Alguns dos maiores fracassos da história dos consoles

Fala, galera, tudo bom com vocês? Nosso artigo de hoje é sobre falências, prejuízo e gente investindo dinheiro em produtos que não deram muito certo, mais especificamente, consoles/portáteis que foram um fracasso. Prontos para ver pessoas perdendo dinheiro?

1. Game.com

“Ele tem mais jogos do que vocês, idiotas, têm células no cérebro”. Com esse slogan, não precisa nem mais explicar porque o Game.com foi um fracasso, mas vamos tentar. Além de insultar os consumidores em potencial, a Tiger Electronics ainda por cima produziu um portátil com uma tela ruim (apesar de ter touchscreen), um hardware lento e um software pouco acessível.

Ah, e apesar do nome com um “.com” no fim, o portátil não tinha capacidades online. Para completar a receita do desastre, todos os jogos desenvolvidos para ele (teve até um port de Resident Evil 2!) eram desenvolvidos pela própria Tiger. Ninguém se interessou em desenvolver para o portátil.

2. Nokia N-Gage

A Nokia sempre foi uma empresa de ideias visionárias, ainda que a execução delas não fosse lá das melhores, quer ver? Eles tiveram um protótipo de celular com touchsreen e focado na internet anos antes do iPhone ser anunciado por Steve Jobs, mas decidiram que o mundo não estava pronto para esse tipo de aparelho e, bom, como vocês sabem, o Symbian tomou um laço sensacional do iPhone e do Android.

Bom, mas não é disso que viemos falar aqui hoje e sim do N-Gage, outra ideia visionária da Nokia, um celular onde você poderia jogar jogos, ouvir música e ouvir rádio coisas que a gente faz com a maior naturalidade hoje, não fossem algumas falhas críticas no hardware, como o fato de você ter que tirar a bateria do celular para poder colocar os cartuchos dos jogos, assim como pouco investimento no marketing. No fim das contas, as vendas foram patéticas: 5 mil unidades nos EUA e 800 no Reino Unido.

3. SEGA Saturn

O SEGA Saturn quase deu certo. A SEGA havia feito uma puta campanha de marketing para o lançamento do primeiro console realmente relevante da geração de 32-bits após vencer (sim! O Sega Genesis vendeu mais do que o Super Nintendo até aquela época) a batalha dos 16 bits. Pois bem, todo mundo já sabia que o próximo console da empresa se chamaria Saturn e que ele seria lançado num sábado, dia 2 de setembro de 1995 nos EUA, conhecido como “Saturnday”, pouco menos de um ano após o lançamento do console no Japão.

O problema todo foi que a E3 chegou e a campanha toda foi pro espaço, afinal de contas, o presidente da SEGA naquele momento, Tom Kalinske, disse as seguintes palavras (tá, não bem elas, mas algo do tipo): “Sabe o Saturnday? É tudo brincadeira, o console já está à venda tipo AGORA, corram!”. O problema disso tudo é que nem os consumidores, muito menos os desenvolvedores sabiam desse lançamento adiantado, o que acabou fazendo que muita gente deixasse de comprar o console no lançamento e deixasse os desenvolvedores putíssimos com a SEGA por ter estragado os planos deles. Quatro meses depois disso, o PlayStation foi lançado e o resto é história, assim como a divisão de hardware (e provavelmente marketing) da SEGA.

4. Apple Bandai Pippin

Eu não sei se vocês sabem, mas a Apple é uma empresa que era marcada pelo fracasso dos seus produtos até Steve Jobs (que foi demitido pelos acionistas da companhia que fundou) acertar na veia com os iPods. Num desses fracassos, temos o Pippin, console que a Apple tentou vender como “computador educativo e que acessava a internet” fracassou fracassadaemente.

No fim das contas, o console vendeu apenas 42 mil unidades e hoje deve ser uma bela peça de museu.

5. Atari Jaguar

Em 1993, alguém dentro da divisão de hardware teve uma ideia brilhante: ao invés de lançar um console de 32-bits (a geração dos 16 estava no fim), por que não pular uma geração e lançar um console de 64-bits de uma vez? E assim nasceu o Jaguar, primeiro console da história com um processador de 64 bits e um joystick feito especialmente para quem tem curso de telefonista, de tantos botões que tem.

O fracasso do Jaguar foi tão grande que a Atari nunca mais lançou um videogame sequer, e certamente ajudou a falir mais um pouquinho a companhia que pediu falência (pela segunda vez) alguns anos depois. Ah, ele vendeu cerca de 250 mil unidades.

Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.