Cinco Clássicos LucasArts

Após a triste notícia de que a Disney decidiu fechar a LucasArts, ou pelo menos transformá-la em outro tipo de empresa, eu não pude deixar de ficar triste e decidi fazer um flashback com alguns dos melhores momentos que já tive com os jogos da companhia do sr. George Lucas. Nem preciso dizer que vocês deveriam jogar qualquer um desses títulos né? Lembrando que essa é uma lista pessoal, coloquei os jogos que eu tive a oportunidade de jogar e que achei incríveis.

1. Full Throttle

 

Meu primeiro contato com um jogo da LucasArts foi com o incrível point-and-click do motoqueiro arruaceiro chamado simplesmente de Ben. Com um visual meio futurista decadente, você faz parte de uma gangue chamada Polecats e o objetivo é basicamente salvar a fábrica de motos Corley Motors, após juntar peças para consertar sua moto, enfrentar outras gangues, e muitos “puzzles”, pois o jogo é todo baseado em pensar e tentar entender qual deve ser o próximo passo e como ele deve ser realizado. Prepare-se para boas piadas, um pouco de ação e realizar diversas ações pelo “quase mundo aberto” de Full Throttle. O jogo foi lançado para PC em 95.

2. Star Wars: X-Wing

 

Não foi o primeiro game de Star Wars que eu joguei, mas foi o primeiro de simulação de naves que eu entrei em contato. Bem, os gráficos não são nada bonitos, se comparados com as gerações mais recentes. O jogo é muito antigo, possui uma engine 3D e o que achei de mais incrível no jogo era que ele não tinha “limite de cenário” (se tinha, era muito longe, pois eu testei algumas vezes). Ele era um simulador incrível (estou procurando jogos com o nível de detalhes que X-Wing possuía e era relativamente fácil de jogar). Você começa como um aprendiz de piloto, passa por um treinamento que te ensina a usar todos os recursos dos três modelos de naves que você irá pilotar, A-Wing, Y-Wing e os “novos” X-wing. Nas naves era possível controlar para onde você iria direcionar a “energia” da nave.

Você poderia equilibrar entre Motor, Escudo e Armas, ou dedicar para somente um em detrimento dos outros. Às vezes era mais inteligente deixar o escudo com camada dupla do que ter uma nave muito rápida (o que dificultava acertar os inimigos). Confesso que nunca consegui terminar o jogo, encontrei algumas fases bem difíceis e acabei parando nelas. Quando meu computador antigo estragou, perdi o jogo e meu save. Mas o game ficou em minha memória. O jogo foi lançado para DOS (isso mesmo!!) em 1990.

3. The Secret of Monkey Island

 

“Meu nome é Guybrush Threepwood, e eu quero me tornar um pirata.” Essa é uma das frases mais célebres dos tempos áureos da LucasArts. No jogo (que utilizava a mesma engine de point-and-click utilizada em Full Throttle) o objetivo era tornar seu personagem um pirata e ficar com sua amada Elaine. Nele você encontra o fantasma de um pirata chamado LeChuck, que torna-se seu inimigo no desenvolver do jogo (não vou contar mais para não estragar surpresas para ninguém). O jogo original é de 1990 para PC e recebeu um remake em 2009, com versões para iPad e computador, com gráficos e falas atualizados. E vale uma menção honrosa para a continuação do jogo, chamada de Monkey Island 2: LeChuck’s Revenge. Um melhor que o outro. Foram jogos que ocuparam muitas horas da minha infância/adolescência por causa dos divertidos puzzles.

4. Zombies Ate My Neighbours

 

Esse foi um clássico para SNES. O objetivo era passar cada fase resgatando alguns personagens que o jogo indicava e não ser pego pelos zumbis que apareciam do chão. Você possuía algumas armas para se defender, entre elas uma pistola de água equipada com água benta. Era um jogo muito divertido e um pouco difícil também. Algumas fases eram um verdadeiro sofrimento para conseguir passar. Me lembro muito bem dos inimigos com moto-serra que passavam cortando o as paredes dos labirintos. Acho que vou reativar meu emulador de SNES por aqui. Enfrentar o chefe bebê gigante de novo. Um dos melhores do console da Nintendo sem dúvida.

5. Star Wars: Republic Commando

 

E para fechar a lista, um jogo mais atual. Republic Commando deve ser o melhor jogo de FPS de Star Wars. (tá, Battlefront é muito bom também, mas eu ainda fico com o RC, mas vou explicar por que) Republic Commando criou uma história paralela situada entre os episódios II e III dos filmes, durante as Guerras Clônicas. O legal do jogo é que você é um “Commando”, um clone especialmente desenvolvido para ter capacidades acima da média. Você se junta a mais três “irmãos” e deve realizar tarefas especificas durante as missões. Cada clone é especialista em alguma coisa, e as tarefas realizadas pelo “Delta Squad” são extremamente vitais para o desenvolvimento da trama principal de Star Wars. Isso que eu achei muito legal: é uma história sobre os “heróis não reconhecidos” (não vou entrar no mérito dos heróis serem Jedis, ou de que os clones eram controlados por um Sith, enfim).

O jogo é bom, e ponto final. Talvez um pouco curto, o que deixou muitos jogadores com um gostinho de quero mais. Eu quero muito mais. Para quem nunca jogou esse título, dá um jeito de conseguir o jogo e seja feliz. O melhor FPS de Star Wars (já falei isso né?). O gameplay é incrível (você pode dar ordens para os outros membros de sua equipe, usar uma espécie de hidden blade para atacar inimigos muito próximos, entre outros). O jogo foi lançado para PC e Xbox.

Eu poderia passar horas e horas falando (ou escrevendo) sobre jogos da LucasArts. Eles realmente marcaram minha vida com muitos momentos de diversão. Para não dizer que passei em branco, vou mencionar outros jogos para quem quiser procurar também, recomendo todos: Day of the Tentacle, Star Wars: Battlefront II, Afterlife, Star Wars: Knights of the Old Republic, Star Wars: The Force Unleashed, Grim Fandango e qualquer título em parceria com a Lego.

Bem, o que vocês acham? Iremos sentir falta da LucasArts? Ou agora poderemos ter mais jogos e as aguardadas continuações que nunca deixaram de ser rumores.

Qual jogo da LucasArts é o seu preferido? Deixe seu comentário!

Ryan da Costa

Ex-redator

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