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Bioshock Infinite – Review

[Esse review é mais um fruto do desafio do Backlog Crítico. Vocês achavam que eu ia dançar Macarena? Pra ser sincero, eu também achei e já estava até me preparando pra fazer o vídeo, mas eu passei o desafio, mesmo que à beira do prazo, e aqui está o review]

Bioshock é um título que já nasceu com ares de grandeza. Um dos primeiros títulos novos a surgir na última geração, o jogo foi cercado de expectativa desde seu anúncio, e quando o esperado lançamento chegou, todas as expectativas foram cumpridas. Eu fui um dos que foram contagiados pelo jogo e se apaixonaram pelo ambiente de Rapture.

Depois disso, veio o segundo jogo da série, dessa vez sem Ken Levine no comando, e veio a decepção, pelo menos pra mim. No anúncio de Bioshock Infinite, com o retorno de Ken Levine e uma nova cidade, totalmente oposta a Rapture, é claro que muitos (inclusive eu) ficaram com os dois pés atrás. De todos eles, Infinite foi o que eu mais demorei para jogar, e agora que terminei, o arrependimento por não ter jogado antes bateu muito forte.

Como já foi citado, esqueça a cidade submersa de Rapture. Agora a ideia é totalmente oposta, e você conhece a cidade de Columbia, que é acima das nuvens. A essência é praticamente a mesma, mas motivações também mudaram: Seu personagem, Booker DeWitt é mandado para a cidade para pagar  alguma dívida. Lá, você se depara com um grande líder, chamado de ‘O Profeta’ e, em certo ponto, conhece Elizabeth. Sem dar mais detalhes, ela passa a te ajudar no restante da aventura, e boa parte da história gira em torno dela.

Lembro de ler em um review do Bolívar, sobre The Walking Dead, que muitos comparavam Clementine e Elizabeth, no sentido de como ambas as personagens são cativantes e despertam a sensação de necessidade de proteção. Jogando – e amando – ambos os jogos, eu devo concordar sobre isso.

Existem muitos jogos que você joga só pela história, como The Walking Dead, e jogos que valem apenas pela jogatina, com a história em segundo plano, sendo Borderlands 2 o melhor exemplo possível. Em Bioshock Infinite, porém, ambos os aspectos são igualmente atraentes. A história é profunda e bem elaborada, e a gameplay é divertida e viciante.

Falando sobre a gameplay, Bioshock Infinite é desafiador desde o início, com uma IA muito bem trabalhada e inimigos que se ajustam aos seus movimentos. Não existe movimentação ou comportamento pré-determinado, e isso é um ponto muito positivo do jogo. De negativo, fica apenas o fato do jogo não permitir tanto o uso dos chamados Vigores (poderes que você vai adquirindo, como soltar fogo e coisas assim) para armadilhas, como acontecia muito no primeiro jogo da série.

Os controles também foram bem mapeados, mas eu recomendo fortemente que os usuários de PC usem um controle para jogar, já que o número um pouco maior de comandos não cai tão bem na combinação de teclado e mouse.

Destaque especial para a ambientação do jogo quanto a época. Por mais futurista que todo o universo do jogo soe, o ano ainda é o de 1912, e o jogo vende muito bem essa ideia, na caracterização dos personagens e em toda a tecnologia criada.

Resumidamente, Bioshock Infinite, se foi o último episódio da série (que ainda não tem qualquer novo jogo anunciado), fechou a franquia com chave de ouro, e foi um excelente retorno de Ken Levine ao comando.

Resumo para os preguiçosos

Bioshock Infinite é um jogo que renova uma série que tinha perdido um pouco do rumo em seu segundo episódio, te apresentando uma nova cidade, mas se demonstrando, lá no fundo, aquele mesmo jogo de tanto sucesso, com todas as antigas qualidades sendo muito bem aproveitadas.

Nota final

90
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • História envolvente e (incrivelmente) bem trabalhada
  • IA quase impecável
  • Elizabeth
  • Legendas em português
  • Melhor final de jogo que eu já vi

Contras

  • Alguns truques já foram vistos antes
  • Variação de inimigos é pouca
  • Possibilidades um pouco menores na combinação dos Vigores
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