One Hit Wonders – Team 17

[One Hit Wonders foi uma ideia de coluna que eu tive há algum tempo para citar empresas que só fazem versões diferentes do mesmo sucesso do passado. Você conhece mais alguma? Deixe nos comentários!]

Você conhece a expressão “One Hit Wonder”? Ela geralmente é usada no mundo musical para descrever bandas que fazem sucesso pra caramba com alguma música e depois nunca mais conseguem emplacar nada novo, e – no fim das contas – acabam vivendo só desse sucesso por 10, 20 anos.

Há muitos casos que podemos citar, como Steppenwolf com o clássico Born to be Wild, Cindy Lauper com Girls Just Wanna Have Fun, Europe com The Final Countdown (turururu, tururututu) ou o mais recente e odiado por 11 entre 10 brasileiros que acessam a internet, Michel Teló, com Ai se eu te pego (aposto que você ficou com a música na cabeça).

“Tá bom, mas o que isso tem a ver com videogames?”, você pode perguntar. Bom, isso tem tudo a ver com videogames, afinal, temos alguns exemplos de One Hit Wonders por aqui também. Não é porque eu não me lembro de outros que eu não vou citar (até porque eu não lembro mesmo), mas hoje eu gostaria de falar de um em especial: Worms.

Você conhece algum outro jogo lançado pela Team 17 que não seja Worms? Eu não, e acho que nem o pessoal que trabalha lá também conhece. Worms já saiu para todas as plataformas possíveis, até a calculadora do 1,99 que eu comprei semana passada veio com uma cópia dele. Todos seguem a mesma fórmula, um campo de batalha 2D onde um time de minhocas simpáticas tenta matar o time adversário com a mais variada sorte de armas, como tacos de baseball, ataques kamikaze, granadas santas (as minhas favoritas) etc.

A empresa até tentou modernizar o jogo com Worms 3D, mas a ideia logo foi abandonada devido à qualidade final do produto e à recepção, o que caracteriza outro sintoma de “One Hit Wonder”, quando o artista tenta provar que não é feito só do que lhe trouxe o sucesso e não dá lá muito certo.

Vejam bem, eu não estou falando que Worms é um jogo ruim, longe disso. Eu já me diverti pra caramba com meus amigos, tanto em videogames quanto nas “aulas de informática” do colégio. É engraçado como sempre tem algum computador com uma cópia de Worms instalada e pronta para o começo da destruição.

O problema é que esse tipo de insistência no mesmo jogo para tudo que é canto acaba fazendo que a gente jogue muito dele no começo e largue por meses, afinal, não tem muito o que inovar depois de 775 versões levemente alteradas do mesmo produto, como é o caso do recém lançado Worms Revolution.

Será que não está na hora de arriscar um Kickstarter com algum projeto diferente só para mudar um pouco o disco e sair dessa história de “Geatest Hits”?

Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.