuir com a história e com o próprio desenvolvimento da Aloy. Em todo lugar novo que você chegar, você vai encontrar três ou quatro novos pontos de exclamação de pessoas pedindo a sua ajuda e, na maioria das vezes, você vai gostar de dar uma mãozinha para essas pessoas. Como eu disse anteriormente, esse é um ponto fortíssimo do jogo, mas apenas pro caso de você querer uma experiência que dure mais de uma dezena de horas.

Dito tudo isso, precisamos falar sobre o port do jogo para PC, e ele não é tão bom assim. Como o primeiro jogo da PlayStation Studios para PC, Horizon Zero Dawn sofre de uma série de problemas de otimização e de bugs durante o gameplay. Os bugs vão do jogo travar e fechar sozinho, gráficos estranhos a menos que você jogue o jogo no modo janela sem bordas e assim por diante contribuem para imaginarmos que o jogo deveria ter ficado mais algum tempo na fase de debug antes do lançamento.

Mesmo com o patch de lançamento de 35 gigabytes, alguns dos problemas ainda persistem que acabam fazendo esta versão, mesmo que graficamente superior em computadores mais rápidos, ainda pareça inferior à versão de PlayStation 4 e PS4 Pro lançada lá em 2016. Um dos principais problemas do jogo é a inconstância no framerate. Volta e meia, o jogo vai parecer lento demais mesmo com o contador de FPS

Um ponto que vale ser ressaltado, entretanto, é que as opções gráficas do jogo são extensas, e ele até mesmo conta com uma opção onde o jogo fica com a qualidade gráfica quase idêntica à do PS4, o que serve para você testar, por exemplo, se o seu PC é tão ou mais potente que o console da Sony.

Dessa forma, caso você tenha o jogo no PS4 ou no PS4 Pro, fica o alerta: ele ainda tem um caminho a percorrer para entregar uma performance equivalente à versão de console, o que é uma pena.

Review elaborado com uma cópia do jogo para PC fornecida pela PlayStation do Brasil

Resumo para os preguiçosos

A versão de PC de Horizon Zero Dawn traz um jogo que combina com competência um bom sistema de combate, aliado a um mundo vasto e rico e também a um bom sistema de crafting. Infelizmente, entretanto, esta versão até o momento da elaboração do review é inferior à versão lançada para PlayStation 4 em 2016, ou seja, se você já jogou o jogo anteriormente no console, aquela continua sendo a experiência definitiva. E se você for conhecer o jogo pela primeira vez aqui, não estranhe se você encontrar alguns problemas técnicos como framerate estranho, travamentos e assim por diante.

Nota final

75
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Um ótimo enredo
  • Uma personagem principal extremamente interessante
  • Ótima jogabilidade e sistema de combate
  • Toneladas de conteúdo e missões dentro do jogo

Contras

  • Apesar de Aloy ser uma ótima personagem, além dela, há pouca gente interessante no jogo
  • As cenas de conversa parecem ter saído de um jogo do começo da geração do Xbox 360/PS3, os personagens ficaram robóticos demais nelas
  • A dublagem do jogo deixa a desejar
  • O jogo ainda tem bugs sérios a serem corrigidos na versão de PC
Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

Publicado por

Este website utiliza cookies