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Dark Souls III: Ashes of Ariandel – Review

A franquia Dark Souls e a FROM Software têm uma grande tradição em seus DLC, afinal de contas, eles costumam adicionar partes significativas aos jogos e a oferecer desafios que fazem mesmo os mais experientes jogadores sentirem dificuldades. Será que ela consegue o mesmo com a expansão Ashes of Ariandel para Dark Souls III? É o que vamos descobrir.

Em Dark Souls III: Ashes of Ariandel, o Chosen Undead é transportado para uma nova área dentro de Lothric, o Painted World of Ariandel. Caso você tenha jogado Dark Souls original, a primeira coisa que você certamente vai lembrar é do Painted World of Ariamis, mas infelizmente é por aí que as semelhanças entre os mundos pintados acabam mais ou menos por aí.

Essa nova área apresenta apenas inimigos novos, como os Followers e os Millwood Knights. No primeiro caso, são inimigos daqueles que parecem extremamente lentos e que do nada têm uma explosão de velocidade e de ataques que fatalmente vão acabar pegando você em algum momento desprevenido e te mandando rapidinho pra cova. Já no segundo caso, temos inimigos gigantes e fortes, que dão trabalho, mas que são totalmente vencíveis caso você os enfrente sozinho.

Além deles, ainda encontramos algumas criaturas, como lobos e insetos, sendo os primeiros uns cachorros gigantes e os segundos uns bichos bem nojentos e que acabam ficando em locais que deu até um pouco de nojo de explorar de tão macabros que são. Para completar, ainda temos inimigos que parecem mais o Wolverine, e que esses sim, são um verdadeiro pé no saco.

No geral, o DLC apresenta uma área com bons desafios. Se você é experiente no jogo, você vai saber o que fazer conforme avança pelo Painted World of Ariandel. Em alguns instantes eu me senti um pouco perdido e com dificuldades de avançar nem tanto pelos inimigos, mas pelo fato de que é difícil se encontrar na neve, e ela parece um grande labirinto.

Caso você tenha acompanhado no guia (ainda em elaboração) sobre o DLC do jogo, boa parte dele apresenta apenas inimigos, e o número de chefes acaba decepcionando, ainda mais se levarmos em consideração que outros DLCs passados de Dark Souls não economizavam neles. Aqui, você enfrenta apenas dois, sendo um deles realmente obrigatório e outro opcional, e deixando você naquela angústia de “quando será que vai chegar o chefe pra eu enfrentar?”.

Quanto aos chefes, o desafio é honesto no chefe opcional e realmente difícil no obrigatório, apesar do obrigatório ser mais difícil pelo fato de você ter pouca manobra para erro (eu não vou adiantar muito como combater o chefe para evitar reclamações de spoilers nos comentários).

Para completar, o jogo ainda oferece uma arena PVP que é divertida, mas é aquela coisa, a diversão no PVP acaba dependendo de quem você encontra no local para enfrentar ou para obter cooperação.

No fim das contas, vale a pena ou não comprar o DLC? Vale, mas não espere algo no nível Artorias of the Abyss, pois você vai se decepcionar. E também não espere tanto conteúdo assim adicionado ao jogo, pois ele é meio curto e, em cerca de 4 ou 5 horas você mata tudo o que tem para fazer na primeira tentativa, na segunda esse tempo provavelmente baixa para 1 hora e meia ou 2.

Review elaborado com uma cópia do jogo para Xbox One fornecida pela Bandai Namco do Brasil.

Resumo para os preguiçosos

Dark Souls III: Ashes of Ariandel é um DLC que adiciona uma área interessante ao jogo, apesar de um pouco curta e com poucos chefes. O DLC é bom, mas não está no nível de Artorias of the Abyss, que ainda hoje é um exemplo de manual de como criar um DLC para qualquer franquia. Você certamente vai se divertir nele, mas vai ficar querendo mais.

Nota final

80
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Bom desafio nos chefes
  • Uma área interessante e bem diferente do que encontramos em Dark Souls III para explorar

Contras

  • DLC curto
  • Poucos chefes novos
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