Crash Bandicoot 4: It’s About Time – Review

Crash Bandicoot é um dos personagens mais reconhecíveis do mundo dos games, e Crash Bandicoot 4: It’s About Time é um jogo que quer provar que é possível superar o passado e mostrar que o marsupial favorito de todo mundo ainda tem muita lenha para queimar. Será que o jogo consegue?

Uma nova aventura

Em Crash Bandicoot 4: It’s About Time, os vilões de sempre, ou seja Dr. Cortex, Dr. N. Tropy e Uka Uka, escaparam da prisão no espaço-tempo e criaram um rasgo na estrutura do espaço. Agora, Crash e Coco Bandicoot devem ir atrás deles para recapturá-los, além de reunir as quatro Máscaras Quânticas para restaurar a ordem no universo.

Como o próprio enredo sugere, você vai jogar em fases que envolvem diferentes eras. Todas elas são bastante cartunescas, como uma espécie de muralha da china com dragões de neon, ou um navio pirata. Cada uma delas oferece um desafio e jogabilidade diferente, e conforme você avança no jogo, novas mecânicas vão sendo apresentadas.

Jogabilidade

A principal novidade de Crash Bandicoot 4: It’s About Time certamente são as máscaras quânticas. Cada uma delas tem um propósito diferente no jogo, como fazer certos itens do mapa desaparecerem e outros aparecerem ou te transformarem num tornado que destrói tudo o que você vê pela frente e impulsiona seus saltos.

Estas variações de gameplay são bem interessantes, afinal as fases não ficam parecendo apenas uma cópia e cola entre si. Ainda assim, quem jogou os jogos clássicos da franquia, seja eles no PlayStation, seja no remake que foi lançado em 2017, certamente vai se sentir em casa. Isso acaba sendo verdade tanto pro bem quanto pro mal.

Sejamos francos: Crash Bandicoot nunca foi uma franquia fácil de se jogar. Por ser um jogo de plataforma 3D onde você quase sempre está navegando num plano bidimensional (ou seja, ou pra cima, ou pros lados da tela), volta e meia você vai acabar indo com o analógico um pouco torto e se atirando num buraco, ou tendo uma noção de profundidade completamente equivocada dos saltos e então caindo pra morte.

Felizmente, a Activision colocou dois modos de dificuldade no jogo: um onde você tem uma quantidade limitada de vidas e outro onde você pode morrer quantas vezes quiser e o jogo faz esta contagem. Eu obviamente escolhi o segundo, afinal de contas, e ele realmente é recomendado. Por quê? Porque as fases de Crash Bandicoot 4: It’s About Time são bem grandes.

Apesar de contar com apenas 3 ou 4 fases por “mundo”, as fases deste novo jogo são bem longas, fazendo você passar entre 15 e 30 minutos em cada uma delas. Imagine ficar sem vidas no fim de uma delas.

Extras e mais extras

Depois de um certo ponto do jogo, você libera a possibilidade de jogar as mesmas fases que você já jogou e as novas (após completá-las) de trás pra frente. Isso acaba adicionando bastante replay ao game.

Além disso, também é possível jogar as fases novamente e ir atrás de todas as caixas que você perdeu. Ao fim de cada fase, você é apresentado de um checklist do que faltou fazer. Dependendo de quantos objetivos da fase você completa, o jogo te dá novas skins para você equipar Crash e Coco Bandicoot.

Outro ponto bem legal de Crash Bandicoot 4: It’s About Time é o fato de que você não controla somente Crash, mas também Coco e uma série de outros personagens durante a história. Cada um deles tem suas características próprias. Alguns possuem um inclusive fases opcionais onde você pode ver outras perspectivas da história se desenrolando.

Ao todo, o jogo oferece três personagens: Tawna, Dingodile e Neo Cortex. Felizmente, caso você não tenha gostado deles, há poucas fases onde você precisa jogar obrigatoriamente com um ou com outro.

Outro ponto legal do jogo são as Fitas Flashback, onde o jogo te coloca em fases extremamente difíceis. Para completar, ainda há o modo “Pass N Play” onde você passa o controle a cada morte, e o personagem vai alternando entre Crash e Coco, quase como todo mundo fazia quando éramos mais novos.

Gráficos e Som

Graficamente, Crash Bandicoot 4: It’s About Time é um jogo extremamente bonito. Com cores vibrantes, animações suaves e cutscenes bem humoradas, o jogo realmente recebeu um tratamento de luxo da Activision.

Além disso, o game também vem totalmente dublado, algo sempre muito positivo, ainda mais em um jogo cujo público alvo é mais jovem.

Mas e aí, Crash Bandicoot 4: It’s About Time vale a pena?

Crash Bandicoot 4: It’s About Time é sim um retorno triunfal do marsupial favorito de todo mundo. Entretanto, não se engane pelo visual bonitinho, ele conta com fases longas e difíceis que certamente vão fazer você ganhar alguns cabelos brancos. Ainda assim, o jogo é extremamente divertido e merece ser jogado tanto por fãs antigos quanto os mais novos.

Review elaborado com uma cópia do jogo para Xbox One X fornecida pela Activision do Brasil.

Resumo para os preguiçosos

Crash Bandicoot 4: It’s About Time é sim um retorno triunfal do marsupial favorito de todo mundo. Entretanto, não se engane pelo visual bonitinho, ele conta com fases longas e difíceis que certamente vão fazer você ganhar alguns cabelos brancos. Ainda assim, o jogo é extremamente divertido e merece ser jogado tanto por fãs antigos quanto os mais novos.

Nota final

85
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Bastante divertido
  • Fases longas e desafiadoras
  • Variações no gameplay para sair da mesmice
  • Vários extras
  • Belas animações
  • Dublado em português

Contras

  • Às vezes é impossível acertar os pulos com precisão por causa da sensação de profundidade falha do jogo
Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.