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The Elder Scrolls Online: Greymoor – Review

Quando The Elder Scrolls Online foi anunciado, vi uma nova oportunidade de reviver esse universo mais uma vez, mas confesso que me decepcionei. Em 2014, quando o jogo foi lançado, ele passava uma forte sensação de “não-finalizado” – algo que aos poucos foi mudando com a inserção de novas expansões, mas eu jamais voltei à ele, exceto por curtos períodos onde ele estava de graça temporariamente.

Eis então que recebi a proposta de fazer o review da nova expansão de ESO: Greymoor, que tem como premissa o retorno à Skyrim – só que 1.000 anos antes dos eventos do jogo lançado em 2011. Aceitei, e sinceramente pensei que seria só mais uma decepção para ser adicionada à lista. Mas a verdade é que eu me diverti bastante!

O ponto alto da nova expansão é justamente o retorno à Skyrim, e Greymoor sabe aproveitar isso muito bem! O início do jogo, inclusive, começa de maneira similar ao quinto capítulo da franquia principal, com o seu personagem numa carroça sendo acordado com as já tão famosas palavras: Hey, you. You’re finally awaken!

Apesar do mapa de Skyrim não estar completo em Greymoor – e focar principalmente na parte oeste da região, onde se encontram as cidades de Solitude e Morthal, alguns passos já são o suficiente para sentir-se em casa. Nesse momento, percebi que o jogo já tinha ganho meu apreço, mas ainda não era suficiente. Eu precisava sentir que tinha interesse em explorar todo aquele mapa novamente, e para isso é óbvio que eu precisava de um bom motivo, além daquele fornecido pela quest principal.

Por isso, resolvi sair a esmo e parar na primeira localidade que encontrei. Conversei com a primeira NPC que apareceu na minha frente, e aceitei a tarefa de ajuda-la a resgatar alguns mineiros Orc’s que tinha ficado presos dentro, graças à uma péssima mistura de ganância, com substâncias alquímicas perigosas.

O enredo da tarefa me parecia ser bom o suficiente para ver no que ia dar, mesmo sabendo que em grande parte, ela se resumiria na boa e velha tarefa de ficar correndo de um lado para o outro, conversando com pessoas e carregando itens.

Contudo, para minha surpresa, a quest em si foi uma mistura imensa de emoções. Senti a curiosidade necessária para seguir em frente, ao mesmo tempo em que sentia que já tinha vivido aquilo a muito tempo atrás. Era oficial, estava em casa novamente, com uma miríade de possibilidades que se estendiam a minha frente.

Ok, eu já tinha encontrado bons motivos para investir tempo no novo capítulo de ESO. Mas ainda era necessário descobrir e lidar com todos os sistemas de um jogo online, o que não é necessariamente uma tarefa fácil. Nos seis anos desde que ESO foi lançado, muita coisa já aconteceu dentro do jogo e além das aventuras principais o jogador tem a disposição uma série de sub-tarefas à completar, exatamente como em Skyrim. Mais uma vez me vi perdendo horas em frente à uma bigorna virtual, decidindo se meu personagem teria uma espada, machado ou maça como arma principal.

Todo o texto acima serve apenas para justificar o seguinte: Greymoor tem o suficiente para te fazer sentir em casa. Mas fique ciente de que apesar de todas as referências e “fan services” não é a mesma coisa! The Elder Scrolls Online e The Elder Scrolls V: Skyrim são jogos diferentes, que apesar de compartilharem algumas características básicas, foram criados com propostas e para públicos distintos. E isso não é necessariamente ruim.

Outra coisa que me chamou atenção de uma forma positiva, foi o novo sistema de “Antiguidades”, onde você pode explorar o mapa inteiro do jogo – não só a região de Skyrim, em busca de objetivos valiosos que lhe darão recompensas interessantes. Ou seja, mais um bom motivo para sair explorando o mapa.

Além disso, prepare-se para encontrar tudo aquilo que você espera da região de Skyrim, porém um pouquinho diferente. Não se esqueça que Greymoor se passa 1.000 anos antes de Skyrim, e por mais que em alguns momentos seja impressionante ver que poucas coisas mudaram em um milênio, outras são completamente novas.

As quests continuam muito boas, e muito bem escritas também. A maioria continua no mesmo esquema de sempre, onde você precisa resolver o problema dando porrada nele, mas isso não é necessariamente algo ruim. O sistema de batalhas é um pouco diferente dos jogos da série principal – sendo muito bem adaptado para um jogo online, e os controles funcionam bem tanto no mouse e teclado, quando no joystick. Minha única crítica nesse sentido é a interface do jogo quando se joga com o mouse e teclado, que é tão confusa quando a de um jogo online do início dos anos 2000.

Os gráficos também não são ruins, mas não espere nada de grandioso em The Elder Scrolls Online: Greymor. O game até apresenta um visual dinâmico e bonito, mas ao mesmo dá pra perceber que assim como a maioria dos jogos online de atualmente, ele tenta ser o tipo de jogo que roda até mesmo em configurações mais modestas. O sistema de criação de personagens é bastante completo e faz jus aos jogos da franquia, porém o sistema de skills e evoluções pode ser um pouco confuso no começo – mas nada que você não seja capaz de contornar com algumas poucas horas.

Além do mais, é necessário sempre deixar claro que assim como qualquer jogo online, The Elder Scrolls Online: Greymor possui um forte sistema de microtransações que não necessariamente afetam o jogo, mas que apelam para o seu lado límbico e fazem você sentir vontade de tirar o escorpião da carteira. Não chegou a me incomodar, mas caso você seja daqueles jogadores puristas, que prefere uma experiência mais “balanceada” para todos, é bom ficar ligado.

Portanto, podemos concluir que sim, Greymoor é uma baita expansão que torna The Elder Scrolls Online um jogo muito mais atraente e melhor do que já era. Porém, ainda assim, ela não é suficiente para tornar ESO um game recomendado para todo mundo.

Resumo para os preguiçosos

The Elder Scrolls Online: Greymoor é uma expansão para The Elder Scrolls Online que adiciona parte da região de Skyrim ao jogo base. Com isso, a Zenimax tenta atrair o público com uma série de eventos e detalhes que nos remetem à nostalgia do quinto jogo da franquia principal, ao mesmo tempo em que adiciona novidades atraentes tanto para novos jogadores, quanto para aqueles que se aventuram nesta versão de Tamriel desde o início.

Além da nova região, a expansão traz também um complexo sistema de antiguidades, que dá ao jogador mais motivos para explorar o mapa. Isso melhora e muito a experiência tanto na região de Skyrim, quanto nas regiões anteriores.

Talvez o principal desafio seja se acostumar com os “complexos” sistemas de jogo de ESO, já que por tratar-se de um jogo online, ele apresenta uma série de particularidades que destoam da experiência original de Skyrim, por exemplo.

Apesar das dificuldades, é possível sentir-se em casa rapidamente, e voltar a se aventurar por localidades conhecidas, resolvendo problemas e desafios familiares para o povo de Tamriel.

Realmente, uma expansão que vale a pena.

Nota final

85
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Adição da região de Skyrim
  • Quests e localidades familiares
  • Novo sistema de antiguidades
  • Lore interessante e boa quantidade de tarefas para se fazer em jogo
  • Controles altamente responsivos, tanto no teclado quando no joystick

Contras

  • Sistemas online podem ser complexos demais num primeiro momento
  • Mapa de Skyrim não está completo
  • Interface não amigável quando se opta por jogar com mouse e teclado

 

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