Os 5 melhores jogos de fliperama da nossa geração – parte 2

Como eu gosto de escrever sobre nostalgia, caros gamers e leitores, e hoje é exatamente isso que eu farei, pois cinco jogos foi simplesmente muito pouco para traduzir o que significou a era dos fliperamas, que reinou por mais de 20 anos, e hoje em dia não passa mais do que uma atração vintage.

Os poucos que sobreviveram estão dentro dos shoppings junto à “PlayLands” da vida e os que estão nas ruas se lotaram de sinucas e estão um tanto quanto marginalizados. Quem vive em São Paulo e conhece os atuais flippers da São João sabe do que estou falando, e sabe muito bem como a coisa era na era de ouro dessas casas de diversão.

Como infelizmente as coisas jão não são da mesma forma, nos resta lembrar com carinho os principais jogos que nos faziam vibrar e juntar filas nos fliperamas das cidades.

Sem mais demora, vamos à lista!

Boa leitura!

5. Máquinas de ursinho

O que seria de um fliperama sem seu maior caça níquel? Seria melhor, afinal de contas, essa máquina amaldiçoada (ou melhor dizendo, viciada) arrancava cada centavo que você tinha, e eram raras as vezes que você saía da sessão de tortura com um sorriso estampado por pegar o seu ursinho, mesmo porque na maioria das vezes, você queria aquele lindo urso de pelúcia pra dar pra namorada e tudo que você conseguia era uma lagosta de pelúcia esquisita.

A minha namorada (acreditem ou não, eu tenho uma) é uma viciada nessas máquinas até os dias de hoje, e não consegue simplesmente se dar conta de que provavelmente ela gaste quase o dobro do valor do pobre bicho de pelúcia para capturá-lo com as garras de aço (que parecem mais de gelatina) do que se ela guardasse o dinheiro e comprache os bichos em lojas de departamento.

Mas, como todo amor deve ser, ela me ensinou que a grande graça da história não está em simplesmente capturar o bicho, e sim alcançar o objetivo, o que simplesmente é o que todo santo jogo faz com a gente… e de jogo a gente entende, né?

4. Guitar Hero

Representando praticamente os ultimos suspiros da era da decadência das casas de fliperama do país, esse jogo com seu controle em forma de guitarra chegou com tudo nos flippers para dar mais um último boost nessas casas, e ainda há quem visite esses locais para jogar Guitar Hero, mesmo após anos do fim da franquia.

Pegar a idéia de Just Dance, e passar para um controle em forma de guitarra e pegar um jogo e rechea-lo com pauleiras do mundo do rock foi simplesmente uma das melhores idéias da decada passada, e por essa exclusividade de controle, fliperamas não foram perdoados e ganharam máquinas exclusivas para as centenas de versões do jogo.

Lembro da primeira vez que experimentei o jogo em um antigo fliperama no bairro do Tatuapé em São Paulo. A fila saía do fliperama e era permitido apenas uma musica por jogador para atender a demanda. Não minto que nesse dia me emocionei ao ver um fliperama lotado.

3. Time Crisis

Você simplesmente não ia ao fliperama sem dar alguns tiros na cabeça de bandidos, era impossível!

Esse jogo simplesmente vale o retorno a algum fliperama por simplesmente querer joga-lo. Ele representou uma revolução na ação dessas lojas, afinal, você podia atirar, correr contra o tempo, e ainda por cima se esconder pisando no pedal, isso era genial! E qual o melhor de tudo? A dificuldade!

O jogo era tão, mas tão difícil que, além de utilizar algumas duzias de moedas, você ainda precisava descobrir com pressa aonde o tiro ia, porque não existia Time Crisis calibrado.

2. House of The Dead

Se o jogo acima era bom, esse aqui então…

Jogos de tiro já eram uma sensação em si em fliperamas, mas pegar esse gênero e simplesmente jogar em um castelo recheado de zumbis, era simplesmente demais! Não eram poucos os sustos que o jogo causava, e até mesmo muitas mães proibiam seus queridos filhos de jogar a tal máquina.

Ah sim, dica: aconteça o que acontecer, jamais veja o filme!

1. Daytona Usa

Enfim, fliperama que é fliperama não é completo sem Daytona Usa!

Com suporte para até 4 jogadores, o game representava diversão em grupo e competitividade extrema dentro de flippers. O lance era jogar a marcha 2, pisar no freio e acelerar em seguida na curva, e pau na reta!

E ai de você se colocasse no modo automático…

E assim encerramos a segunda parte dessa nostálgica e querida lista. Tem sugestões? Reclamações? Dúvidas? Cartas de amor? Então deixe seu comentário logo abaixo!

Até a proxima!

Parte 1